terça-feira, 6 de setembro de 2011

O PORTADOR DA LUZ

















EU SOU LUCIFER E GOSTARIA DE VOS FALAR SOBRE O MEDO.

- Noto a oportunidade e a necessidade de falar sobre este tema, porque, apenas a pronuncia do nome com que sou conhecido na terra já e o suficiente para provocar medo... no entanto, chegou o momento de dizer que os humanos não tem medo de mim; os humanos tem medo da minha representaçao dentro deles, o que é completamente diferente.

Como sabem, uma profunda limpeza tem sido proposta aos seres humanos, e tem vindo a ocorrer. ora, os níveis dessa limpeza estão cada vez mais profundos. Diria que estamos a chegar ao nível dos arquetipos. E o meu nome é um arquetipo!...

Para que eu retorne a condição de portador da luz que é o que meu nome pode querer dizer, vocês tem de se transformar em portadores da luz!... quando a luz imperar, quando a luz ligar às estrelas... quando a luz ligar os povos estelares e as tribos galácticas, eu serei, aos vossos olhos e a vossa percepção, a luz que sempre fui.
 

A Noite de Pan, ou N.O.X., é um estado místico que representa o estágio da "aniquilação do ego" no processo de consecução espiritual. O alegre e luxurioso Pan é o deus grego da natureza, luxúria, e poder gerador masculino. A palavra grega Pan também pode ser traduzida como Tudo, e desta forma é "um símbolo do Universal, uma personificação da Natureza; Pangenetor, "progenitor de tudo", e Panphage, "devorador de tudo" (Sabazius, 1995). Deste modo, Pan é tanto o doador como o tomador da vida, e sua Noite é aquela hora da morte simbólica onde o adepto experiencia a unificação com o Tudo através da destruição arrebatadora de seu próprio ego. Num sentido mais geral, é o estado onde ele transcende todas as limitações e experiencia a união com o universo.  

Cidade das Pirâmides

No sistema de consecução da A.'.A.'., após o Adepto ter atingido o Conhecimento e Conversação com seu Sagrado Anjo Guardião, ele deve então atravessar o grande Abismo, onde encara Choronzon, que irá tentá-lo a manter-se sob seu eu subjetivo e tornar-se aprisionado em seu mundo de ilusão. Para escapar do Abismo, o adepto abre mão de seu senso mais profundo de identidade terrena, no gesto simbólico de derramar seu sangue na Taça de Babalon. O adepto então torna-se um Bebê no Útero de Babalon impregnado por Pan e seu eu sem vida torna-se como uma pilha de pó, descansando na Cidade das Pirâmides, que repousa sob a Noite de Pan. Essa é a razão para que fosse chamada de Noite - ela representa o Útero sem luz, e também o tempo antes do amanhecer do novo Sol (ou particularmente, o novo Eu). O adepto então aguarda em seu estado sublime até que esteja pronto para o próximo passo, e tornar-se "nascido" novamente da Grande Mãe Babalon, fecundada por Pan.

Nos escritos de Crowley

Aleister Crowley identifica esse processo como de Amor. Ele explica nos Pequenos Ensaios em Direção à Verdade:
As operações realmente mágicas de Amor, são, portanto, os Transes, mais especialmente os de Entendimento; como terá sido bem percebido por esses que fizeram um cuidadoso estudo cabalístico da natureza de Binah. Pois Ela é uniforme como o Amor e como a Morte, o Grande Mar de onde toda Vida surge, e cujo útero negro tudo reabsorve. Ela resume, assim, em si mesma, o duplo processo da Fórmula de Amor sob Vontade; pois não é Pan o Todo-Criador no coração das Maravilhas à Noite, e não é "cabelo das árvores da Eternidade" d'Ela os filamentos de Divindade-que-Tudo-Devora "sob a Noite de Pã"?
É também descrito no texto místico Liber VII:
Ascende na flama da pira, Ó minha alma! Teu Deus é como o frio vazio do mais extremo céu, no qual tu irradias tua pequena luz.
Quando Tu me conheceres, Ó Deus vazio, minha chama expirará completamente em Teu grande N.O.X.
—Liber Liberi vel Lapdis Lazuli, II:39-40

Finalmente, Crowley escreve da Noite de Pan no seu Livros das Mentiras, no capítulo "Sabbath do Bode":
O! o coração de N.O.X., a Noite de Pan
PAN: Dualidade: Energia: Morte.
Morte: Geração: os mantenedores de O!
Gerar é morrer; morrer é gerar.
Lança a Semente no Campo da Noite.
Vida e Morte são dois nomes de A.
Mata a ti mesmo.
Nada disto basta por si só.
Em seu comentátio sobre isse escrito, Crowley explica:
É explicado que esta tríade vive na Noite, a Noite de Pan, a qual é misticamente chamada N.O.X., e este O é identificado com o O nesta palavra. N é o símbolo da Morte no Tarô; e o X, ou Cruz, é o signo do Phallus. NOX soma 210, que simboliza a redução da dualidade à unidade e, portanto, à negatividade; conseqüentemente é um hieróglifo da Grande Obra.
A palavra Pan é então explicada, {Pi}, a letra de Marte, é um hieróglifo de dois pilares, e portanto sugere dualidade; A, por seu formato, é o pentagrama, energia; e N, pela sua atribuição com o Tarô, é morte. NOX é mais bem explicada posteriormente, e é mostrado que a Trindade final, O!, é mantida ou alimentada pelo processo de morte e geração, os quais são as leis do universo... Isto então é assegurado que a letra A final tem dois nomes ou fases, Vida e Morte.

Osíris

 

Osíris, também designado pelo nome Asar, era um dos filhos de Nut e Geb, ao lado de sua irmã Ísis, (com quem se casou) e seu irmão ciumento Seth, que mais tarde o matou.  
Osíris aparece como uma múmia de barba, carregando um gancho como poder supremo. Ele usava a coroa branca do Alto Egito, com penas vermelhas. Sua pele é verde para representar a vegetação – como rei, ele ensinou os egípcios a agricultura.
Apesar dele ser o deus do submundo, ele não é um demônio ou um deus obscuro. Ao contrário, ele representa a esperança dos egípcios em viver em glória para sempre na vida depois da morte.

Osíris e Thelema

Referências à Osíris em Thelema aparecem nos seguntes Libri: 

Liber LXV, cap.I, v.I:
"Eu sou o Coração; e a cobra está enroscada"
Em volta do invisível coração da mente. Ergue-te, ó minha cobra! Está chegada a hora Da velada e santa inevável flor. Sobe ó minha cobra, para o brilho do florescimento No cadáver de Osíris que flutua na tumba! Ó coração de minha mãe, de minha irmã, meu prórpio, Tu és dado ao Nilo, para o terrível Tífon! Ah me! Porém a gloria da viraz tormenta Enfaixa-te e envolve-te no frenesi da forma. Aquieta-te ó minha alma, afim de que o encanto se dissolva Quando as baquetas forem erguidas e os aeons se succederem. Vê! Como em minha beleza tu és alegre, Ó cobra, que acaricias a coroa de meu coração! Vê! Nós somos um, e a tempestade dos anos desce no poente, e o Escaravelho aparece. Ó Escaravelho! O zumbido de tua dolorosa nota Seja sempre o transe desta trêmula garganta! Eu aguardo a despertar! o chamado do alto, do Senhor Adonai, do Senhor Adonai!"

Livro da Lei, cap.I, v.49:
"Abrogados estão todos os rituais, todas as ordálias, todas as palavras e sinais. Ra-Hoor Khuit tomou seu assento no Oriente ao Equinócio dos Deuses; e que Asar seja com Isa, que também são um. Mas eles não são de me. Que Asar seja o adorante, Isa o sofredor; Hoor em seu secreto nome e esplendor é o Senhor iniciando."