segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Segredo do Trabalho - Swami Vivekananda

Ajudar os outros aliviando suas necessidades físicas é muito importante, porém o auxílio é tanto maior quanto maior é a necessidade e duradouro o auxílio. Se as necessidades de um homem podem ser aliviadas durante uma hora, devemos ajudá-lo; se podem ser remediadas por um ano, o auxílio será maior; porém se for eliminado para sempre, este será, sem dúvida, o melhor auxílio que lhes será prestado.

O conhecimento espiritual é o único que pode destruir nossas misérias para sempre; os demais só satisfazem as necessidades por algum tempo. O conhecimento do espírito é o único que consegue destruir para sempre o desejo; assim, o auxílio espiritual é o mais elevado auxílio que se pode oferecer ao homem. Quem dá conhecimento espiritual é o maior benfeitor do gênero humano, e por isto vemos que foram sempre os homens de maior poder que auxiliaram a humanidade em suas necessidades espirituais, porque a espiritualidade é a verdadeira base de nossa vida.

Um homem são e espiritualmente forte, será forte em qualquer outro aspecto, se assim o desejar; enquanto não houver fortaleza espiritual no homem, nem mesmo suas necessidades físicas poderão ser satisfeitas. Depois do auxílio espiritual vem o intelectual; a dádiva de conhecimento é muito mais elevada do que a de alimento e roupa; é ainda maior do que a de dar vida a um homem, porque a vida deste consiste realmente no conhecimento. A ignorância é morte, o conhecimento é vida. E esta é de pouco valor se transcorre na obscuridade, engolfada na ignorância e na miséria.

Vem em seguida o auxílio físico. Ao considerarmos a questão do auxílio ao demais, devemos tratar sempre de não cometer o erro de crer que o auxílio físico é o único que se pode dar. Não só é o último como também o menor, pelo motivo de não produzir uma satisfação permanente.

A necessidade que sinto quando tenho fome, satisfaço-a comendo, porém, a fome volta; meu sofrimento só termina quando estou satisfeito, acima de toda necessidade. Então a fome não me fará infeliz; nenhum sofrimento nem dor poderá comover-me. Portanto, aquele auxílio que tende a nos tornar espiritualmente fortes, é o mais elevado; segue o intelectual, e em último lugar o físico.

As misérias deste mundo não podem ser resolvidas somente pelo auxílio físico; enquanto a natureza do homem não mudar, as necessidades físicas persistirão, bem como as desventuras, sem que auxílio físico algum possa remediá-las totalmente. A única solução está em purificar a humanidade. A ignorância é a mãe de todos os males e misérias. Quando o homem tiver luz, e for puro e espiritualmente forte e educado, então a miséria findará. Ainda que convertamos nossas casas em asilos de caridade e povoemos a terra de hospitais, as misérias humanas não terminarão enquanto não se mudar a índole do homem.

Lemos, no Bhagavad-Gita, repetidas vezes, que todos devemos trabalhar incessantemente. Toda obra é por sua própria natureza composta de bem e mal. Não podemos realizar obra alguma que não redunde em benefício de algo ou de alguém; nem pode haver coisa alguma que não provoque mal em algum lugar. Em cada ação tem que haver necessariamente partes de bem e de mal; no entanto nós aconselham que atuemos sem parar. Ambos, o bem e o mal, produzirão seus resultados, seu karma.

A boa ação nos trará bom efeito, e a má, a sua má consequência; porém, tanto uma como a outra estão ligadas à nossa alma. A solução obtida no Gita relativamente a esta propriedade da ação, é que, se deixamos de nos ligar à ação que praticamos, ela não produzirá nenhum efeito sobre a nossa alma. Procuremos compreender o significado desta frase: “não ligar-se” à ação.

O sentido do Gita é o seguinte: Agir incessantemente, porém desligado da ação.

Samskara pode ser traduzido aproximadamente por “tendência inerente”. Comparando a mente com um lago, cada onda que vem à superfície não desaparece totalmente; deixa atrás de si um movimento que a pode fazer ressurgir novamente. A este movimento capaz de tornar a manifestar-se uma nova onda, é que se chama samskara.

Cada trabalho que cumprimos, cada movimento que realizamos, cada pensamento, deixa uma impressão na substância mental, e mesmo que esta não seja visível na sua superfície, age profundamente, isto é, subconscientemente. O que nós sabemos é determinado a cada instante pela soma destas impressões mentais. 

O que eu sou neste momento é o resultado das impressões de minha vida passada. A isto chamamos caráter; é o que está determinado em cada homem pela soma total de suas impressões. Se prevalecem as boas, seu caráter será bom; se o contrário, será mau.

Se um homem diz frequentemente más palavras, tem maus pensamentos e executa más ações, sua mente estará cheia de más impressões; estas influirão em seus pensamentos e ações sem que ele seja consciente delas. Portanto, estas más impressões atuam continuamente, e o resultado deve ser mau; esse homem tem que ser mau, e não poderá evitá-lo. O produto dessas impressões desenvolverá nele um forte poder que constituirá o motivo de suas más ações; será como uma máquina em mãos daquelas impressões, e estas o obrigarão a praticar o mal.

Da mesma forma, se um homem tem bons pensamentos e pratica boas ações, a soma total dessas impressões será boa, e o levará a praticar boas ações, talvez mesmo inconscientemente. Quando um homem praticou certo número de boas obras e teve bons pensamentos, experimenta uma tendência irresistível para o bem; e mesmo quando quiser praticar o mal, sua mente, que é a soma total de suas tendências, não lhe permitirá. Neste caso se diz que o bom caráter do homem já está firme.

Assim como a tartaruga oculta as patas e a cabeça dentro de sua carapaça, e embora a façais em pedaços não a descobrireis, assim o caráter do homem que tem controle sobre si está definitivamente firmado. Controla as suas forças internas e ninguém poderá modificar sua vontade. Por este contínuo reflexo de bons pensamentos, de boas impressões que se movem na superfície da mente, a tendência para o bem se robustece, resultando disto que nos sentimos capazes de controlar os indryas (os órgãos dos sentidos ou centros nervosos).

Só desta forma o caráter será moldado; só então o homem conhece a verdade, e já não pode fazer mal a ninguém. Podeis deixá-lo em qualquer companhia; não haverá perigo nenhum para ele.

Há, todavia, um estado superior a este: é o desejo de libertação. Deveis lembrar-vos que a liberdade da alma é a meta de todas as yogas, e cada uma destas conduz ao mesmo resultado. Por meio das obras, os homens podem chegar ao estado que Buda alcançou em grande parte pela meditação e Cristo pela devoção. Buda foi um jnani ativo; Cristo um bhakta, porém ambos alcançaram a mesma meta. A dificuldade está em que a libertação implica inteira liberdade; liberdade de fazer o bem, tanto como de praticar o mal.

É como uma cadeia de ouro, que escraviza tanto como uma de ferro. Tenho um espinho cravado num dedo e uso outro espinho para extraí-lo; depois, atiro fora os dois; não tenho necessidade de guardar nenhum espinho, porque acima de tudo, são espinhos. Da mesma forma, as más tendências têm de ser contrapostas pelas boas, e as más impressões da mente, pelas ondas frescas e boas, até que todo o mal desapareça quase por completo, ou seja submetido e controlado num recanto da mente; porém as boas tendências também devem ser conquistadas. Desta forma o homem “ligado”, “desliga-se”. Agi, porém não permitais que a ação ou o pensamento produza uma profunda impressão em vossa mente; deixai que as ondas vão e venham. Que as ações importantes provenham dos músculos do cérebro, porém não permitais que se gravem profundamente em vossa alma.

Como pode isto acontecer? Observemos que as impressões de uma ação à qual nos ligamos perduram.

Posso encontrar-me com centenas de pessoas durante o dia, e entre elas com uma apenas a quem amo; quando chega a noite e penso em todas as fisionomias que vi, só uma se apresenta em minha mente: a que talvez me olhou menos, porém que amo; as demais se terão desvanecido. Minha atração por aquela pessoa causou em minha mente uma impressão mais profunda do que todas as outras. 

Fisiologicamente as impressões foram todas iguais; cada uma das fisionomias que vi se retratou na retina e o cérebro se apoderou da imagem; no entanto, o efeito na mente não foi o mesmo. Muitas das pessoas eram talvez inteiramente novas para mim, porém aquela da qual tive um rápido vislumbre, encontrou associações internas. 

Talvez já a tivesse gravada em minha mente durante anos, talvez conhecesse muitíssima coisa sobre ela, e esta nova visão despertou centenas de recordações adormecidas em minha mente; e talvez esta impressão já fora repetida um sem número de vezes do que as outras fisionomias, e por isto produziu tal efeito em minha mente.
Por conseguinte, sabe “desligados”; deixai que as coisas atuem, porém que atuem nos centros cerebrais. Agi constantemente, porém não permitais que uma só onda domine vossa mente. Trabalhai como se fosseis estrangeiros aqui na terra; trabalhai incessantemente, porém não vos ligueis à ação; ligar-se é algo terrível.

Este mundo não é nossa habitação; é somente um dos muitos estados pelos quais estamos passando. Recordai aquele grande ditado da filosofia sânkya: “A totalidade da natureza é para a alma, não é a alma para a natureza”. A natureza não existe senão para a educação da alma; não tem outro significado; está aqui, porque a alma deve ter conhecimento e libertar-se pelo conhecimento.

Se tivéssemos sempre este pensamento, jamais nos ligaríamos à natureza; saberíamos que esta é um livro aberto que devemos ler, e que já não terá valor algum para nós quando tivermos adquirido o conhecimento que ele encerra. No entanto, nos identificamos com a natureza; pensamos que a alma lhe pertence, que o espirito é para a carne, e, como afirma o provérbio, pensamos que o homem “vive para comer” e não que “come para viver”. Consideramos a natureza como se fossemos nós mesmos e deste modo nos ligamos a ela. E quando nos ligamos a ela, em nossa alma se produz uma profunda impressão, que nos domina e nos leva a agir não como homens livres mas como escravos.

O ponto capital deste ensinamento é que devemos agir como “senhores” e não como “escravos”. Não vedes como todos trabalham? Ninguém pode estar em absoluto repouso. Noventa e nove por cento dos homens trabalham como escravos e o resultado é a miséria; todos trabalham egoistamente. Trabalhai por liberdade. Trabalhai por amor. A palavra Amor é muito difícil de ser compreendida. O amor não existe, enquanto não existir liberdade. Não há possibilidade do verdadeiro amor no escravo. Se conquistais um escravo e o fazeis trabalhar em vosso proveito, ele cumprirá seu ganha-pão, porém não haverá amor nele. Do mesmo modo, quando nós trabalhamos para as coisas do mundo como escravos, não pode haver amor em nós, e o nosso trabalho não é verdadeiro trabalho.
Isto é tão certo com referência ao trabalho que realizamos para os nossos parentes e amigos, como ao trabalho feito para nós mesmos. 

Trabalho egoísta é trabalho de escravo, e eis aqui uma prova: Cada ato de amor acarreta felicidade; não há ato de amor que não traga paz e alegria. A existência, o conhecimento e o amor estão intimamente relacionados; onde está um também estão os outros dois. São os três aspectos do Um sem Segundo. Existência-Conhecimento-Felicidade.

Quando esta existência se torna relativa, conhecemo-la como mundo; este conhecimento se modifica logo como conhecimento das coisas do mundo, e esta felicidade constitui a base do amor que o coração do homem é capaz de sentir. Portanto, o verdadeiro amor nunca pode reagir de maneira a causar dor ao ser amado. Suponde que um homem ame uma mulher. Ele a quer só para si e a zela constantemente; necessita tê-la a seu lado; que coma e se mova a seu mandato. É escravo dela e quer possuí-la como escrava. Isto não é amor, mas apenas uma espécie de afeto mórbido de escravo. 

Não pode ser amor, porque provoca dor. O amor não produz reações dolorosas; o amor só produz felicidade. Quando tiverdes conseguido amar vossa esposa, esposo e filhos, a todo o mundo, ao universo, de tal modo que não haja reação de dor ou de ciúmes, nem sentimento egoísta algum, então estareis no estado apropriado de desligar-vos.

Krishna disse: “Contempla-Me, Arjuna. Se Eu deixasse de agir um só instante, o universo todo desapareceria. Nada tenho a ganhar na ação; sou o Senhor único. Por que atuo então? Porque amo o mundo”. Deus está desligado porque ama; um amor assim verdadeiro, desfaz nossas ligações. Onde quer que haja apego pelas coisas mundanas, há atração física entre grupos de partículas de matéria; algo que atraia os corpos cada vez mais próximos e que não se podem juntar bem, produz dor, porém, onde há amor real não existem de nenhum modo atrações físicas. Tais amantes podem estar a mil milhas de distância um do outro e seu amor será sempre o mesmo; não morre, e jamais provocará dor.

Obter este desapego pode ser o trabalho de uma vida, porém, logo que o tivermos alcançado, nos encontraremos na meta do amor e conquistaremos a liberdade; nos libertaremos das cadeias da natureza e a contemplaremos tal qual é. Não conseguirá mais prendermos; seremos inteiramente livres e não tomaremos em consideração o resultado das ações. Para que nos preocuparmos com os resultados?

Pedis recompensa a vossos filhos. Nosso dever consiste em trabalhar para eles, e aí termina o assunto. Em tudo, aquilo que fizerdes por um semelhante, por uma cidade ou por um Estado, assumi idêntica atitude: não espereis recompensa. Se podeis tomar invariavelmente a posição de quem dá livremente, sem pedir recompensa alguma, então vosso trabalho não produzirá ligações. Estas somente vêm quando esperamos recompensa.

Se agir como escravos produz egoísmo e trevas, agindo como senhores de nossas próprias mentes gozaremos a felicidade de retidão e justiça; porém vemos que no mundo o reto e o justo são palavras vãs de crianças. Há duas coisas que guiam a conduta do homem: o poder e a compaixão. O exercício do poder leva invariavelmente ao egoísmo. Os homens e as mulheres aproveitam-se tanto quanto possível do poder, ou das vantagens que dele podem tirar.

A compaixão é a essência do céu. Para ser bons, devemos ser clementes. Até a justiça e o direito devem ser apoiados na clemência. Pensar em tirar proveito da obra quê realizamos, prejudica nosso progresso espiritual; ainda mais: provoca a miséria. Há outra maneira de levar à prática a misericórdia e a caridade altruísta: é considerar as obras como “adoração” (quando cremos num Deus pessoal). Deste modo abandonamos o fruto de nossas ações ao Senhor; e adorando assim, não temos o direito de esperar nenhuma gratidão pelas obras que fazemos.

O Senhor age incessantemente e está sempre livre de ligações. Assim como a, água não pode molhar a folha do Loto, assim também a obra não pode escravizar o homem altruísta. O altruísta e desligado pode viver em meio da multidão de uma cidade pecadora e não ser manchado pelo pecado.

Esta ideia de abnegação absoluta está ilustrada no seguinte conto: Depois da batalha de Kurukshetra, os cinco irmãos pândavas celebraram um imponente sacrifício, dando ao mesmo tempo esmolas aos pobres. Todos estavam assombrados ante a magnificência do sacrifício e diziam que nunca se vira outro igual no mundo. Mas depois da cerimônia chegou ali um pequeno rato, cuja metade do corpo era dourada e outra metade parda. Principiou então a espojar-se no assoalho da sala do sacrifício, e depois disse: “Isto não é sacrifício”. “Como?”, disseram, “dizes que isto não é sacrifício? Ignoras quanto dinheiro e joias foram distribuídos aos pobres e quanto cada um deles se tornou rico e feliz? Este foi o sacrifício maior que um homem já realizou.

Porém o ratinho retrucou: “Certa vez, numa pequena aldeia residia um pobre brâmane com sua esposa, seu filho e sua nora. Eram muito pobres e viviam das pequenas dádivas que lhes eram oferecidas por pregarem e ensinarem. Aquela cidade passou por um período de fome durante três anos e o pobre brâmane sofreu muito mais do que outrora. Finalmente, quando à família que há dias já não se alimentava, o pai trouxe uma maçã e um pouco de farinha de cevada que tivera a sorte de conseguir, dividiu tudo em quatro partes iguais e deu uma a cada familiar. Preparavam-se para comê-la, porém nesse momento bateram à porta. O pai a abriu e apareceu um hóspede. (É bom saber que na índia um hóspede é pessoa sagrada: é considerado como um Deus enquanto dura a hospedagem, e deve ser tratado com devoção). Então o pobre brâmane lhe disse: “Entrai, Senhor; bem-vindo sejais”. Pôs diante do hóspede seu alimento, que ele comeu rapidamente, dizendo: 

“Oh! Senhor, faz dias que não como, e este alimento ainda veio aumentar a minha fome”. Então a esposa disse a seu marido: 

“Dá-lhe a minha parte”, ao que ele disse: “não”. Porém ela insistiu, dizendo: “Está aqui um esfomeado e nosso dever como chefes de família é dar-lhe de comer. Como esposa cumpro o meu dever dando a minha parte, visto que não tens nada mais para lhe oferecer”. E a deu. Mas, depois de comê-la, o hóspede ainda estava com fome. Em vista disso, o filho disse: “Tomai também a minha parte. O dever de um filho é ajudar os pais a cumprirem suas obrigações”. O hóspede comeu, mas não se mostrou satisfeito, e por isto a esposa do filho lhe deu a sua ração. O hóspede saiu bendizendo-os. Naquela mesma noite, os quatro morreram de fome.

Alguns grãos daquela farinha caíram no chão, e ao espojar-me nela, a metade de meu corpo ficou dourado, como vedes. Desde então venho correndo o mundo inteiro, procurando outro sacrifício como aquele, porém em nenhuma parte o encontro, o que não me permitiu dourar a outra parte do meu corpo. Portanto, afirmo que isto não é sacrifício.

A caridade começa a desaparecer na índia; os grandes homens diminuem em número. Quando estudava inglês, li um conto sobre um menino que trabalhava e dava algo à sua mãe, e por isso era elogiado! Que significa isto? Nenhum menino hindu poderá compreender esta espécie de moral. Eu a compreendo agora depois de conhecer a ideia ocidental: cada qual para si; e alguns homens ficam com tudo o que possuem, abandonando pais, mães, esposas e filhos! Este não deve ser nunca o ideal de um chefe de família.

Estais agora em condições de compreender um karma-yogue: ajudar, ainda que seja à custa de sua vida, dos seus semelhantes, sem esperar o fruto da ação. Mesmo quando fordes enganados milhões de vezes, não vos impressioneis nem penseis no que estais fazendo. Nunca vos orgulheis de vossas esmolas aos pobres, nem espereis sua gratidão; ficai, ao contrário, agradecido porque tivestes ocasião de praticar a caridade. Também vereis claramente que ser perfeito chefe de família é muito mais difícil do que ser sannyasin

A verdadeira vida de trabalho é, em verdade, tão dura, se não mais, do que a verdadeira vida de renúncia.