quinta-feira, 20 de outubro de 2011

BUDISMO

O Budismo, é um conjunto de Ensinamentos emitidos e vividos por um grande homem, o príncipe hindu Siddharta Gautama, conhecido por Buda ( Buda não é um nome, mas uma condição ou estado de pleno desenvolvimento espiritual - a Iluminação. Significa 'O Desperto' ). Os seguidores dessa filosofia de vida não o tem como um Deus, mas como um guia espiritual que os ensina como se libertar do ciclo da morte e reencarnação, alcançando a iluminação, um estado de pureza espiritual completamente livre das preocupações mundanas e do ciclo da reencarnação.

O Budismo tem atualmente cerca de 500 milhões de adeptos em todo o mundo. A partir do Ceilão ( atual Sri Lanka ), difunde-se a sudeste, na Birmânia ( Mianmá ), Laos, Tailândia e Camboja, ao norte no Tibete, e a leste na Coréia, na China. No Japão, mistura-se com a antiga escola de meditação chinesa chan ( zen, em japonês ), dando origem ao zen-budismo.

 
HISTÓRIA DE BUDA

O príncipe Siddharta Gautama nasceu em 560 a.C. na cidade de Kapilavastu no Nepal, nas montanhas do Himalaia, próximo da fronteira com a Índia. Filho de Shuddhodana Gautama, um Rei da dinastia dos Sakyas e da Rainha Maya, que morreu quando o principe completou uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Siddharta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou de Rahula.

Como principe Siddharta vivia protegido e afastado dos sofrimentos do mundo. Durante um raro passeio fora do palácio, foi submetido a quatro visões que o comoveram profundamente: um doente, um ancião, um cadáver e um asceta. Chocado com a doença, com a velhice e a com morte, Siddharta refletiu sobre o que viu e tomou uma decisão que mudaria sua vida e a história.

Aos 29 anos, Siddharta resolveu sair de casa e partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos preceitos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo para meditar.

Após sete dias meditando debaixo de uma figueira ( Bodhi - "A Arvore do Despertar" ), atingiu o Nirvana ( a iluminação ), com a revelação das Quatro Verdades. Ao ouvir o relato de sua experiência, seus cinco discúpulos o denominaram "Buda" ( O iluminado, em sânscrito ) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desiludidos com a crença hindu, principalmente os da casta mais baixa, deram ouvidos a esta nova mensagem, o "Caminho do Meio" - que pregava evitar os extremos, tanto da negação de si mesmo, como da satisfação dos desejos. Siddharta contava 35 anos de idade e durante os 45 anos seguintes, ele e seus discípulos, pregaram ao longo da bacia do Ganges até o seu falecimento aos 80 anos de idade.
 
SISTEMA DE CRENÇAS

O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também creêm na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura.

A doutrina é baseada nas Quatro Nobres Verdades de Buda:

1. Primeira Nobre Verdade, a Existência do Sofrimento ( Dukkha Stya ): Impermanência, Anicca ; Insatisfatoriedade, Dukkha; Impersonalidade, Anatta.

2. Segunda Nobre Verdade, a Causa do Sofrimento ( Samudaya Satya ): Desejo, avidez, tanha, que dividi-se em:
 •Desejo dos Prazeres dos Sentidos ( kama ),
 •Desejo de auto-preservação ( bhava ) e
 •Desejo de Não existência ou auto-aniquilamento ( vibhana ).

3. Nobre Verdade, a Cessação do Sofrimento ( Nirodha Satya ): a Extinção do desejo, da ambição, do anseio, Nirvana.

4.Quarta Nobre Verdade, o Caminho que conduz à Extinção do Sofrimento ( Magga Satya ): Caminho Óctuplo, Atthangika Magga. É o caminho ensinado pelo Buddha que conduz ao despertar. Ele recebe este nome por ser dividido em oito práticas, geralmente agrupadas em três treinamentos superiores:
I - Prajna (Sabedoria );
II - Samadhi ( Meditação ) e
III - Sila ( Moralidade );

 
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO

1. Visão Correta
O Adepto deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.

2. Pensamento Correto
O Adepto deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.

3. Fala Correta
O Adepto não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.

4. Ação Correta
O Adepto não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.

5. Meio de Vida Correto
O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém.

6. Esforço Correto
O Adepto deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.

7. Atenção Correta
O Adepto deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.

8. Meditação Correta
Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, o Adepto deve entrar nos quatro gráus da meditação, que são produzidos pela concentração.

 
TEOLOGIA DO BUDISMO

A divindade: Não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.

Antropologia: O homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.

Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados ( salvos ).

A alma do homem: A reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.

O caminho: O impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

Posição ética: Existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:

 • Proibição de matar
 • Proibição de roubar
 • Proibição de ter relações sexuais ilícitas
 • Proibição do falso testemunho
 • Proibição do uso de drogas e álcool

No Budismo O Adepto pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.

Texto baseado no Livro: A Doutrina de Buda
Bukkyõ Dendõ Kyõkai - ( Sociedade para a Divulgação do Budismo )

Pantáculos e Símbolos Mágicos


Eliphas Levi ensinou: “Por trás de toda alegoria mística ou das doutrinas antigas, por trás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a mesma e em todo lugar respeitada”. Assim existe na natureza “uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adaptá-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo.
Essa força era conhecida dos antigos: é o agente universal, a primeira matéria, a Grande Obra”.
 
Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pentáculos têm relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar. Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, lembrando-nos a frase hermética: “O que está em cima é como o que está embaixo, e vice-versa”.
Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc.
Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pentáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia e Feng Shui.
De acordo com essas “novas” ciências, pela Lei de Ressonância, os Pentáculos possibilitam criar estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pentáculos para Curar, Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc.
Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode-se realizar uma simples oração e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; pode-se também usá-los em complexos rituais para que a Força Magnética desse talismã mágico seja altamente potencializada.
Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi e Samael Aun Weor.