sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Uma Estrela à Vista - Escrito por Aleister Crowley


A∴A∴1
Publicação em Classe B.


Imprimatur:
II 7°=4□
M. 6°=5□
S.e.S. 5°=6□


Teus pés na lama, a tua face escura,
Ó homem, que penosa condição!

A dúvida te afoga, e a vida dura

Para sofrer: Vontade ou percepção,

Para lutar e faltam. Nessa agrura,

Nenhuma estrela, não!
Teus Deuses? São bonecos dos teus padres.
“Verdade? Tudo é relativo!” diz
Ó cientista. Queres que tu ladres
Com o teu cão... E por que não? Servis,
Ambos, e o amor-instinto os faz compadres.
Mas que vida infeliz!
Tua carniça estremeceu de ver-se
Um torrão, atirado pela chance,

Do barro universal; sem alicerce,

Sofrendo, e para quê? Pois que alcance

Dá o acaso e este barro a contorcer-se?

Mas que tolo rimance!
Todas as almas são, eternamente;
Cada uma individual, ultimal.
Perfeita; cada faz-se um véu da mente
E carne, e assim celebra o seu bridal
Com outra gêmea máscara que sente
Amar de amor lustral.
Alguns, embriagados com seu sonho,
Não querem que ele finde, e se confundem
Com o jogo de sombras enfadonho.
Um astro então que chame os que se afundem
Na ilusão, e eles brilham no risonho
Lago da vida e fundem...
Tudo que começou não terá fim;
O universo perdura porque é.

Portanto, Faze o que tu queres; sim

Todo homem e toda mulher é uma estrela.

Pan não morreu; Pan, ele vive! Assim,

Quebra os grilhões! De pé!
Ao homem venho, número de um homem
Meu número, Leão de Luz; enrista
A Besta cuja Lei é Amor; pois tomem

Meu amor sob vontade e vejam! – Crista

De sol interna e não externa!... Homem!

Eis uma estrela à vista!


UMA ESTRELA À VISTA

Um Relance da Estrutura e Sistema da Grande Fraternidade Branca
A∴A∴2

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei

I

A Ordem da Estrela chamada S.S. é, com respeito à sua existência sobre a Terra, uma organização de homens e mulheres distintos dos seus semelhantes pelas qualidades aqui enumeradas. Eles existem em sua própria Verdade, que é ao mesmo tempo universal e única. Eles se movem de acordo com suas próprias Vontades, que são cada qual única, entretanto coerente com a vontade universal.
Eles percebem (isto é, compreendem, conhecem e sentem) em amor o qual é ao mesmo tempo único e universal.

II

A Ordem consiste de onze graus ou degraus, numerados como segue. Esses números compõem três grupos, subdivisões da A∴A∴; respectivamente as Ordens da S. S., da R.C. e da G.D.

A Ordem da S.S.
Ipsissimus 10=1
Magus 9=2
Magister Templi 8=3
A Ordem da R.C.
(Bebê do Abismo – o elo)
Adeptus Exemptus 7=4
Adeptus Major 6=5
Adeptus Minor 5=6
A Ordem da G.D.
(Dominus Liminis – o elo)
Philosophus 4=7
Practicus 3=8
Zelator 2=9
Neófito 1=10
Probacionista 0=0
(Estes números têm significados especiais para o iniciado e são comumente empregados para designar os graus.)

As características gerais e atribuições desses Graus são indicadas pelas suas correspondências sobre a Árvore da Vida, como pode ser estudado em detalhes no Livro 777.

Estudante: Seu dever é adquirir um conhecimento intelectual generalizado de todos os sistemas de iniciação, tal como descritos nos livros prescritos. (Ver plano de estudos no Apêndice I.)
Probacionista: Seu principal dever é começar quais práticas ele prefira, e escrever um relatório cuidadoso das mesmas por um ano.
Neófito: Deve adquirir perfeito controle sobre o Plano Astral.
Zelator. Seu trabalho principal é adquirir sucesso completo em āsana e prāņāyāma. Ele também começa a estudar a fórmula da Rosa-Cruz.
Practicus: É esperado completar seu treinamento intelectual e em particular, estudar a Cabala.
Philosophus: É esperado completar seu treinamento moral. Ele é provado em Devoção à Ordem.
Dominus Liminis: É esperado demonstrar maestria em pratyāhāra e dhāraņā.
Adeptus (externo): É esperado realizar a Grande Obra e alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião.
Adeptus (interno): E admitido à prática da fórmula da Rosa-Cruz ao ingressar no Colégio do Espírito Santo. Ele deve ser um mestre do dhyāna.
Adeptus Major: Obtém um domínio geral da prática da Magick; se bem que sem compreensão.
Adeptus Exemptus: Completa em perfeição todas essas matérias. Então, ele tem que (a) torna-se um Irmão do Caminho da Mão Esquerda, ou, (b) é despido de todos os seus poderes e de si próprio, mesmo do seu Sagrado Anjo Guardião, e torna-se um Bebê do Abismo; o qual, tendo transcendido a Razão, nada faz senão crescer no útero de sua mãe. Então se percebe um
Magister Templi (Mestre do Templo): De quem as funções estão completamente descritas no Liber 418, como é toda essa iniciação a partir de Adeptus Exemptus. Veja também “Aha!”. Seu principal dever é cuidar do seu “jardim” de discípulos, e obter uma compreensão perfeita do Universo. Ele é um Mestre de samādhi.
Magus: Atinge à sabedoria, declara sua lei (consulte “Liber I, vel Magi”) e é um Mestre de toda a Magick no senso mais amplo e mais elevado desta palavra.
Ipsissimus: Está além de tudo isso, e além de toda compreensão desses de graus inferiores.

Porém desses últimos três Graus vê-se algumas informações adicionais em "The Temple of Solomon the King", e em outros lugares.
Deveríamos observar que esses Graus não são necessariamente atingidos por completo, ou em estrita consecução, ou manifestados por completo em todos os planos. O assunto é muito difícil, e inteiramente além dos limites desta pequena monografia.
Anexamos, a seguir, uma descrição mais detalhada.

A Ordem da S.S.

 

III

A Ordem da S.S. é composta desses que cruzaram o abismo; as inferências desta expressão podem ser estudadas no Liber 418, os 14°, 13°, 12°, 11°, 10° e 9° Æthyrs em particular.
Todos os membros da Ordem estão em completa posse das Fórmulas de Consecução, tanto as místicas, ou de direção para dentro, quanto as mágicas ou de direção para fora. Eles têm completa experiência de ambos estes caminhos.
Estão todos, entretanto, ligados pelo Juramento original e fundamental da Ordem, e devotos em suas energias a assistir ao Progresso de seus Inferiores. Aqueles que aceitam as recompensas de sua emancipação para si próprio não estão mais dentro da Ordem.
Membros da Ordem, estão cada um intitulados a Ordens dependentes deles mesmos, nas linhas das ordens R.C. e da A.D., para cobrir tipos de emancipação e iluminação não contemplados pelo sistema original (ou principal). Todas essas ordens devem, no entanto, ser constituídas em harmonia com a A∴A∴ no que se refere aos princípios essenciais.
Todos os membros da Ordem estão de posse da Palavra do Æon em vigor, e governam-se de acordo com ela. Eles podem comunicar-se diretamente com todo e qualquer membro da Ordem, como bem quiserem.
Todo Membro ativo da Ordem destruiu tudo que Ele é e tudo que Ele tem ao cruzar o Abismo; mas uma estrela aparece adiante nos Céus para iluminar a Terra, afim de que ele possua um veículo através do qual possa comunicar-se com a humanidade. A qualidade e posição dessa estrela, e suas funções, são determinadas pela natureza das encarnações transcendidas por ele.

IV

O Grau de Ipsissimus não deve ser descrito por completo; mas seu princípio é indicado em Liber I vel Magi.
Existe também uma descrição em certo documento secreto que será publicado quando convier permitir. Aqui diz-se apenas que: O Ipsissimus está completamente livre de toda e qualquer limitação, existindo na natureza de todas as coisas sem descriminação de quantidade ou qualidade. Ele identificou o Ser, não-Ser e Vir-a-Ser, ação, inação e tendência à inação, com todas as outras triplicidades, não distinguindo entre elas com respeito a quaisquer condições, ou entre qualquer coisa e qualquer outra coisa com respeito a se é com ou sem condições.
Ele jura aceitar este Grau na presença de uma testemunha, e expressar sua natureza em palavra e ação, mas a retirar-se imediatamente para dentro dos véus de sua manifestação natural como ser humano, e manter silêncio durante sua existência humana quanto à sua consecução, mesmo para com outros membros da Ordem.
O Ipsissimus é preeminentemente o Mestre de todas as modalidades de existência; isto é, seu ser está inteiramente livre da necessidade interna ou externa. Sua tarefa é destruir toda tendência a construir ou cancelar tais necessidades. Ele é o Mestre da Lei de Insubstancialidade (Anatta).
O Ipsissimus não tem relação como tal com qualquer Ente; Ele não tem vontade em qualquer direção, nem Consciência de qualquer tipo envolvendo dualidade, pois n'Ele está tudo realizado; como está escrito: “além da Palavra e do Louco, sim, além da Palavra e do Louco”.

V

O Grau de Magus é descrito em “Liber I vel Magi”, e há também descrições do caráter deste Grau em Liber 418, nos mais Altos Æthyrs.
Existe também uma completa e precisa descrição da consecução deste Grau no Relatório Mágico da Besta 666.
A característica essencial do Grau é que seu possuidor pronuncia uma Palavra Mágica Criadora, que transforma o planeta no qual ele vive pela instalação de novos oficiantes para presidir à iniciação planetária. Isto acontece apenas durante um “Equinócio dos Deuses” ao fim de um Æon; isto é, quando a fórmula secreta que exprime a Lei de ação do Æon que finda torna-se usada e inútil para o desenvolvimento subsequente do planeta.
(Por exemplo: “Sugar” é a fórmula de um bebê; quando os dentes aparecem, marcam o princípio de um novo “Æon” cuja “Palavra” é “Comer”.)
Por esta razão, um Mago pode somente aparecer completamente como tal ao mundo apenas a intervalos de alguns séculos; narrações de Magos históricos, e suas Palavras, são dadas em Liber Aleph.
Isto não quer dizer que um único homem possa atingir este Grau durante qualquer Æon, no que concerne à Ordem. Um homem pode fazer progresso pessoal equivalente àquele de “Palavra de um Æon”; mas ele se identificará com a palavra corrente, e exercerá sua vontade para estabelecê-la, a fim de que não haja conflito com o trabalho do Magus que pronunciou a Palavra do Æon em que Ele está vivendo.
O Mago é preeminentemente o Mestre da Magick, isto é, sua vontade está inteiramente livre de desvio interna ou oposição externa; Seu trabalho é criar um novo Universo de acordo com Sua Vontade. Ele é o Mestre da Lei de Mudança (Anicca).
Para alcançar o Grau de Ipsissimus, ele deve realizar três tarefas, destruindo os Três Guardiões mencionados em Liber 418, 3° Aethyr; Loucura, Falsidade e Glamour, isto é, Dualidade em Ação, Palavra e Pensamento.

VI

O Grau de Mestre do Templo é descrito em Liber 418, como indicamos acima. Existem completos relatórios nos Diários Mágicos da Besta 666, que foram projetados no Céu de Júpiter, e de Omnia in Uno, Unus in Omnibus, que foi projetado na esfera dos Elementos.
A Consecução essencial é o aniquilamento perfeito daquela personalidade que limita e oprime o verdadeiro ser.
O Magister Templi é preeminentemente o Mestre de Misticismo, isto é, seu Entendimento está inteiramente livre da contradição interna ou obscuridade externa. Seu trabalho é compreender o Universo existente de acordo com Sua própria Mente. Ele é o Mestre da Lei de Sofrimento (Dukkha).
Para atingir o Grau de Mago ele deve realizar Três Tarefas: a renúncia de Seu deleite no Infinito para que ele possa formular-Se como o Finito; aquisição dos segredos práticos da iniciação e do governo de Seu proposto novo Universo; e identificação de si mesmo com a ideia impessoal do Amor. Qualquer Neófito da Ordem (ou, como alguns dizem, qualquer pessoa) tem o direito de exigir o Grau de Mestre do Templo tomando o Juramento do Grau. É expressamente necessário observar que para fazer tal coisa é a mais sublime e mais terrível responsabilidade que se é possível assumir, e uma pessoa não merecedora incorre as mais tremendas penalidades pela sua presunção.

A Ordem da R.C.

VII

O Grau de Bebê do Abismo não é exatamente um Grau, sendo antes uma passagem entre as duas Ordens. Suas qualidade são inteiramente negativas, sendo fruto da resolução do Adeptus Exemptus de abandonar para sempre tudo que ele tem e tudo que ele é. É portanto uma aniquilação de todos os ligamentos que compõem o ente ou constituem o Cosmos, uma decomposição de todos os complexos em seus elementos; e tais complexos cessam portanto de manifestar-se, desde que as coisas só podem se conhecidas em relação e em reação umas com as outras.

VIII

O Grau de Adeptus Exemptus confere autoridade para governar as Ordens mais inferiores da R.C. e da G.D.
O Adepto deve preparar e publicar uma tese declarando Seu conhecimento do Universo e Sua proposta para o bem estar e progresso. Ele será assim conhecido como dirigente de uma escola de pensamento.
(A Chave dos Grandes Mistérios de Eliphas Levi, as obras de Swedenborg, von Eckartshausen, Robert Fludd, Paracelso, Newton, Bolyai, Hinton, Berkeley, Loyola, etc. etc. são exemplos de tais teses.)
Ele terá alcançado tudo, porém o topo supremo da meditação e deverá estar preparado para perceber que o único curso possível para si é devotar-se abertamente a ajudar suas criaturas companheiras.
Para atingir o Grau de Magister Templi, ele deve executar duas tarefas; a emancipação do pensamento pela comparação de toda ideia com a ideia oposta, e recusa de preferir uma à outra; e a consagração de si mesmo como veículo puro para a influência da Ordem a que ele aspira.
Ele deve então decidir-se quanto à aventura crítica da nossa Ordem; o abandono absoluto de si mesmo e suas consecuções. Ele não pode permanecer indefinidamente um Adepto Exemptus; ele é impelido para frente pelo irresistível momentum que ele gerou. Se ele falha, voluntariamente ou por fraqueza, em fazer a sua aniquilação absoluta, ainda assim ele é arremessado ao Abismo; mas em vez de ser recebido e reconstruído na Terceira Ordem, como um bebê no útero de Nossa Senhora BABALON, sob a Noite de Pan, para crescer e ser Si Próprio completamente e verdadeiramente como Ele não era previamente, ele permanece no Abismo, escondendo seus elementos em torno de seu Ego como que isolado do Universo, e torna-se o que é chamado um “Irmão Negro”. Um tal ente é gradualmente desintegrado por falta de nutrição e a lenta mas certa ação da atração do resto do Universo, a despeito; de seus desesperados esforços para insultar-se e proteger-se e para aumentar-se através de práticas predatórias. Ele pode em vez disso, prosperar por algum tempo; mas no fim ele deve perecer, principalmente quando, com um novo Æon, uma nova Palavra é proclamada, a qual ele não pode e não ouvirá, de maneira que continua a trabalhar com a desvantagem de que tenta utilizar um método obsoleto de Magick, qual um homem com um bumerangue numa batalha em que todos os outros usam rifles.

IX

O Grau de Adeptus Major confere Poderes Mágicos (estritamente ditos) de segunda ordem. Seu trabalho é usá-los para manter a autoridade do Adepto Exemptus, seu superior. (Isto não deve ser entendido como uma obrigação de servidão pessoal, ou mesmo de lealdade; mas como uma parte necessária de seu dever de ajuda aos seus inferiores. A autoridade do Adepto Instrutor e Governante é a base de todo trabalho ordeiro.)
Para atingir o Grau de Adeptus Exemptus ele deve realizar Três Tarefas; a aquisição de absoluta confiança em Si mesmo, trabalhando em completo isolamento, e no entanto transmitindo a palavra de seu superior clara, poderosa e sutilmente; e a compreensão e uso da Revolução da roda de força, sob suas três formas sucessivas de Radiação, Condução e Convecção (Mercúrio, Enxofre e Sal; ou Sattvas, Rajas, Tamas), com suas correspondentes naturezas em outros planos. Por terceiro, deve exercer seu completo poder e autoridade para governar os Membros dos Graus mais baixos, com vigor e iniciativa equilibrados por tal forma a não admitir nem disputas nem queixas; ele deve empregar, para esse fim, a fórmula chamada “A Besta copulando com a Mulher” que estabelece uma nova encarnação da deidade; qual nas lendas de Leda, Semele, Miriam, Pasiphae e outras. Ele deve estabelecer este ideal para as ordens que ele governa, para que eles possuam um não tão abstrato ponto de contato para seus estágios pouco evoluídos.

X

O Grau de Adeptus Minor é o principal tema das instruções da A∴A∴. É caracterizado pela Consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião (Veja-se o Equinócio, The Temple of Solomon the King; A Visão e a Voz, Oitavo Æthyr; também Liber Samekh, etc. etc.). Esta é a tarefa essencial de todo homem; nenhum outro trabalho possui a mesma importância quer para o progresso pessoal, quer para a capacidade de auxiliar o próximo. Sem isto, o homem não é mais que o mais infeliz e mais cego dos animais. Ele tem consciência de sua incompreensível calamidade e é desajeitadamente incapaz de repará-la. Com isto, ele é nada menos que o coerdeiro de deuses, um Senhor de Luz. Ele está cônscio de seu próprio caminho consagrado, e confidentemente pronto a percorrê-lo. O Adeptus Minor necessita pouco auxílio ou direção mesmo de seus superiores na nossa Ordem.
Seu trabalho é manifestar a Beleza da Ordem ao mundo, da maneira que os seus superiores prescrevem, e seu gênio dita.
Para atingir o Grau de Adeptus Major, ele deve realizar duas tarefas; equilíbrio de si mesmo, principalmente no que se refere às suas paixões, de forma que ele não tenha preferência para com qualquer curso de conduta sobre outro; e cancelamento de todo ato pelo seu complemento, de forma que o quer que ele faça o deixe sem tentação de desviar-se do caminho de sua Real Vontade. Esse equilíbrio das paixões e dos atos compõe a primeira tarefa.
Em segundo lugar, ele deve manter silêncio enquanto prega seu corpo à árvore de sua vontade criadora, na atitude daquela Vontade, deixando que sua cabeça e braços formem o símbolo de Luz, como que para jurar que todo o seu pensamento, palavra ou ato expressaria a Luz derivada do Deus com o qual ele identificou sua vida, seu amor e sua liberdade - simbolizados pelo seu coração, seu pênis e suas pernas. É impossível estabelecer regras precisas pelas quais um homem possa alcançar o Conhecimento e Conversação de seu Sagrado Anjo Guardião; este é o segredo particular de cada um de nós; um segredo que não é para ser dito, ou mesmo adivinhado por qualquer outro, qualquer que seja seu grau. Isto é o Santo dos Santos, em que cada homem é seu próprio Alto Sacerdote e ninguém conhece o Nome do Deus de seu irmão, ou o Rito pelo qual Ele é invocado.
Os Mestres da A∴A∴ não tentaram portanto instituir qualquer ritual para esta Tarefa central da Ordem, salvo as instruções generalizadas em Liber 418 (Oitavo Aethyr) e o detalhado Cânon e Rubrica da Missa utilizada, com sucesso, por FRATER PERDURABO em Sua consecução. Isto foi escrito por Ele mesmo em Liber Samekh. Mas eles tem tornado pública narrações tais como aquelas em O Templo do Rei Salomão e em John St. John. Eles tomaram a única atitude apropriada; treinar aspirantes na teoria e prática de tudo de Magia e Misticismo, para que cada homem possa ser perito no manuseio de todas as armas conhecidas, e portanto livre para escolher e usar aqueles que sua própria experiência e instinto ditarem como devidas quando ele ensaia o Grande Experimento.
O Adeptus Minor é também treinado no único hábito essencial ao Membro da A∴A∴; ele deve considerar todas as suas consecuções como propriedade primária dos aspirantes menos avançados que são confiados aos seus cuidados.

Nenhuma consecução é oficialmente reconhecida pela A∴A∴ a não ser que o inferior imediato da pessoa em questão tenha sido preparado, por ele, para substituí-la.
A regra não é sempre rigidamente aplicada, pois causaria congestão, principalmente nos graus menos elevados, onde a necessidade é maior, e as condições mais confusas; mas nunca é relaxada na R.C. ou S.S., salvo em Um Caso.
Existe também uma regra que os Membros da A∴A∴ não se conhecerão uns aos outros oficialmente, salvo apenas cada Membro seu superior, que o introduziu, e seu inferior que foi por ele introduzido. Esta regra foi relaxada, e um “Grão Neófito” nomeado para superintender todos os Membros da Ordem da G.D. O verdadeiro objeto desta regra era para prevenir que Membros do mesmo Grau trabalhassem juntos, assim obscurecendo cada um a individualidade do outro; e também para prevenir que o trabalho se desenvolvesse em um intercurso social.
Os Graus da Ordem da G.D. estão completamente descritos em Liber 1853, e não há necessidade de amplificar aqui o que lá foi dito. Deve-se, no entanto, cuidadosamente frisar que cada um desses Graus preliminares contém certas tarefas apropriadas, e insiste-se sobre a ampla consecução de toda e cada uma da maneira mais rígida4.
Membros da A∴A∴ de qualquer grau não são obrigados, não se espera deles, e nem mesmo são encorajados a trabalhar em quaisquer linhas especiais, ou com quaisquer objetivos exceto os estabelecidos acima. Há, entretanto, uma proibição absoluta de aceitar dinheiro, ou qualquer recompensa material, direta ou indiretamente, por qualquer serviço em relação à Ordem, para lucro ou vantagem pessoal. A penalidade é expulsão imediata, sem possibilidade de readmissão em quaisquer circunstâncias.
Mas todos os Membros devem necessariamente trabalhar de acordo com os fatos da Natureza, da mesma forma que um arquiteto deve tomar em consideração a Lei de Gravidade, ou um marinheiro calcular as correntes marítimas.
Portanto todos os Membros da A∴A∴ devem trabalhar pela Fórmula Mágica do Æon.
Eles devem aceitar o Livro da Lei como a Palavra e a Letra de Verdade, e a única Regra de Vida5. Eles devem reconhecer a autoridade da Besta 666 e da Mulher Escarlate tal como está definida no livro, e aceitarem Sua Vontade6 como concentrando a Vontade de nossa Ordem Inteira. Eles devem aceitar a Criança Coroada e Conquistadora como o Senhor do Æon, e esforçam-se por estabelecer Seu reino na Terra. Eles devem reconhecer que “A palavra da Lei é Θελημα” e que “Amor é a lei, amor sob vontade”.
Cada Membro deve ter por principal propósito o descobrir para si mesmo sua própria real vontade, e fazê-lo, e nada mais7.
Ele deve aceitar essas ordens no Livro da Lei que se aplicam a ele a como necessariamente de acordo com sua verdadeira vontade, e executar as mesmas ao pé da letra com toda a energia, coragem e habilidade que ele possa comandar. Isto se aplica especialmente ao trabalho de extensão da Lei no mundo, em que a prova dele é seu próprio sucesso, o testemunho de sua Vida à Lei que lhe deu luz em seus caminhos, e liberdade para percorrê-los. Assim fazendo, ele paga sua dívida para com a Lei que o libertou, trabalhando sua vontade para libertar todos os homens; e ele se prova ser um verdadeiro homem em nossa Ordem por querer trazer seus semelhantes à liberdade.
Assim se dispondo, ele se preparará da melhor forma para a tarefa de compreender e dominar os diversos métodos técnicos prescritos pela A∴A∴ para consecução Mística e Mágica.
Ele estará assim se preparando apropriadamente para a crise de sua carreira na Ordem, a obtenção do Conhecimento e da Conversação do seu Sagrado Anjo Guardião.
Seu Anjo o levará em seguida ao ápice da Ordem da R.C. e o tornará pronto para enfrentar o indescritível horror do Abismo que divide a Humanidade da Divindade; ensiná-lo-á a Conhecer aquela agonia, Ousar aquele destino, Querer aquela catástrofe, e Calar para sempre quando efetua o ato de aniquilação.
Do Abismo Nenhum Homem sai, mas uma Estrela surpreende a Terra, e nossa Ordem regozija-se acima do Abismo que a Besta engendrou mais um Bebê no Útero de Nossa Senhora, Sua Concubina, a Mulher Escarlate, BABALON.
Não há necessidade de instruir um Bebê assim nascido, pois no Abismo foi purificado de todo veneno da personalidade; sua ascensão ao mais alto está assegurada, em sua estação, e ele nem tem necessidade de estações, pois está consciente de que todas as condições não são mais que formas da sua fantasia.

Tal é um breve relato, adaptado tanto quanto foi possível à inteligência do aspirante médio ao Adeptado, ou Consecução, ou Iniciação, ou Magistério, ou União com Deus, o Desenvolvimento Espiritual, ou estado de Mahatma ou Libertação, ou Ciência Oculta, ou qualquer outro nome que possa chamar a mais íntima necessidade de Verdade, de nossa Ordem da A∴A∴.
Está redigido principalmente para despertar interesse nas possibilidades do progresso humano, e para proclamar os princípios da A∴A∴.
O esquema dado acima dos diversos passos sucessivos é exato; as duas crises – o Anjo e o Abismo – são aspectos necessários de toda carreira. As outras tarefas não são sempre executadas na ordem dada; um homem, por exemplo, pode adquirir muitas das qualidades peculiares do Adeptus Major, e no entanto faltarem-lhe algumas das qualidades do Praticus8. Mas o sistema aqui dado descrito mostra a correta ordem dos fatos, qual são arranjados na Natureza; e em nenhum caso é seguro para um homem o negligenciar o domínio de qualquer detalhe, ainda que mais tedioso ou desagradável lhe possa pareça. Frequentemente um detalhe assim parece; isto apenas significa quão urgente conquistá-lo. O desgosto para com o detalhe, ou desprezo por ele, testemunha uma fraqueza e falta de integridade na natureza que o repudia; essa falha particular nas defesas podem admitir o inimigo no momento crítico de alguma batalha. Pior, a pessoa ficaria envergonhada para sempre se seu inferior viesse pedir-lhe conselho e auxílio sobre o assunto de um tal detalhe e ela não pudesse ser-lhe de serviço! O fracasso do inferior – seu próprio fracasso também! Nenhum passo à frente, não importa quão bem esteja conquistado, até que seu inferior esteja preparado alcançar seu próprio avanço e tomar o seu lugar!
Todo Membro da A∴A∴ deve estar armado em todos os pontos, e perito no uso de todas as armas. Os exames em todos os Graus são estritos e severos; respostas vagas ou descuidadas não são aceitas. Em questões intelectuais, o candidato deve mostrar-se não menos domínio de seu assunto do que se ele estivesse passando pelo exame “final” para Doutor em Ciência ou em Lei numa das melhores Universidades.
No exame de práticas físicas, existem testes estabelecidos. Em Asana, por exemplo, o candidato deve permanecer imóvel por um certo tempo, seu sucesso sendo medido por uma xícara cheia de água a transbordar que é colocada sobre a sua cabeça; se ele derrama uma gota, é rejeitado.
Ele é testado na “Visão do Espírito” ou “Viagem Astral” dando a ele um símbolo desconhecido e ininteligível, para ele; e ele deve interpretar sua natureza pelo significado de uma visão tão exatamente como quanto se tivesse lido seu nome e descrição no livro, quando ele foi tirado.
O poder de fazer e imantar talismãs é testado como se eles fossem instrumentos científicos de precisão, tal como eles são.
Na Cabala, o candidato deve descobrir para si mesmo, e provar ao examinador, sem qualquer dúvida, as propriedades de um número nunca previamente examinado por qualquer estudante.
Em invocação, a força divina deve ser feita tão manifesta e facilmente reconhecível quanto os efeitos do clorofórmio; em evocação, o espírito chamado deve ser no mínimo tão visível e tangível quanto os vapores mais pesados; em adivinhação, a resposta deve ser tão precisa quanto uma tese científica, e tão acurada quanto um inventário; em meditação, os resultados devem soar como o relatório de um especialista sobre um caso clássico.
Através de tais métodos, a A∴A∴ tenciona tornar a ciência oculta tão sistemática e científica quanto a química; salvá-la da má reputação que graças aos charlatões ignorantes e desonestos que têm prostituído seus nomes, e aos entusiastas fanáticos e cheios de preconceitos que têm feito dela um fetiche, tornou-a um objeto de aversão àquelas muitas mentes cujo entusiasmo e integridade as fazem mais necessitadas dos seus benefícios, e mais merecedoras de recebê-los.
É a única ciência realmente importante, pois transcende as condições da existência material e, portanto não perecerá com o planeta, e deve ser estudada como uma ciência, com ceticismo, e com a máxima energia e paciência.
A A∴A∴ possui os segredos do sucesso; não faz segredo de seus conhecimentos, e se os seus segredos não são por toda parte conhecidos e praticados, é porque os abusos associados com o nome de ciência oculta desencorajam investigadores oficiais de examinar a evidência a sua disposição.
Este documento não foi escrito apenas com o objeto de atrair pesquisadores individuais ao caminho da Verdade, mas também para afirmar a propriedade dos métodos da A∴A∴ como base para o próximo grande passo no progresso do conhecimento humano.
Amor é a lei, amor sob vontade.

O. M. 7°=4□ A∴A∴
Præmonstrator da
Ordem da R... C...

Dado do Collegium ad Spirictum Sanctum, Cefalú, Sicília, no Décimo Sétimo Ano do Æon de Hórus, o Sol estando em 23° ♍ e a Lua em 14° de ♓.


NOTAS:

1 Originalmente, nem um número no catálogo e nem uma Classe de Documento foram atribuídos a Uma Estrela à Vista. Estes foram atribuídos internamente na linhagem de Soror Estai. Com exceção destes elementos, esta edição em todos os respeitos é idêntica àquela que foi originalmente publicada por G∴H∴ Frater O.M.

2 O Nome da Ordem e esses de suas três divisões não são desvelados aos profanos. Recentemente certos charlatães e vigaristas roubaram as iniciais A∴A∴ a fim de lucrar pela sua reputação. Todos aqueles que desejam se juntar à Ordem são avisados que perguntem ao Chancellor da A∴A∴ se a pessoa com o qual estão em contato sobre este assunto é ou não um representante autorizado da Ordem. A A∴A∴ não aceita remunerações de quaisquer tipos pelos Seus serviços.

3 Este livro foi publicado no The Equinox Vol. III Nº 2 [Nota de S.R.: que não foi lançado. Liber 185 veio a público com o Gems From the Equinox de Israel Regardie.]

4 Liber 185 não precisa ser citado por inteiro. É necessário apenas dizer que o Aspirante é treinado sistematicamente e compreensivamente nas várias técnicas práticas que formam a base de Nosso Trabalho. Alguém pode se tornar um expert em uma ou todas estas sem necessariamente ter algum progresso verdadeiro, e prosódia sem estar apto a escrever uma única linha de boa poesia, embora o maior poeta em alma é incapaz de se expressar sem o auxílio daqueles três elementos da composição literária.

5 Isso não está em contradição com o direito absoluto de toda pessoa fazer sua própria Vontade verdadeira. Mas qualquer Vontade Verdadeira está em necessária harmonia com os fatos da Existência; e recusar-se em aceitar o Livro da Lei é criar um conflito na Natureza, como se um físico insistisse em usar uma fórmula incorreta de mecanismos como base de algum experimento.

6 “Suas Vontades” – é claro, não os seus desejos como seres humanos individuais, mas sim as suas vontades como oficiais do Novo Æon.

7 Não é considerado “essencial para a correta conduta” ser um propagandista da Lei, e por diante; ela pode, ou não, ser a Verdadeira Vontade de qualquer pessoa particular. Porém desde que o propósito fundamental da Ordem é promover a Consecução da humanidade, do membro implicado, pela definição, a Vontade de ajudar a humanidade pelo significado melhor adaptado para tal.

8 Os talentos naturais dos indivíduos diferem muito extremamente. Sir Richard Jebb, um dos maiores estudantes clássicos dos tempos modernos, foi tão inferior em cálculos medíocres de matemática, que apesar de repetidos esforços não pode fazer uma “pequena visita” em Cambridge - de qual a mente mais sombria pode normalmente ser capaz. Ele foi tão profundamente estimado por seus clássicos que uma “Graça” especial foi concedida como para matricula-lo. Similarmente um brilhante Exorcista poderia ser um incompetente Adivinhador. Em tal caso, a A∴A.·. rejeitaria desviar-se de Seu sistema; o Aspirante seria compelido a ficar na Barreira até que conseguisse suplantá-la, embora uma nova encarnação seja necessária para permitir que isto acontecesse. Mas nenhum falha técnica de qualquer tipo que seja poderia necessariamente o prevenir de chegar nas Duas Tarefas Críticas, desde que o fato de sua própria encarnação prova que ele tomou o Juramento que intitula-o a alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, e à aniquilação desse Ego. Alguém poderia no entanto ser um Adeptus Minor ou até um Magister Templi, em essência, embora recusado do reconhecimento oficial da A∴A∴ tal como um Zelator devido a (dizer) um defeito nervoso que impediu-o de adquirir a Postura que fosse “firme e confortável” tal como é requerido pela Tarefa deste grau.

Philosophus 4°=7□

A Grande Obra, para o Philosophus, é definida como "obter o controle das atrações e repulsões do meu próprio ser".
Philosophus é um substantivo em latim que significa "filósofo", do grego Philósophos, "um amante da sabedoria", ou, por derivação, "filósofo". Comentários de Liber 185 sobre o nome do grau:
Que ele lembre que a palavra Philosophus não é um termo em vão, mas que a Filosofia é o equilíbrio dele que está na Casa de Vênus, que é a Senhora do Amor.

Avanço

Não há nenhum ritual de admissão aos Graus de Practicus, Philosophus ou Dominus Liminis. O avanço "é conferido por autoridade quando a tarefa do Practicus for cumprida" (Liber XIII). Os detalhes são dados em Liber 185, Livro E., par. 0, como segue:
Que qualquer Practicus seja apontado pela autoridade a proceder ao grau de Philosophus.
Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a.
Que ele realize as adições necessárias a serem feitas ao seu robe de Practicus.
Que ele marque um encontro com o seu Philosophus ao prazer do último para a concessão do avanço.
O robe do Philosophus é idêntico ao do Practicus, porém com a adição de uma Cruz-do-Calvário de oito cores ao peito. (Não há, por enquanto, nenhuma insígnia no centro da cruz.) A cruz é implicitamente composta de seis quadrados de uma polegada, isto é, a barra vertical é de uma polegada de largura e quatro de altura, e a barra horizontal é de uma polegada de altura e três de largura. As oito cores vêm da intersecção pela metade da barra horizontal com a barra vertical. A partir da perspectiva de quem olha para a cruz, a barra superior (Ar) é amarela no lado direito e violeta à esquerda, a barra à esquerda (Fogo) é vermelho na parte superior e verde na inferior, a barra à direita (água) é laranja no topo e azul embaixo, e na barra inferior (Terra) é preta na esquerda e branco à direita.
Como no Grau de Practicus, o Philosophus é aconselhado pelo Liber 185 a não se arriscar, enquanto um membro deste Grau, a tentar retirar-se de sua associação com a Ordem. A intenção é que um aspirante, depois de ter saído do Pilar do Meio da Árvore da Vida (avançando para Practicus) persevere pelo menos até ao ponto de equilibrar-se novamente no Pilar do Meio, no Grau de Dominus Liminis.

Devoção

Philosophus. - É esperado completar seu treinamento moral. Ele é provado em Devoção à Ordem. (Uma Estrela à Vista).
Ele pratica Devoção à Ordem. (Liber XIII)
Ele deverá de todos os modos estabelecer controle perfeito de sua devoção de acordo com o conselho de seu Practicus, pois a ordália do avanço não é leve. (Liber 185)
Estas declarações falam por si só. Mais nada deve ser discutido, como acima aconselhado, pelo Philosophus com seu Dominus Liminis.

Bhakti Yoga

Ele deverá passar exames em Liber CLXXV. (Liber 185)
Instrução e Exame nos Métodos de Meditação por Devoção (Bhakti-Yoga). (Liber 13)
O Philosophus deve praticar esta forma de yoga ou magia que tem devoção (culto) como seu núcleo. Só é exigido que o Philosophus passe por exame de métodos, e não de resultados, de Bhakti Yoga.
A instrução oficial da A.'.A.'. sobre Bhakti Yoga é o Liber 175, chamado Liber Astarte vel Berylli (O Livro de Astarte, ou o Livro do Berilo). Ao contrário da maioria dos textos exclusivamente Orientais sobre o assunto, ele permite a incorporação imediata da habilidade e capacidade consideráveis em magia cerimonial do aspirante, e é um excelente texto especialmente dessa fase preliminar chamada Gauni Bhakti. O Philosophus deve realizar a operação de Liber Astarte.

INTERPRETAÇÃO: Embora o Philosophus só seja examinado em métodos e não em resultados, os resultados provavelmente irão ocorrer se o método estiver correto. Definir Bhakti Yoga como "os Métodos de Meditação por Devoção" é pintar uma imagem pálida de uma paisagem viva e majestosa. Netzach é associada com o fogo, bem como com Vênus; e, longe de ser a afeição plácida que muitas vezes temos ouvido descrito, Bhakti Yoga é uma ardente devoção ao Divino, em geral, na "pessoa" de uma certa divindade que pode ser considerar como o seu "Senhor" ou "Senhora" em particular. Swami Vivekananda citou Narada conforme explica: "Bhakti é o intenso amor por Deus". Nem é essa devoção apaixonada para os tímidos. Vivekananda continuou:
Os. . . significa para a consecução do Bhakti-Yoga que é a força. "O Atman não pode ser atingido pelos fracos", diz o Sruti. Tanto as deficiências físicas quanto as mentais são mencionadas no texto acima. "O forte e destemido", são os únicos estudantes aptos da religião.

Controle de Ação

Instrução e Exame em Controle da Ação. (Liber XIII)
Além do mais ele deverá alcançar sucesso completo em Liber III, Cap. II. (Liber 185)
A tarefa real é "o controle da ação." Uma ferramenta que é dada para esta finalidade é a segunda parte de Liber III, isto é, Liber Jugorum.

Construindo a Baqueta Mágica

Além disto, ele deverá construir a Baqueta mágica, de acordo com a instrução em Liber A. (Liber 185)
Além disso, ele corta a Baqueta Mágica. (Liber XIII)

Evocação e Talismãs - O Caminho de Ayin

Ele deverá passar exames em ... Construção e Consagração de Talismãs e em Evocação. Todavia nesta matéria ele deverá ser o seu próprio juiz. (Liber 185)
Instrução e Exame em Construção e Consagração de Talismãs, e em Evocação. Teórico e Prático. (Liber XIII)
Dois aspectos da magia cerimonial tradicional deve estar dominados neste ponto: evocação, a construção e consagração de talismãs. O exame é teórico e prático, isto é, o magista não só deve saber fazer e criar talismãs, e como evocar os espíritos, mas na verdade, deve fazê-lo. No entanto (consistente com a maior confiança que é depositada sobre a orientação interna do aspirante neste Grau), o Philosophus é o seu próprio juiz quanto ao sucesso nisto. Uma Estrela à Vista dá as regras que devem ser utilizadas para avaliar o sucesso:
O poder de fazer e "imantar" talismãs é etstado como se eles fossem instrumentos científicos de precisão, como elas realmente são ... na evocação, o espírito chamado deve ser pelo menos tão visívei e tangível quanto os vapores mais pesados.
Não existem instruções oficiais da A.'.A.'. especificamente dedicadas a estes temas. O Philosophus terá que consultar a literatura mágica tradicional. No entanto, além dos métodos da Fórmula do Neófito, existem algumas orientações pertinentes nas instruções oficiais:
  • A discussão técnica de vários métodos de evocação é dada em Magick em Teoria & Prática, Cap. II.
  • Uma discussão sobre os talismãs podem ser encontrados na mesma obra, cap. XVI, Parte II, cap. V, e em Magick Without Tears, Carta 20.
  • Um método de evocação especializada é ensinado no documento Classe B Liber 24, De Nuptiis Secretis Deorum cum Hominibus.
  • Um exemplo elaborado de evocação cerimonial por Crowley é dado como A Evocação de Bartzabal no The Equinox Nº. 9. 
Comentário: "Um talismã", escreveu Aleister Crowley em Magick Without Tears ", é um depósito de algum tipo particular de energia, do tipo que é necessário para realizar a tarefa para o qual você o construiu." Em Magick em Teoria & Prática ele definiu de forma mais simples como "alguma coisa sobre a qual um ato de vontade (isto é, de Magia), foi realizado a fim de ajustá-lo para um propósito." Falando de modo geral, qualquer objeto pode servir como um talismã, e o aspirante provavelmente terá de compreender nesta luz. No entanto, no sentido clássico tem uma aplicação mais especial, referindo-se a determinados "objetos de poder" criados de acordo com conhecidas fórmulas para ser perfeitamente adaptado para receber sua carga. Exemplos destes, em diferentes formas, podem ser encontrados nas Clavículas e Grandes Chaves de Salomão, e nos escritos de Agrippa, Barrett, Levi, e outros.
A Evocação é mais difícil de definir, simplesmente, porque as definições em conflito são proferidas por diversas autoridades respeitáveis. Em termos simples, este é o método clássico de comércio com essa classe de seres imateriais comumente chamados de "demônios" ou "espíritos". Alguns sustentam que esses "espíritos" são objetivos, seres distintos. Outros concordam com a opinião de Crowley na época em que editou As Clavículas de Salomão, que "Os espíritos da Goetia são porções do cérebro humano." Ainda outros, mais familiarizados com psicologias mais recentes, créditam-los como aspectos semi-autônomos do subconsciente. Não assumiremos qualquer obrigação de resolver essas diferenças aqui. O que pode ser dito como um acordo geral é que os "espíritos" em questão são "elementais", no sentido puro da palavra, isto é, os elementos constitutivos de um microcosmo. Eles são evocados - chamados adiante, ou chamados para fora de si mesmos - enquanto seres Divinos e Arcangélicos são invocados, ou postos em si mesmo, para preencher a si mesmo. Esses espíritos elementares são nativos das partes densas de Yetzirah, beirando a manifestação física, de modo que eles são favorecidos por magistas que aspiram a ter um impacto mágico direto sobre fenômenos físicos.

Meditação - O Caminho de Nun

Além disso, ele deverá aplicar-se a estudar e praticar as meditações dadas em Liber V. (Liber 185)
Ele recebe uma meditação prática sobre os Sentidos, e as Bainhas do Self, e da prática chamada Mahasatipatthana. (Ver The Sword of Song, Ciência e Budismo). (Liber XIII)
Nun. A Preparação do Cadáver para o Túmulo. Liber XXV. (Liber Viarum Viae)
Embora estas citações sejam um pouco obscuras, é perfeitamente claro a que prática estão sendo atribuídas. O método é chamado Mahasatipatthana. É uma aplicação de métodos budistas estruturados de "atenção", aplicados aos fenômenos do corpo, como a respiração e a caminhada. (As referências a Liber V e Liber XXV, neste caso, referem-se ao ensaio "Ciência & Budismo", que pode ser encontrado em Collected Works of Aleister Crowley.)

Elevação nos Planos - O Caminho de Samekh

Ele deverá além disso mostrar alguma familiaridade e experiência de Liber O, Caps. V, VI. Do qual seu Registro deverá ser sua testemunha. (Liber 185)
Exame em Elevação nos Planos (Liber O, caps. V, VI). Prático. (Liber 13)
Samekh. Viagem na Visão do Espírito. 'A Escada de Jacob. " Liber O. (Liber Viae Viarum)
A técnica de Elevação nos Planos é descrita em Liber O, Caps. V e VI. Uma discussão mais aprofundada sobre o método é dada em Magick em Teoria & Prática, Cap. XVIII, Cap. III. Conforme afirmado anteriormente, o exame neste método é prático, ou seja, é preciso não apenas estudá-lo, como também fazê-lo! O diário do Philosophus é usado para presenciar a experiência prática, e como a base do sucesso do grau.

Outras Tarefas

O Philosophus deve memorizar um dos sete capítulos de Liber 813. Este é Liber Ararita. Este documento em Classe A é "uma consideração do Hexagrama e o método de redução à Unidade, e mais Além", de acordo com o Sumário. "Ele descreve em linguagem mágica um processo muito secreto de Iniciação".
Além de tudo isso, ele deverá fazer reflexões constantes e profundas sobre o Caminho. (Liber 185)

Avaço para Dominus Liminis

A autoridade concede avanço de Philosophus a Dominus Liminis quando a tarefa do Philosophus for satisfatoriamente concluída. Não há tempo mínimo e nenhum ritual de avanço.
"Quando o título de Dominus Liminis é conferido a ele, que regozije-se excedentemente nele; mas acautele-se, pois isto não é nada senão o véu falso da lua que paira sob o Sol". (Liber 185)