segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novo AEON

A Contracultura se caracterizou no plano astral pela busca dos meios de se concretizar a Nova Era ou Era de Aquarius. No entanto , o próprio Raul Seixas preferiu uma terminologia deferente para esta mesma idéia e chamou-a de Novo Aeon (nome do LP editado pela Philips em 1975, logo após o Gita). E na própria música Novo Aeon, ele faz a identidade com a Sociedade Alternativa , quando diz Sociedade Alternativa , Sociedade Novo Aeon, é um sapato em cada pé , direito de ser ateu e de ter fé, ter prato intupido de comida que cê mais gosta...etc...

Mas o que é Novo Aeon? Neste momento é preciso nos reportarmos a um trabalho que escrevemos em agosto de 1981, quando estudante de Astronomia e que se chama Era de Aquarius - As Esquecida Considerações Astronômicas.

(...)Hiparco (190 a 120 a.C.) foi o elaborador de um dos primeiros catálogos de estrelas e teve também o mérito de haver descoberto a Precessão dos Equinócios. Este movimento - um dos 12 movimentos principais do nosso globo - foi explicado por Newton (1642/1727) como sendo uma oscilação do eixo terrestre em movimento de pião, provocada por uma conjunção gravitacional do Sol, da Lua e dos demais planetas sobre a dilatação equatorial da Terra , que não é uma esfera perfeita . Para que o eixo da terra complete uma volta no movimento de pião, são necessários 2148 anos ou uma Era ( mais exatamente 2.148.333... anos). Para nós, o dado de fundamental importância nesta visão global das eras zodiacais é exatamente o que já foi citado: para que o ponto vernal atinja os limites da constelação do Aquário faltam aproximadamente 620 anos. Faltam 620 anos para o início da Era da Aquarius. Estamos em plenas Era de Peixes ( Pisces-Virgo), pois 620 anos correspondem a aproximadamente 30% de 2148 anos. Logo , é muito mais próprio dizemos que estamos ainda em meados da Era de Peixes do que dizermos que estamos entrando em Aquarius. E nunca devemos dizer que já estamos na Era de Aquarius!

Aqui temos então mais um dado interessante sobre a obra de Raul Seixas , na música Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás. Observe-se que há dez mil anos atrás nós estavamos na era de Leão-Aquário, que é diametralmente oposta à nova era de Aquário-Leão que agora está sendo buscada. Por que ele fez questão de dizer que nasceu há dez mil anos atrás?...

Evidentemente não se pode esperar que as pessoas não familiarizadas com esta terminologia venham a entender claramente o que está sendo dito. Mas o importante é que tudo indica que mesmo as pessoas que buscavam e buscam desesperadamente a Nova Era , não percebem que nós ainda estamos sob um domínio muito grande da Era de Peixes. E que as forças deste presente Aeon fazem de tudo para demonstrar e parecer que são do Novo Aeon! Por isso Raul Seixas nunca utilizou a termilogia da Era de Aquário ou Nova Era.

Raul Seixas disse isso de muitas formas. Fala explicadamente do Velho Aeon da música Paranóia e do Novo Aeon na música de mesmo nome. No entanto , é no Trem das 7 que ele explode o lirismo para anunciar que o trem vem trazendo de longe as cinzas do Velho Aeon, fumegando , apitanto , e chamando os que sabem do trem. Os que sabem do trem. Quem são os que sabem do trem?

 
Éon, eão, eon ou ainda aeon significa, em termos latos, um enorme período de tempo, ou a eternidade. A palavra latina aeon, significa "para sempre". Ela é derivada do grego αιών (aión), cujo um dos significados é "um período de existência" ou "vida".

Platão usou a palavra aeon para denotar o mundo eterno das ideias, que ele concebia como se estivesse "atrás" do mundo perceptível, como demonstrado em sua famosa alegoria da caverna. Assim, em termos filosóficos ou em história da religião, no gnosticismo e no neoplatonismo, refere-se à entidade intermédia entre a divindade suprema e o mundo perceptível ao pensamento.

Em alguns sistemas gnósticos, as várias emanações do Ser Supremo, o Mônade, são chamadas aeons. Este Ser primordial também era um aeon e tinha um ser dentro de si mesmo chamado Ennoea (Pensamento), Charis (Graça), ou Sige (Silêncio). O ser perfeito dividido concebeu o segundo aeon, Caen (Poder) em si mesmo. Junto com o aeon masculino Caen veio o aeon feminino Akhana (Verdade, Amor).

Os aeons frequentemente aparecem em pares masculino/feminino chamados Sizígias e são bastante numerosos. Dois frequentemente listados são Jesus e Sophia. Juntos, os aeons constituem o Pleroma, a "região da Luz". As regiões abaixo do pleroma estão mais perto da escuridão, como o mundo físico.

Quando o aeon chamado Sophia emanou sem o seu "aeon parceiro", o resultado foi o Demiurgo, ou semi-criador (às vezes chamado de Yaldaboth nos textos gnósticos), uma criatura que nunca deveria ter existido. Ele nunca pertenceu ao pleroma, e o Uno emanou dois aeons, Cristo e o Espírito Santo, para salvar o homem do Demiurgo. Cristo então tomou a forma de homem, Jesus, para poder ensinar aos homens como adquirir a gnosis, e assim retornar ao Pleroma.

Ipsissimus

Ipsissimus - Está além de tudo isso, e além de toda compreensão desses de graus inferiores. Porém desses últimos três Graus vê-se algumas informações adicionais em The Temple of Solomon the King (O Templo do Rei Salomão), Equinox I ao X e em outros lugares. Deveríamos observar que esses Graus não são necessariamente atingidos por completo, ou em estrita consecução, ou manifestados por completo em todos os planos. O assunto é muito difícil, e inteiramente além dos limites desta pequena monografia. Anexamos, a seguir, uma descrição mais detalhada. (Uma Estrela à Vista)
O Grau de Ipsissimus não deve ser descrito por completo; mas seu princípio é indicado em Liber I vel Magi. Existe também uma descrição em certo documento secreto que será publicado quando convier permitir. Aqui diz-se apenas que: O Ipsissimus está completamente livre de toda e qualquer limitação, existindo na natureza de todas as coisas sem descriminação de quantidade ou qualidade. Ele identificou o Ser, não-Ser e Vir-a-Ser, ação, inação e tendência à inação, com todas as outras triplicidades, não distinguindo entre elas com respeito a quaisquer condições, ou entre qualquer coisa e qualquer outra coisa com respeito a se é com ou sem condições. Ele jura aceitar este Grau na presença de uma testemunha, e expressar sua natureza em palavra e ação, mas a retirar-se imediatamente para dentro dos véus de sua manifestação natural como ser humano, e manter silêncio durante sua existência humana quanto à sua consecução, mesmo para com outros membros da Ordem. O Ipsissimus é preeminentemente o Mestre de todas as modalidades de existência; isto é, seu ser está inteiramente livre da necessidade interna ou externa. Sua tarefa é destruir toda tendência a construir ou cancelar tais necessidades. Ele é o Mestre da Lei de Insubstancialidade (Anatta). O Ipsissimus não tem relação como tal com qualquer Ente; Ele não tem vontade em qualquer direção, nem Consciência de qualquer tipo envolvendo dualidade, pois n'Ele está tudo realizado; como está escrito: "além da Palavra e do Louco, sim, além da Palavra e do Louco." (Uma Estrela à Vista)