sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Perigos do Misticismo - Escrito por Aleister Crowley

“Afetuosamente dedicado a Arthur Edward Waite”

Uma idéia curiosa está sendo continuamente disseminada, e parece estar ganhando terreno: que o misticismo é o caminho “seguro” ao Altíssimo, e a magia o perigoso caminho ao Baixíssimo.
Existem vários comentários a fazer sobre esta asserção. Podemos duvidar que qualquer coisa que valha a pena fazer esteja livre de perigo; e podemos perguntar que perigo pode ameaçar o homem cujo propósito é a sua própria completa ruína1. Podemos também sorrir, um pouco amargamente, da honestidade destes que tentam incluir toda magia sob o título de magia negra, como é o truque presente do Místico Militante aqui na terra.
Ora, como alguém pode protestar alguma familiaridade com a literatura de ambos os caminhos, e que foi honrado por exposição pessoal por parte de adeptos de ambos os caminhos, eu creio que posso fazer uma comparação imparcial entre os dois.
Esta é a teoria Mágica: a primeira variação do infinito deve ser equilibrada, e desta forma corrigida. Assim o “grande Magista”, Mayan, o fazedor de ilusão, o Criador, deve ser enfrentado em combate. Então, “se Satã estiver dividido contra Satã, como pode o seu reino perdurar? Ambos desaparecem; a ilusão cessa. Matematicamente, 1 + (-1) = 0. E este caminho é simbolizado no Taro sob a figura do Magus, a carta número I, a primeira variação do zero; mas está referido a Beth, 2, Mercúrio, o deus da sabedoria, magia e verdade”.
E este magus do Tarô tem o aspecto duplo do magista, ele próprio, e do “Grande Magista” descrito em Liber 418 (Equinox, No. V., Special Supplement, p. 144)2.
Agora a fórmula do místico é muito mais simples. Matematicamente é, 1-1=0. Ele é como um grão de sal lançado ao mar, o processo de dissolução é obviamente mais fácil do que o choque de mundos tencionado pelo magista. “Aquieta-te” e sente-te como um grão de pó na presença de Deus; não, até menos que um grão de pó, como nada – esta é a inteiramente suficiente simplicidade do método dele. Infelizmente, muita gente não pode fazer isto. E quando você se queixa da sua inabilidade, o místico é bem capaz de encolher os ombros e pôr você de lado. Este caminho é simbolizado pelo “Louco” do Taro, que é ao mesmo tempo o Místico e o Infinito.
Mas aparte isto, absolutamente não é certo que a fórmula seja tão simples quanto parece. Como se assegurará o Místico de que “Deus” é realmente “Deus”, e não algum demônio mascarando-se em sua imagem? Nós vemos Gerson sacrificando Huss ao seu “Deus”3, vemos um moderno jornalista, que tem feito mais que brincar com o misticismo, escrevendo: “Esta vida mística, em sua forma mais elevada, é inegavelmente egoísta”, nós vemos outro escrevendo como a velhota que finalizou sua crítica do Universo dizendo, “Só eu e fulana seremos salvas – e eu não tenho muita certeza a respeito de fulana”; nós vemos uma senhora mística que, aos noventa e nove anos de idade, espuma e vocifera por causa de uma pretensa quebra de seus pretensos direitos autorais; nós vemos outro “mahatma” tão sensitivo que a menção do nome do presente escritor induz nele um ataque de mania epilética. Se tais pessoas são realmente “absortas em Deus” - o que é Deus?
Nos é dito na Epístola aos Gálatas que os frutos do Espírito são paz, amor, alegria, gentileza, bondade, fé, meiguice e temperança, e em outro lugar nos é dito “Pelos seus frutos o conhecereis”.
Devemos então concluir que as pessoas mencionadas acima ou estão mentindo, ou nunca atingiram união alguma ou se uniram ao diabo.
Tais são os “Irmãos do caminho da esquerda”, descritos tão completamente em Líber 4184 (Equinox, No. V., Special Supplement, pp. 119 sqq.)5.
Destes, o sinal mais característico é o seu exclusivismo. “Nós somos os verdadeiros”, “O Nosso é o único caminho”, “Todos os budistas são malvados”, a insanidade de orgulho espiritual.
O Magista não está tão propenso a cair neste temível atoleiro de orgulho quanto o místico, ele está ocupado com coisas exteriores a si mesmo, e pode corrigir seu orgulho. De fato ele está constantemente sendo corrigido pela natureza. Ele, o Grande, não pode correr uma milha em quatro minutos! O Místico é solitário e fechado; falta-lhe combate saudável, nós somos todos meninos de escola, e o campo de futebol é uma profilaxia perfeita para as cabeças inchadas. Quando um místico encontra um obstáculo ele “faz de conta”. Ele diz que o obstáculo “é apenas ilusão”. Ele tem a sensação de bem-estar do viciado em morfina, a ilusões patológicas da vítima de paralisia genérica. Ele perde o poder de encarar os fatos; ele se alimenta de sua própria imaginação; ele convence a si mesmo de consecução. Se o contradizem no assunto ele se torna emburrado, despeitado e vingativo. Se eu critico o Sr. X, ele grita, e tenta causar-me dano pelas costas; se eu digo que a Madame Y não é exatamente Santa Tereza, ela escreve um livro para provar que ela é.
Tais pessoas, “cheias de vento, e névoa fedorenta que inspiram, apodrecem por dentro e espelham um contágio imundo”, como escreveu Milton de um grupo menos perigoso de guias espirituais.
Para seus infelizes seguidores e imitadores, todas as palavras de comiseração não bastam. O universo inteiro é para eles apenas “o espelho de suas tolas faces”; porém, ao contrário de Sir Palamedes, eles admiram a imagem. Narcisos morais e espirituais, eles perecem nas águas da ilusão. Um amigo meu, um advogado em Nápoles, contou-me estranhos casos de onde tal auto-adoração acaba.
E a sutileza do diabo é mostrada particularmente no método pelo qual tais neófitos são agadanhados pelos Irmãos Negros. Existe uma veneração exagerada; uma untuosidade de tom, uma pomposidade vaidosa, um uso de linguajar arcaico, um falso véu de santidade sobre o relicário impuro. Pedantismo se mascara com dignidade; uma colcha de retalhos de medievalismo ou orientalismo se faz passar por profundidade e tradição; gíria técnica passa por erudição; letra morta e fetichismo supersticioso se acumulam nas pregas da saia do presumido, do melindroso, do completo fariseu.
Colorário disto é a completa falta de virtude humana. O maior dos magistas, quando age por sua capacidade de homem, age como um homem deveria agir. Em particular ele aprendeu bondade e simpatia. Altruísmo é, freqüentemente, o propósito ultimal dele. Precisamente isto falta ao místico. Tentando absorver os planos mais baixos nos mais altos, ele descuida os mais baixos, um erro que nenhum magista pode cometer.
A freira Gertrude , quando chegava a sua vez de lavar os pratos, costumava explicar que sentia muito, mas que naquele exato momento ela estava sendo casada, com completo coro celestial e cerimônia, com o Salvador.
Centenas de místicos se fecham por completo e para sempre. Não só fica a sua capacidade de produzir riqueza perdida para a sociedade mas também o seu amor e a sua boa vontade; e pior que tudo, o seu exemplo e o seu preceito. Cristo, no auge de sua carreira, achou tempo para lavar os pés dos discípulos; qualquer mestre que não faz isto sobre todos os planos é um Irmão Negro. Os hindus não honram qualquer homem que se torne “Sannyasi”, (aproximadamente o mesmo que o nosso eremita), a não ser que ele tenha primeiramente cumprido por completo todos o seus deveres como macho e cidadão. O celibato é imoral e o celibata evita uma das maiores provas do caminho.
Cuidado com estes que evitam as dificuldades menos elevadas: é muito provável que eles evitem também as dificuldades mais altas.
Dos perigos especais do caminho, não temos aqui espaço para escrever, cada estudante encontra a cada passo tentações refletindo suas fraquezas especiais e particulares. Eu tratei portanto apenas dos perigos inseparáveis do caminho mesmo; perigos inerentes nele. Nem por um instante eu pedirei ao mais fraco, que seja, que retroceda ou se afaste daquele caminho; mas eu pedirei mesmo ao mais forte que aplique estes corretivos: primeiro, a atitude cética ou científica, tanto em perspectiva quanto em método; segundo, uma vida sadia, significando por estas palavras aquilo que o atleta e o desbravador significam; terceiro, companheirismo humano: devoção à vida, ao trabalho e ao dever.
Que ele se lembre que um grama de orgulho honesto é melhor do que uma tonelada de humildade falsa, se bem que um grama de verdadeira humildade vale um grama de honesto orgulho; o homem que trabalha não tem tempo para uma coisa ou outra. E que ele conserve em mente a descrição da lei dada por Cristo: “ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

ALEISTER CROWLEY

1 Nota de M.: O propósito final do místico é, claro, a aniquilação – “Nibbana” – Completa do verdadeiro Místico
 
2 Vide o The Vision and the Voice, 7º Æthyr.
 
3 Gerson, Jean le Charlier de (1363-1429) Teologista Francês. Foi líder do movimento conciliar, que arguia a supremacia dos concílios de Igreja sobre os papas e denunciou John Huss à fogueira. (Gersons influence at the council was supreme up to the election of a new pope. It was he who dictated the form of submission and cession made by John XXIII., and directed the process against Huss. Many of Gersons biographers have found it difficult to reconcile his proceedings against Huss with his own opinions upon the supremacy of the pope; but the difficulty has arisen partly from misunderstanding Gersons position, partly from supposing him to be the author of a famous tractDe modis uniendi ac ref ormandi Ecclesiam in concilio universali. Ref.: http://92.1911encyclopedia.org/G/GE/GERSON.htm)

4 A expressão “União com o diabo” não deve ser interpretada necessariamente no sentido teológico. Um místico que harmonizasse e convergisse todas as suas faculdades a uma faculdade cerebral que não é o centro natural – Tipheret – funcionaria como um demônio. Desequilíbrio não é apenas mental; pode existir desequilíbrio moral ou espiritual. Por outro lado um místico que se unisse a um elemental, ou a um “deamon”, estaria abjurando sua humanidade, e igualmente funcionaria como um demônio. O primeiro erro seria auto-indisciplina; o segundo de amor NÃO sob vontade.

5 Vide o The Vision and the Voice, 3º Æthyr

Liber DCCCXXXVII - A Lei da Liberdade - Essa é uma completa explicação do Livro da Lei referente a certos problemas de ética - Escrito por Aleister Crowley

Sigilo da Santa Fraternidade Astrum Argentum
A.·.A.·.
Publicação em Classe e.
Imprimatur: N. Fra. A.·.A.·.
Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei.

I

Eu sou geralmente perguntado porque começo minhas cartas desta forma. Não importa se estou escrevendo para minha senhora ou para meu açougueiro, sempre começo com estas onze palavras. Por que, de outra forma eu deveria começar? Que outro cumprimento poderia ser tão alegre? Olhe, irmão, somos livres! Regozija comigo, irmã, não existe lei além de Faze o que tu queres.

 

II

Eu escrevo este texto para aqueles que não leram nosso Livro Sagrado, o Livro da Lei, ou para aqueles que, lendo-o, de alguma maneira falharam de alguma forma em entender sua perfeição. Pois existem muitos assuntos neste Livro, a as Boas Novas estão ora aqui, ora ali, espalhadas através do Livro como estrelas estão espalhadas pelos campos da Noite. Regozija comigo, todos vós povo! Bem no início do Livro está a carta magna de nossa divindade: "Todo homem e toda mulher é uma estrela". Nós somos todos livres, todos independentes, todos gloriosamente brilhantes, cada um, um universo radiante. Isto não são boas novas?
Então vem a primeira chamada da Grande Deusa Nuit, Senhora do Céu Estrelado, que também é a Matéria em seu mais profundo sentido metafísico, que é o infinito no qual todos vivemos e nos movemos e temos nossa existência. Ouçam a primeira convocação dela a nós homens e mulheres: "Venham adiante, ó crianças, sob as estrelas, & tomem sua satisfação de amor! Eu estou sobre vós e em vós. Meu êxtase está no seu. Meu gozo é ver teu gozo". Mais tarde ela explica o mistério da aflição: "Pois eu estou dividida pelo propósito do amor, pela chance de união".
"Esta é a criação do mundo, que a dor da divisão é como nada, e o gozo da dissolução tudo".
É mostrado mais tarde como isto pode ser, como a própria morte é, um êxtase como o amor, porém mais intenso, a reunião da alma com seu verdadeiro Eu.
E quais são as condições deste gozo e paz, e glória? É nosso o ascetismo melancólico do Cristão, e do Budista, e do Hindu? Estamos caminhando em temor eterno que algum "pecado" nos afastaria da "graça"? De forma alguma.
"Sede graciosos portanto: vesti-vos todos em trajes finos; comam comidas ricas e bebem vinhos doces e vinhos que espumam. Também tomem sua satisfação e vontade de amor como vós quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes! Porém sempre a mim."
Este é o único ponto a se ter em mente, que todo ato deve ser um ritual, um ato de adoração, um sacramento. Viva como os reis e príncipes, coroados e não coroados, deste mundo, que sempre viveram, como mestres sempre vivem, porém que não se permitar auto-indulgência; faça de sua auto-indulgência sua religião.
Quando bebes e danças e usufrui delícias, você não está sendo "imoral", você não está “arriscando sua alma imortal”; você está realizando os preceitos de nossa sagrada religião, providenciado apenas que você se lembre de encarar suas ações nesta luz. Não se rebaixe e destrua e vulgarize o seu prazer por omitir o gozo supremo, a consciência da paz que ultrapassa a compreensão. Não abranjas apenas Mariana ou Melusine; ela é a própria Nuit, especialmente concentrada e encarnada numa forma humana para lhe dar amor infinito, para proclamar que você saboreie mesmo na Terra o elixir da imortalidade. "Porém êxtase seja teu e gozo na Terra: sempre A mim! A mim!"
Novamente ela fala: "Amor é a Lei, amor sob vontade." Mantenha puro seu mais elevado ideal; lute sempre em direção a ele sem permitir que algo lhe pare ou lhe desvie, como uma estrela percorre seu incalculável e infinito curso de glória, e tudo é amor. A Lei de nosso ser torna-se Luz, Vida, Amor, e Liberdade. Tudo é paz, tudo é harmonia e beleza, tudo é gozo.
Pois ouça, quão graciosa é a Deusa; "Eu dou inimagináveis gozos sobre a Terra: certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz impronunciável, descanso, êxtase; nem eu reclamo algo em sacrifício."
Isto não é melhor que a morte-em-vida dos escravos dos Deuses-escravos, indo oprimidos pela consciência de "pecado", cansativamente buscando ou simulando fatigantes e tediosas "virtudes"?
Com tais, nós que aceitamos a Lei de Thelema não temos nada a fazer. Nós ouvimos a Voz da Deusa-estrela: "Eu te amo! Eu te desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguês do senso mais íntimo, desejo você. Ponha sobre as asas e ergue o esplendor enroscado dentro de você: venha a mim!", e então Ela termina:
"Canta a extasiante canção de amor a mim! Queima à mim perfumes! Usa à mim jóias! Bela à mim, pois eu amo você. Eu amo você. Eu sou a filha do poente de pálpebras azuis; eu sou o brilho nu do voluptuoso céu noturno. À mim! À mim!", e com estas palavras "A manifestação de Nuit está em um fim".

 

III

No capítulo seguinte de nosso Livro é dada a palavra de Hadit que é complemento de Nuit. Ele é energia eterna, o Movimento Infinito das Coisas, o âmago central de todo ser. O universo manifesto surge do casamento de Nuit e Hadit; sem isto coisa alguma poderia ser. Esta eterna, esta perpétua festa de casamento é então a própria natureza das coisas; e portanto tudo o que é, é uma cristalização do êxtase divino.
Hadit conta-nos sobre Ele mesmo: "Eu sou a chama que queima em todo coração do homem, e no âmago de toda estrela". Ela é então nossa própria essência divina íntima; é você e não outro, que está perdido no constante êxtase do abraço da Infinita Beleza. Um pouco depois ele fala de nós:
"Nós não somos para o pobre e para o triste: os senhores da Terra são nossos parentes".
"Há um deus de viver em um cão? Não! porém os mais elevados são dos nossos. Eles hão de regozijar, nossos escolhidos: quem se aflige não é de nós".
"Beleza e vigor, riso franco e languidez deliciosa, força e fogo, são de nós". Mais tarde, a respeito da morte, Ele diz: "Não pense. Ó rei, sobre aquela farsa: que tu deves morrer: verdadeiramente tu não hás de morrer, porém viver. Agora que seja compreendido: Se o corpo do Rei dissolve, ele há de permanecer em puro êxtase para sempre". Quando você sabe isto, o que resta a não ser delícias? E como vamos viver por enquanto?
"É uma farsa, esta loucura contra si mesmo". [ ... ] "Seja forte, ó homem! Sente desejo, goza todas coisas de sentido e volúpia: não tema que algum Deus há de te negar por isto".
De novo e de novo, em palavras como estas, Ele vê a expansão e o desenvolvimento da alma através do gozo.
Aqui está o Calendário de nossa Igreja: "Mas vós, ó meu povo, erguei & despertai! Que os rituais sejam corretamente executados com gozo e beleza!". Lembre-se que todos os atos de amor e prazer são rituais, devem se rituais, "Existem rituais dos elementos e banquetes das estações. Um banquete pela primeira noite do profeta e sua estações. Um banquete pela primeira noite do profeta e sua noiva! Um banquete pelos três dias da escritura do Livro da noiva! Um banquete pelos três dias da escritura do Livro da Lei. Um banquete para Tahuti e a criança do profeta-secreto, ó profeta! Um banquete pelo supremo ritual, e um banquete pelo Equinócio dos Deuses. Um banquete pelo fogo e um banquete pela água; um banquete pela vida e um banquete ainda maior para a morte! Um banquete todos os dias em seus corações no gozo de minha volúpia! Um banquete toda noite em Nu, e o prazer da íntima delícia! Sim! Banqueteie! Regozije! Não existe temor daqui em diante. Existe a dissolução, e eterno êxtase nos beijos de Nu." Tudo depende em sua própria aceitação desta nova Lei, e não se exige que você creia em alguma coisa, que aceite uma extensão de fábulas idiotas abaixo do nível intelectual de um lenhador e do nível moral de um drogado. Tudo o que você tem à fazer é ser você mesmo, fazer sua vontade, e regozijar.
"Tu falhaste? Tu estás arrependido? Há medo em teu coração?". Ele diz de novo: "Onde eu estou, estes não estão." Existe muito mais do mesmo teor; o suficiente já foi mencionado para tornar tudo claro. Porém existe uma injunção seguinte. "Sabedoria diz: seja forte! Então podes tu suportar mais gozo. Não seja animal; refina tua volúpia! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras de arte: e se tu amas, excede pela delicadeza; e se tu fazes algo gozoso, que haja sutilidade naquilo! Porém excede! excede! Lute sempre para mais! E se tu és verdadeiramente meu — e não duvides, e se tu és sempre gozoso!— morte é a coroa de tudo".
Ergam-se meus irmãos e minhas irmãs da Terra! Ponham sob teus pés todos os medos, todos Escrupulosos, todas hesitações! Ergam-se! Venham adiante, livres e gozosos, por noite e dia, para fazer tua vontade; pois "Não existe lei além de faze o que tu queres". Ergam-se! Sigam em frente conosco na Luz e Vida e Amor e Liberdade, tomando nosso prazer como Reis e Rainhas no Paraíso e sobre a Terra.
O sol está erguido; o espectro das eras foi posto a voar. "A palavra de pecado é Restrição", ou como foi de outra forma dito neste texto: Aquilo é Pecado, aprisionar teu sagrado espírito!
Sigam em frente, sigam em frente em teu poder; e que nenhum homem lhe atemorize.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Liber AL vel Legis - O Livro da Lei - Escrito por Aleister Crowley

sub figura CCXX
tal qual entregue por
XCIII = 418
à
DCLXVI
Sigilo da Santa Fraternidade Astrum Argentum
A.·.A.·.
Publicação em Classe A

O Comento

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.
O estudo deste livro é proibido.
É prudente destruir esta cópia após a primeira leitura.
Aquele que se interessar o faz por sua própria conta e risco. Estes são terrivelmente medonhos.
Aqueles que discutem os conteúdos deverão ser evitados por todos como focos de pestilência.
Todas as questões da Lei devem ser decididas apenas com apoio em meus escritos, cada qual por si.
Não há lei além de Faze o que tu queres.
Amor é a lei, amor sob vontade.
O sacerdote dos príncipes,
ANKH - F - N - KHONSU

 

Capítulo I

1. Had a manifestação de Nuit.
2. O desvelar da companhia do céu.
3. Todo homem e toda mulher é uma estrela.
4. Todo número é infinito; não há diferença.
5. Ajude-me, oh guerreiro senhor de Tebas, em meu desvelar diante das Crianças dos Homens.
6. Sê tu Hadit, meu centro secreto, meu coração & minha língua!
7. Vê! é revelado por Aiwass o ministro de Hoor-paar-kraat.
8. O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.
9. Venerai então ao Khabs, e vede minha luz que irradia sobre vós!
10. Que meus servidores sejam poucos & secretos: eles regerão os muitos e conhecidos.
11. Estes são tolos que os homens adoram; seus Deuses & seus homens são tolos.
12. Aparecei, oh crianças, sob as estrelas, & saciem-se de amor!
13. Eu estou sobre vós e em vós. Meu êxtase está no vosso. Meu prazer é ver vosso prazer.
14. Acima, o gemado azul é o despido esplendor de Nuit;
Ela se curva em êxtase para beijar
Os secretos ardores de Hadit.
O globo alado, o estrelado azul
São meus, Oh Ankh-af-na-khonsu!
15. Agora vós sabereis que o sacerdote & apóstolo eleito do espaço infinito é o sacerdote-príncipe a Besta; e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate está todo o poder dado. Eles reunirão minhas crianças em seu cercado: eles trarão a glória das estrelas para os corações dos homens.
16. Pois ele é sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele é a secreta chama alada, e para ela a descendente luz estrelar.
17. Mas vós não sois assim escolhidos.
18. Queime sobre suas testas, Oh serpente esplendorosa!
19. Oh mulher de pálpebras azuis, curva-te sobre eles!
20. A chave dos rituais está na palavra secreta que eu dei a ele.
21. Com o Deus & o Adorador eu nada sou: eles não me vêem. Eles são como sobre a terra; Eu sou Céu, e não há outro Deus além de mim, e meu senhor Hadit.
22. Agora, portanto, eu sou conhecida por vós por meu nome Nuit, e dele por um nome secreto que eu lhe darei quando enfim me conhecer. Uma vez que eu sou Infinito eSpaço, e as Infinitas eStrelas dali, também fazei vós desta forma. Nada amarreis! Que não haja diferença feita entre vois entre uma coisa e qualquer outra coisa; porque daí vem sofrimento.
23. Mas aquele que se aproveitar disto, que ele seja o chefe de tudo!
24. Eu sou Nuit, e minha palavra é seis e cinquenta.
25. Dividi, somai, multiplicai e entendei.
26. Então, diz o profeta e escravo da bela: Quem sou eu, e qual será o sinal? Então, ela lhe respondeu, curvando-se, uma lambente chama de azul, tudo-tocante, tudo penetrante, suas amáveis mãos sobre a terra negra, & seu corpo flexível arqueado para o amor, e seus pés macios sem machucar as pequenas flores: Tu sabes! E o sinal será meu êxtase, a consciência da continuidade da existência, a onipresença de meu corpo.
27. Então o sacerdote respondeu e disse à Rainha do Espaço, beijando suas amáveis sombrancelhas, e o orvalho de sua luz banhando o corpo dele inteiro em um doce perfume de suor: Oh Nuit, contínua do Céu, que seja sempre assim; que os homens não falem de Ti como Uma mas como Nenhuma, e que eles não falem de ti de modo algum, uma vez que tu és contínua!
28. Nenhuma, respirou a luz, tênue e encantadora, das estrelas, e dois.
29. Pois eu estou dividida pela graça causa do amor, pela chance de união.
30. Esta é a criação do mundo, que a dor da divisão é como nada, e o prazer da dissolução tudo.
31. Por estes tolos dos homens e suas dores não te importes de modo algum. Eles pouco sentem; o que é, é equilibrado por débeis prazeres; mas vós sois meus escolhidos.
32. Obedecei meu profeta! Persegui as ordálias do meu conhecimento! Buscai-me apenas! Então os prazeres do meu amor vos redimirão de toda dor. Isto é assim: eu juro pela abóbada do meu corpo; pelo meu coração e língua sagrados; por tudo que eu posso dar, por tudo que eu desejo de vós todos.
33. Então o sacerdote caiu num profundo transe ou desmaio, & disse a Rainha do Céu; Escreve para nós as ordálias; escreve para nós os rituais; escreva para nós a lei!
34. Mas ela disse: as ordálias eu escrevo não: os rituais serão metade conhecidos e metade escondidos: a Lei é para todos.
35. Isto que tu escreves é o triplo livro da Lei.
36. Meu escriba Ankh-af-na-khonsu, o sacerdote dos príncipes, não mudará em uma letra este livro; mas para que não haja tolice, ele comentará em seguida pela sabedoria de Ra-Hoor-Khu-it.
37. Também os mantras e os encantamentos; o obeah e o wanga; o trabalho da baqueta e o trabalho da espada; estes ele aprenderá e ensinará.
38. Ele deve ensinar; mas ele pode fazer severas as ordálias.
39. A palavra da Lei é Θελημα.
40. Quem nos chama Thelemitas não errará, se ele olhar bem perto na palavra. Pois nela há Três Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. .
41. A palavra de pecado é Restrição. Oh Homem! não recuses tua esposa, se ela quer! Oh Amante, se tu queres, parte! Não há laço que possa unir os divididos a não ser o amor:todo o resto é blasfêmia. Maldito! Maldito seja para os eons! Inferno!
42. Deixe estar aquele estado de multiplicipade: atado e repugnante. Assim com tudo seu; tu não tens direito a não ser fazer tua vontade.
43. Faze isto, e nenhum outro dirá não.
44. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita.
45. O Perfeito e o Perfeito são um Perfeito e não dois; não, são nenhum!
46. Nada é uma chave secreta desta lei. Sessenta e um os Judeus a chamam; eu a chamo oito, oitenta, quatrocentos e dezoito.
47. Mas eles têm a metade :una por tua arte de forma que tudo desapareça.
48. Meu profeta é um tolo com seu um, um, um; não são eles o Boi, e nenhum pelo Livro?
49. Abrogados estão todos os rituais, todas as ordálias, todas as palavras e sinais. Ra-Hoor-Khuit tomou seu assento no Equinócio dos Deuses; e que Asar fique com Isa, que também são um. Mas eles não são de mim. Que Asar seja o adorante, Isa a sofredora; Hoor, em seu secreto nome e esplendor, é o Senhor iniciando.
50. Há uma palavra a dizer sobre a tarefa Hierofântica. Vide! há três ordálias em uma, e pode ser dada de três modos. O bruto deve passar por fogo; que o fino seja testado no intelecto, e os altivos escolhidos, no mais alto. Desta forma vós tendes estrela & estrela, sistema & sistema; que um não conheça bem o outro!
51. Há quatro portões para um palácio; o chão daquele palácio é de prata e ouro; lapis lazuli & jasper estão lá; e todas as essências raras; jasmim & rosa, e os emblemas da morte. Que ele entre sucessiva ou simultaneamente pelos quatro portões; que ele fique de pé sobre o chão do palácio. Não irá ele cair?Amn. Oh! guerreiro, se teu servo cair? Mas há meios e meios. Sêde vistosos portanto:vesti vós todos em fino vestuário; comei comidas caras e bebei doces vinhos e vinhos que espumam! Também, tomai vossa fartura e vontade de amor como vós quiserdes, quando, onde e com quem vós quiserdes! Mas sempre a mim.
52. Se isto não estiver corretamente, se vós confundirdes as demarcações dizendo: Elas são uma; ou dizendo, Elas são muitas; se o ritual não for sempre a mim:então aguardai os terríveis julgamentos de Ra Hoor Khuit!
53. Isto regenerará o mundo, o mundozinho minha irmã, meu coração & minha língua, a quem eu mando este beijo. Também, oh escriba e profeta, embora tu sejas dos príncipes, isto não lhe satisfaz nem absolve. Mas êxtase seja teu e a alegria da terra: sempre A mim, A mim .
54. Não mudes sequer o estilo de uma letra; pois vêde! tu, oh profeta, não contemplarás todos estes mistérios aqui escondidos.
55. A criança de tuas entranhas, ele os contemplará.
56. Não o espere do Leste, nem do Oeste; pois de nenhuma casa esperada vem esta criança . Aum! Todas as palavras são sagradas e todos os profetas verdadeiros; ressalvado apenas que eles entendem um pouco; resolvem a primeira metade da equação, deixam a segunda intocada. Mas tu tens tudo na luz clara, e alguns, embora não todos, no escuro.
57. Invoque-me sob minhas estrelas! Amor é a lei, amor sob vontade. Que nem os tolos confundam o amor; porque há amor e amor. Há a pomba, e há a serpente. Escolhei vós bem! Ele, meu profeta escolheu, conhecendo a lei da fortaleza, e o grande mistério da Casa de Deus. Todas estas velhas letras do meu Livro estão corretas; mas צ não é a Estrela. Isto também é secreto: meu profeta o revelará aos sábios.
58. Eu dou alegrias inimagináveis na terra: certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz indizível, descanso, êxtase; nem eu exijo nada em sacrifício.
59. Meu incenso é de madeiras resinosas & gomas; e não há sangue aí:por causa de meu cabelo as árvores da Eternidade.
60. Meu número é onze, como todos os números deles que são de nós . A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no Meio, & o círculo é Vermelho. Minha cor é preta para o cego, mas azul e ouro são vistos pelos videntes. Também eu tenho uma glória secreta para aqueles que me amam.
61. Mas amar-me é melhor que todas as coisas: se sob as estrelas noturnas no deserto tu presentemente queimas meu incenso diante mim, invocando-me com um coração puro, e a chama da Serpente ali dentro, tu virás um pouco recostar-te em meu seio. Por um beijo tu quererais então dar tudo; mas aquele que der uma partícula de pó tudo perderá naquela hora. Vós reunireis mercadorias e quantidades de mulheres e especiarias; vós usareis ricas jóias; vós excedereis as nações da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no meu amor, e então vós vireis à minha alegria. Eu vos exorto seriamente a que venhas diante de mim em um único robe, e coberto com uma rica tiara. Eu te amo! Eu te desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguez do sentido mais íntimo, te desejo. Ponha as asas, e desperte o esplendor serpentinado dentro de vós: vinde a mim!
62. Em todos os meus encontros convosco a sacerdotiza dirá - e seus olhos queimarão de desejo enquanto ela permanece de pé núa e regozijando em meu templo secreto - A mim! A mim! expandindo a chama dos corações de todos em seu cântico de amor.
63. Cante a rapturosa canção de amor a me! Queime perfumes a me! Use jóias a me! Beba a mim, porque eu te amo! Eu te amo!
64. Eu sou a filha de pálpebras azuis do Crepúsculo; Eu sou o brilho nú do voluptuoso céu noturno.
65. A mim! A mim!
66. A manifestação de Nuit está no fim.

 

Capítulo II

1. Nu! o esconder de Hadit.
2. Vinde! todos vós, e aprendei o segredo que ainda não foi revelado. Eu, Hadit, sou o complemento de Nu, minha noiva1. Eu não sou estendido, e Khabs é o nome de minha Casa.
3. Na esfera eu em toda parte sou o centro, uma vez que ela, a circunferência, é em lugar algum encontrada.
4. No entanto ela deverá ser conhecida & eu nunca.
5. Vide! os rituais da velha era são negros. Que os maus sejam abandonados; que os bons sejam expurgados pelo profeta! Então este Conhecimento seguirá de forma correta.
6. Eu sou a chama que queima em todo coração do homem, e no âmago de toda estrela. Eu sou a Vida, e o doador da Vida, também, portanto, o conhecimento de me é o conhecimento da morte.
7. Eu sou o magista e o Exorcista. Eu sou o eixo da roda, e o cubo no círculo. "Vinde a mim" é uma palavra tola: pois sou Eu quem vou.
8. Quem adorou Heru-pa-kraath adorou-me; errado, porque eu sou o adorante.
9. Lembrai todos vós que a existência é pura alegria; que todas as tristezas não passam de sombras; elas passam & se vão; mas há aquilo que permanece.
10. Oh profeta! tu tens má vontade em aprender este escrito.
11. Eu o vejo odiar a mão & a pena; mas Eu sou mais forte.
12. Por causa de mim em Ti que você não conhecestes.
13. Por quê? Porque tu fostes o conhecedor, e eu.
14. Agora que haja um velar deste santuário: agora que a luz devore os homens e os engula totalmente com cegueira!
15. Pois eu sou perfeito, sendo Não ; e meu número é nove pelos tolos; mas com o justo eu sou oito, e um em oito: O que é vital, porque eu sou nada em verdade. A Imperatriz e o Rei não são de mim; pois há um segredo adiante.
16. Eu sou a Imperatriz & o Hierofante. Logo onze, como minha noiva é onze.
17. Ouçam-me, vós que suspirais! As dores de pena infinda Queda aos mortos e mortais, Quem não me conhece ainda.
18. Estes são mortos, estes sujeitos; eles não sentem. Nós não somos para os pobres e tristes: os senhores da terra são nossos parentes.
19. Um Deus há de viver em um cão? Não, mas os mais elevados são dos nossos. Eles se regogizarão, nossos escolhidos: quem se lamenta não é dos nossos.
20. Beleza e vigor, riso exaltado e delicioso langor, força e fogo, são dos nossos.
21. Nós não temos nada com o proscrito e o incapaz: deixái-os morrer em sua miséria. Pois eles não sentem. Compaixão é vício de reis: pisa o infeliz & o fraco: esta é a lei do forte: esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Não penses, oh rei, sobre aquela mentira: Que Tu Deves Morrer: em verdade, tu não morrerás, mas viverás. Agora, que seja compreendido: Se o corpo do Rei dissolver, ele permanecerá em puro êxtase eternamente. Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! O Sol, Força e Visão, Luz; estes são para os servos da Estrela e da Cobra.
22. Eu sou a Cobra que dá Conhecimento e Deleite e glória brilhante, e incito os corações dos homens com embriaguez. Para adorar-me tomai vinho e estranhas drogas a respeito das quais Eu direi a meu profeta, & ficai bêbados deles! De forma alguma eles vos causarão mal. É uma mentira, esta insensatez contra si. A exposição da inocência é uma mentira. Seja forte, oh homem! Luxúria, aproveite todas as coisas do sentido e arrebatamento: não temais que algum Deus o negará por isso.
23. Eu sou só: não há nenhum Deus onde Eu sou.
24. Olhai! estes são graves mistérios; pois também há dos meus amigos que são eremitas. Agora não penseis em encontrá-los na floresta ou na montanha; mas em camas púrpuras, acariciados por magníficas mulheres bestiais com grandes membros, e fogo e luz em seus olhos, e cabelos volumosos e flamejantes em torno delas; lá vós os encontrareis. Vós os vereis no comando, em exércitos vitoriosos, em todo o prazer; e haverá neles uma alegria um milhão de vezes maior que esta. Cuidado para que um não force o outro, Rei contra Rei! Amem-se uns aos outros com corações ardentes; nos homens inferiores pisai na feroz ganância de seu orgulho, no dia de sua fúria.
25. Vós sois contra o povo, Oh meus escolhidos!
26. Eu sou a Serpente secreta enroscada a ponto de saltar: em meu enroscar há alegria. Se eu ergo minha cabeça, eu e minha Nuit somos um. Se eu pendo minha cabeça, e ejaculo veneno, então é arrebatamento da terra, e eu e a terra somos um.
27. Há um grande perigo em mim; pois quem não entende estas runas cometerá um grande erro. Ele cairá no abismo chamado Porque, e lá ele perecerá com os cães da Razão.
28. Agora uma maldição sobre Porque e sua família!
29. Possa Porque ser amaldiçoado para sempre!
30. Se a Vontade para e clama Por quê, invocando Porque, então a Vontade para & nada faz.
31. Se o Poder pergunta por quê, então o Poder é fraqueza.
32. Também a razão é uma mentira; pois há um fator infinito e desconhecido; & todas as suas palavras são meandros.
33. Basta de Porque! Seja ele danado como um cão!
34. Mas vós, oh meu povo, levantai & despertai!
35. Que os rituais sejam corretamente executados com alegria & beleza!
36. Há rituais dos elementos e festas das eras.
37. Uma festa para a primeira noite do Profeta e sua Noiva!
38. Uma festa pelos três dias de escritura do Livro da Lei.
39. Uma festa para Tahuti e a criança do Profeta - secreta, oh Profeta!
40. Uma festa para o Supremo Ritual, e uma festa para o Equinócio dos Deuses.
41. Uma festa para o fogo e uma festa para a água; uma festa para a vida e uma festa maior para a morte!
42. Uma festa todo dia em seus corações na alegria de meu arrebatamento.
43. Uma festa toda noite para Nu, e o prazer do deleite extremo.
44. Sim! Festejai! Regozijai! Não há pavor no além. Há a dissolução, e êxtase eterno nos beijos de Nu.
45. Há morte para os cães.
46. Tu fracassas? Te lamentas? Há medo em teu coração?
47. Onde Eu estou estes não estão.
48. Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: Eu odeio o consolado & o consolador.
49. Eu sou único & conquistador. Eu não sou dos escravos que perecem. Sejam eles danados & mortos! Amém. (Isto é dos 4: há um quinto que é invisível, & nisto eu estou como um bebê num ovo).
50. Azul sou Eu e ouro na luz de minha noiva: mas o brilho vermelho está em meus olhos; & minhas escamas são púrpura & verde.
51. Púrpura além do púrpura: é a luz acima da visão.
52. Há um véu: este véu é negro. É o véu da mulher modesta; é o véu da tristeza, & a mortalha da morte: nada disto é de mim. Arrancai aquele espectro mentiroso dos séculos: não veleis vossos vícios com palavras virtuosas: estes vícios são meu serviço; fazei vós bem, & eu vos recompensarei aqui e no além.
53. Não tema, oh profeta, quando estas palavras forem ditas, tu não deverás te lamentar. Tu és enfaticamente meu escolhido; e abençoados são os olhos que tu contemplares com alegria. Mas eu te esconderei numa máscara de tristeza: eles que te virem recearão que tu estás caído: mas Eu te ergo.
54. Nem irão eles que bradam suas tolices de o que tu dizes de nada serve; tu o revelarás: tu vales: eles são os escravos de porque: Eles não são de mim. Os pontos como tu quiseres; as letras? não as mude em estilo ou valor!
55. Tu obterás a ordem & o valor do Alfabeto Inglês; tu encontrarás novos símbolos em que os atribuir.
56. Fora! vós zombadores, embora vós rides em minha honra vós não rireis por muito tempo: então quando vós estiverdes tristes sabei que Eu vos abandonei.
57. Aquele que for virtuoso será virtuoso ainda; aquele que for imundo será imundo ainda.
58. Sim! não considereis mudança: vós sereis como vós sois, & não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão. Não há ninguém que será rebaixado ou exaltado: tudo é sempre como foi. Entretanto há os meus servos disfarçados: pode ser que aquele mendigo adiante seja um Rei. Um Rei pode escolher sua vestimenta como ele quiser: não há teste seguro: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.
59. Cuidado portanto! Ama a todos, pois pode ser que haja um Rei escondido! Dizes assim? Tolo! Se ele for um Rei, tu não podes machucá-lo.
60. Portanto golpeie forte & baixo, e para o inferno com eles, mestre!
61. Há uma luz ante teus olhos, oh profeta, uma luz indesejada, muito desejável.
62. Eu estou erguido em teu coração; e os beijos das estrelas chovem forte sobre teu corpo.
63. Tu estás exausto na voluptuosa plenitude da inspiração; a expiração é mais doce do que a morte, mais rápida e agradável do que uma carícia do próprio verme do Inferno.
64. Oh! tu estás derrotado: nós estamos sobre ti; nosso deleite é todo sobre ti: salve! salve! profeta de Nu! profeta de Had! profeta de Ra-Hoor-Khu! Agora regozije! agora venha em nosso esplendor & arrebatamento! Venha em nossa paz ardente, & escreva doces palavras para os Reis!
65. Eu sou o Mestre: tu és O Santo Escolhido.
66. Escreve & encontra êxtase na escrita! Trabalha, & seja nossa cama no trabalho! Vibra com a alegria da vida & morte! Ah! tua morte será amável: quem a vir ficará satisfeito. Tua morte será o selo da promessa de nosso duradouro amor. Venha! erga teu coração & regozije! Nós somos um; nós somos nenhum.
67. Aguenta! Aguenta! Suporta em teu arrebatamento; não caias no desmaio dos beijos excelentes!
68. Mais firme! Aguenta a ti mesmo! Levanta tua cabeça ! não respires tão fundo, morre!
69. Ah! Ah! O que sinto eu? Está a palavra exausta?
70. Há ajuda & esperança em outros encantamentos. Sabedoria diz: sê forte! Então tu podes suportar mais prazer. Não sejas animal; refina teu êxtase! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras de arte: se tu amas, excede pela delicadeza; e se tu fazes qualquer coisa de prazeiroso, que haja fineza nisto!
71. Mas excede! excede!
72. Luta sempre por mais! e se tu és verdadeiramente meu - e não duvides disso, e se tu és sempre contente! - morte é a coroa de tudo.
73. Ah! Ah! Morte! Morte! tu ansiarás pela morte. Morte é proibida, oh homem, para ti.
74. A duração de tua ânsia será a força da glória desta. Aquele que vive longamente & deseja muito a morte é sempre o Rei entre os Reis.
75. Sim! ouça os números & as palavras:
76. 4 6 3 8 A B K 2 4 A L G M O R 3 4 X 24 89 R P S T O V A L. O que isto significa, oh profeta? Tu não sabes; nem tu jamais saberás. Lá vem um para te suceder: ele irá esclarecê-lo. Mas lembra, oh escolhido, de ser-me; de seguir o amor de Nu no céu estrelado; de olhar adiante sobre os homens, de dizer a eles a feliz palavra.
77. Oh sejas tu orgulhoso e poderoso entre os homens!
78. Ergue-te! pois não há nenhum como a ti entre os homens ou entre os Deuses! Ergue-te, oh meu profeta, tua estatura ultrapassará as estrelas. Elas adorarão teu nome, quadrangular, místico, maravilhoso, o número do homem; e o nome da casa é 418.
79. O fim do esconder de Hadit; e benção & adoração ao profeta da amável Estrela!

 

Capítulo III

1. Abrahadabra; a recompensa de Ra Hoor Khut.
2. Há divisão aqui rumo à terra natal; há uma palavra não conhecida. Soletrar está defunto; tudo não é qualquer coisa. Cuidado! Espere! Erija a magia de Ra-Hoor-Khuit.
3. Agora que seja primeiro entendido que eu sou um deus de Guerra e Vingança. Eu lidarei duramente com eles.
4. Escolhei vós uma ilha!
5. Fortificai-a!
6. Adubai-a com maquinaria de guerra!
7. Eu vos darei uma máquina de guerra.
8. Com ela vós derrotareis os povos; e nenhum ficará diante de vós.
9. Espreitai! Retirai-vos! Atacai-os! esta é a Lei da Batalha da Conquista: então minha adoração será pela minha casa secreta.
10. Pegai a própria estela da revelação: colocai-a em teu templo secreto - e este templo já está corretamente disposto - & será vosso Kiblah para sempre. Não irá desbotar, mas cor milagrosa voltará a ele dia após dia. Fechai-o em uma redoma de vidro como uma prova para o mundo.
11. Esta será tua única prova. Eu proibo argumento. Conquiste! Isto é suficiente. Eu facilitarei para ti a abstruição da casa mal-ordenada na Cidade Vitoriosa. Tu mesmo a conduzirás, oh profeta, embora tu não gostes. Tu terás perigo & problema. Ra-Hoor-Khu está contigo. Adora-me com fogo & sangue; adora-me com espadas e com lanças. Que a mullher seja cingida com uma espada diante de mim: que o sangue flua em meu nome. Pisa no Pagão; sê sobre eles, oh guerreiro, eu te darei de suas carnes para comer!
12. Sacrifique gado, pequeno e grande: depois uma criança.
13. Mas não agora.
14. Vós vereis aquela hora, oh Besta abençoada, e tu a Concubina Escarlate do desejo dele!
15. Vós vos entristecereis daí.
16. Não considereis avidamente demais em conquistar as promessas; não temais se submeter as maldições. Vós, mesmo vós, não conheceis este significado todo.
17. De todo não temais; não temais nem homens nem Destinos, nem deuses, nem nada. Dinheiro não temais, nem escárnio da tolice popular, nem qualquer outro poder no céu ou sobre a terra. Nu é teu refúgio assim como Hadit tua luz; e Eu sou a potência, força, vigor, de seus braços.
18. Que a piedade esteja fora: malditos aqueles que se apiedam! Matai e torturai; não vos modereis; sede sobre eles!
19. Aquela estela eles chamarão de Abominação da Desolação; conte bem seu nome, & será para ti como 718.
20. Por quê? Por causa da queda de Porque, que ele não está lá novamente.
21. Eriji minha imagem no Leste; tu comprarás para ti uma imagem que Eu te mostrarei, especial, não semelhante a que tu conheces. E será subitamente fácil para ti fazê-lo.
22. As outras imagens amontoai em meu redor para me sustentar: deixai todas serem adoradas, pois elas se agruparão para me exaltar. Eu sou o objeto visível de adoração; os outros são secretos; para a Besta & sua Noiva são eles; e para os vencedores do Ordálio x . O que é isto? Tu saberás.
23. Para perfume misture farinha & mel & grossas folhagens de vinho vermelho: então óleo de Abramelim e óleo de oliva, e depois amoleça e amacie com rico sangue fresco.
24. O melhor sangue é o da lua, mensal: então o sangue fresco de uma criança, ou pingando da hóstia do céu: então de inimigos; então de um sacerdote ou dos adoradores: por fim de alguma besta, não importa qual.
25. Isto queimai: disto fazei bolos & comei para mim. Isto tem também um outro uso: que seja colocado ante de mim, e engrossado com perfumes de teu culto: ficará cheio de besouros, tal como ele estava, e coisas sagradas rastejantes a mim.
26. Estes assassine, nominando teus inimigos; & eles cairão a tua frente.
27. Também estes gerarão desejo e poder de desejo em ti no comer deles.
28. Também vós sereis fortes na guerra.
29. Além disso, sejam eles longamente mantidos, é melhor; por eles expandi com minha força. Tudo diante de mim.
30. Meu altar é de aberto trabalho metálico: queimai sobre ele em prata ou ouro!
31. Virá um rico homem do Oeste que despejará ouro sobre ti.
32. De ouro molde aço!
33. Esteja pronto para voar ou golpear.
34. Mas teu local sagrado será intocado através dos séculos: embora com fogo e espada seja incendiado & despedaçado, ainda assim uma casa invisível lá permanece, e permanecerá até a queda do Grande Equinócio; quando Hrumachis surgir e o de dupla-baqueta assumir meu trono e lugar. Um outro profeta se levantará, e trará nova febre dos céus; uma outra mulher despertará a luxúria e adoração da serpente; uma outra alma de Deus e besta se mesclarão no sacerdote globado; um outro sacrifício maculará o túmulo; um outro rei reinará; e benção não mais será derramada Ao Místico Senhor de cabeça de Falcão!
35. A metade da palavra de Heru-ra-ha, chamado Hoor-pa-Kraat e Ra-Hoor-Khut.
36. Então disse o profeta a Deus:
37. Eu te adoro na canção -
Eu sou o Senhor de Tebas, e eu
O vate inspirado de Mentu.
Para mim desvela o véu do céu,
O sacrificado Ankh-af-na-khonsu
Cujo verbo é lei. Deixa que eu incite
Tua presença aqui, Ó Ra-Hoor-Khuit!
Ultimal Unidade demonstrada!
Adoro Teu poder, Teu sopro forte,
Deus terrível, suprema flor do nada,
Que fazes com que os deuses e que a morte
Tremam diante de Ti:
Eu, Eu adoro a ti!
Aparece no trono de Ra!
Abre os caminhos do Khu!
Ilumina os caminhos do Ka!
Nas rotas do Khabs sê tu,
Para mover-me ou parar-me!
Aum! enche meu carme!
38. De forma que tua luz está em mim; & sua flama rubra é como uma espada em minha mão para empurrar tua ordem. Existe uma porta secreta que Eu farei para estabelecer tua rota em todos os quadrantes (estas são as adorações, como tu escreveste), como é dito:
É minha a luz; faz que eu me vá
Com os seus raios. Sou o autor
De oculta porta ao Lar de Ra
E Tum, de Khephra e de Ahathoor.
Eu sou teu Tebano, Ó Mentu,
O profeta Ankh-af-na-khonsu!
Por Bes-na-Maut bato no peito;
E por Ta-Nech lanço o feitiço.
Brilha, Nuit, ó céu perfeito!
Alada cobra, luz e viço,
Abre-me tua Casa, Hadit!
Mora comigo, Ra-Hoor-Kuit!
39. Tudo isto e um livro para dizer como tu chegaste aqui e uma reprodução desta tinta e papel para sempre - pois nisto está a palavra secreta & não apenas no Inglês - e teu comento sobre este o Livro da Lei será impresso belamente em tinta vermelha e negra sobre belo papel feito à mão; e a cada homem e mulher que tu encontras, fosse apenas para jantar ou beber a eles, esta é a Lei a dar. Então talvez eles decidam permanecer nesta felicidade ou não; não tem importância. Faze isto rápido!
40. Mas o trabalho do comento? Aquilo é fácil; e Hadit ardendo em teu coração fará célere e segura tua pena.
41. Estabelece em tua Kaaba um escritório; tudo deve ser bem feito e com jeito de negócios.
42. Os ordálios tu fiscalizarás tu mesmo, salvo apenas as cegas. Não recuses ninguém, mas tu conhecerás & destruirás os traidores. Eu sou Ra-Hoor-Khuit; e Eu sou poderoso para proteger meu servo. Sucesso é tua prova; não discutas; não convertas; não fales demais! Aqueles que buscam armar-te uma cilada, derrubar-te, esses ataca sem dó nem trégua; & destrói-os por completo. Célere como uma serpente pisada e vira-te e dá o bote! Sê tu mais mortífero ainda que ele! Puxa para baixo suas almas a tormento horrível: ri do medo deles: cospe sobre eles!
43. Que a Mulher Escarlate se precate! Se piedade e compaixão e ternura visitarem seu coração; se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então minha vingança ser conhecida. Eu me matarei sua criança: Eu alienarei seu coração: Eu a expelirei dos homens: como uma encolhida e desprezada rameira ela rastejará por ruas molhadas e escuras, e morrerá fria e faminta.
44. Mas que ela se erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela obre a obra de maldade! Que ela mate seu coração! Que ela seja gritona e adúltera! Que ela esteja coberta de jóias, e ricas roupas, e que ela seja sem vergonha diante de todos os homens!
45. Então Eu a levantarei a pináculos de poder: então Eu engendrarei dela uma criança mais pujante que todos os reis da terra. Eu a encherei de alegria: com minha força ela verá & dar o golpe à adoração de Nu: ela conseguirá Hadit.
46. Eu sou o guerreiro Senhor dos Quarentas: os Oitentas se acovardam diante de me, & são afundados. Eu vos trarei a vitória & alegria: Eu estarei nas vossas armas em batalha & vós deleitareis em matar. Sucesso é vossa prova; coragem é vossa armadura; avante, avante em minha força; & vós não retrocedereis de qualquer!
47. Este livro será traduzido em todas as línguas: mas sempre com o original pela mão da Besta; pois na forma ao acaso das letras e sua posição umas com as outras: nestas há mistérios que nenhuma Besta adivinhará. Que ele não procure tentar: mas um vem após ele, de onde Eu não digo, que descobrirá a Chave disso tudo. Então esta linha traçada é uma chave; então este círculo esquadrado em seu fracasso é uma chave também. E Abrahadabra. Será sua criança & isso estranhamente. Que ele não busque após isto pois dessa forma apenas pode ele cair.
48. Agora este mistério das letras está acabado, e Eu quero prosseguir para o lugar mais santo.
49. Eu estou em uma secreta palavra quádrupla, a blasfêmia contra todos os deuses dos homens.
50. Maldição sobre eles! Maldição sobre eles! Maldição sobre eles!
51. Com minha cabeça de Falcão Eu bico os olhos de Jesus enquanto ele se dependura da cruz.
52. Eu ruflo minhas asas na face de Mohammed & cego-o.
53. Com minhas garras Eu dilacero e puxo fora a carne do Hindu e do Budista, Mongol e Din.
54. Bahlasti! Ompehda! Eu cuspo nos vossos credos crapulosos.
55. Que Maria inviolada seja despedaçada sobre rodas: por causa dela que todas as mulheres castas sejam completamente desprezadas entre vós!
56. Também por causa da beleza e do amor!
57. Desprezai também todos os covardes; soldados profissionais que não ousam lutar, mas brincam; todos os tolos desprezai!
58. Mas os afiados e os altivos, os régios e os elevados; vós sois irmãos!
59. Lutai como irmãos!
60. Não existe lei além de Faze o que tu queres.
61. Há um fim da palavra do Deus entronado no assento de Ra, tornando leves as vigas da alma.
62. A Me reverenciai! a me vinde através de tribulação de ordália, que é deleite.
63. O tolo lê este Livro da Lei, e seu comento; & ele não o compreende.
64. Que ele passe pela primeira ordália, & será para ele como prata.
65. Pela segunda, ouro.
66. Pela terceira, pedras de água preciosa.
67. Pela quarta, ultimais fagulhas do fogo intimo.
68. No entanto a todos ele parecerá belo. Seus inimigos que não dizem assim, são meros mentirosos.
69. Existe sucesso.
70. Eu sou o Senhor de Cabeça de Falcão do Silêncio & da Força; minha nêmes cobre o céu azul-noturno.
71. Salve! vós gêmeos guerreiros em volta dos pilares do mundo! pois vossa hora está próxima.
72. Eu sou o Senhor da Dupla Baqueta de Poder; a baqueta da Força de Coph Nia - mas minha mão esquerda está vazia, pois Eu esmaguei um Universo; & nada resta.
73. Empastai as folhas da direita para a esquerda e do topo ao pé: então contemplai!
74. Existe um esplendor em meu nome oculto e glorioso, como o sol da meia-noite é sempre o filho.
75. O fim das palavras é a Palavra Abrahadabra.
O Livro da Lei está Escrito e Oculto.
Aum. Ha.

Liber Oz - A declaração Thelêmica dos direitos do Homem - Escrito por Aleister Crowley

Liber OzLiber LXXVII

"a lei do forte: esta é a nossa lei e a alegria do mundo." AL. II. 2

"Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei." --AL. I. 40

"tu não tens direito a não ser fazer a tua vontade. Faze aquilo, e nenhum outro dirá não." --AL. I. 42-3

"Todo homem e toda mulher é uma estrela." --AL. I. 3

Não existe deus senão o homem.
1. O ser humano tem o direito de viver por sua própria lei--
de viver da maneira como quiser viver: de trabalhar como quiser: de brincar como quiser: de descansar como quiser: de morrer quando e como quiser.
 
2. O ser humano tem o direito de comer o que quiser:
de beber o que quiser: de morar onde quiser: de se mover como quiser sobre a face da terra.
 
3. O ser humano tem o direito de pensar o que quiser:
de falar o que quiser: de escrever o que quiser: desenhar, pintar, lavrar, estampar, moldar, construir como quiser: de se vestir como quiser.
 
4. O ser humano tem o direito de amar como quiser:--
"tomai vossa fartura e vontade do amor como quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes." --AL. I. 51
 
5. O ser humano tem o direito de matar esses que quereriam contrariar estes direitos.
"os escravos servirão." --AL. II. 58
"Amor é a lei, amor sob vontade" --AL. I. 57

Liber B vel Magi - Um tratado do Grau de Magus, o mais alto grau que se é possível manifestar neste plano. Ou assim dizem os Mestres do Templo - Escrito por Aleister Crowley

Sigilo da Santa Fraternidade Astrum Argentum
A∴A∴ Publicação em Classe A.
sub figurâ I

00. Um é o Magus: duas Suas forças: quatro Suas armas. Estes são os Sete Espíritos da Injustiça; os sete abutres do mal. Assim é a arte e o ofício do Magus apenas glamour. Como Ele destruirá a Si?

0. Porém o Magus tem poder sobre a Mãe tanto diretamente quanto através do Amor. E o Magus é Amor, e une Aquilo e Isto em Sua Conjuração.

1. No princípio o Magus fala a Verdade, e envia a Ilusão e a Falsidade para escravizar a alma. No entanto ali está o Mistério da Redenção.

2. Por sua Sabedoria Ele fez os Mundos; a Palavra que é Deus não é nenhum outro senão Ele.

3. Então como Ele finalizará Sua fala com Silêncio? Pois Ele é Fala.

4. Ele é o Primeiro e o Último. Como Ele deixará de Se numerar?

5. De um Magus este escrito é anunciado através da mente de um Magister. Um profere claramente, e o outro compreende; embora a Palavra seja falsidade, e o Entendimento escuridão. E essa declaração é De Todo Verdade.

6. Todavia está escrito; pois há tempos de trevas, e isso é como uma lâmpada ali.

7. Com a Baqueta Ele cria.

8. Com a Taça Ele preserva.

9. Com a Adaga Ele destrói.

10. Com a Moeda Ele redime.

11. Suas armas completam a roda; e sobre Que Eixo isso gira não é do conhecimento Dele.

12. De todas essas ações Ele deve cessar antes que a maldição de Seu Grau seja enaltecida Dele. Antes que Ele alcance Aquilo que existe sem Forma.

13. E se neste momento Ele estiver manifesto sobre a terra como um Homem, e por essa razão o presente é escrito, que este seja o Seu método, que a maldição de Seu grau e o fardo de Sua consecução, sejam enaltecidos Dele.

14. Que Ele se acautele da abstinência de ação. Pois a maldição do Seu grau é que Ele deve falar a Verdade, afim de que a Falsidade disso possa escravizar as almas dos homens. Então que Ele profira sem Medo, que a Lei possa ser cumprida. E de acordo com Sua Natureza Original essa lei será moldada, de tal forma que alguém possa manifestar a gentileza e a quietude, sendo um Hindu; e outro a ferocidade e a servidão, sendo um Judeu; e ainda outro ardor e virilidade, sendo um Árabe. Contudo, este assunto toca o mistério da Encarnação, e não está para ser declarado aqui.

15. Agora o grau de um Magister ensina o Mistério do Sofrimento, e o grau de um Magus o Mistério da Mudança, e o grau de Ipsissimus o Mistério da Ausência do Eu, que também é chamado de o Mistério de Pã.

16. Então que o Magus contemple cada um por um, erguendo-o ao poder final da Infinidade. No qual o Sofrimento é Alegria, e Mudança é Estabilidade, e Ausência de Eu é Eu. Pois a interação das partes não tem efeito sobre o todo. E esta contemplação não será realizada por uma simples meditação - muito menos pela razão! mas pelo método que terá sido dado a Ele em Sua iniciação ao Grau.

17. Seguindo tal método, será fácil para Ele combinar essa trindade de seus elementos, e ainda combinar Sat-Chit-Ananda, e Luz, Amor, Vida, três a três em nove que são um, em que o sucesso da meditação será Aquilo que Lhe foi primeiro esboçado no grau de Practicus (que reflete Mercúrio no mundo mais baixo) em Liber XXVII, “Aqui está o Nada sob suas três Formas”.

18. E esta é a Abertura do Grau de Ipsissimus, e pelos Budistas é chamado de transe Nerodha-Samapatti.

19. E ai, ai, ai, sim ai de, e novamente ai, ai, ai, sete vezes Daquele que não prega a Sua lei aos homens!

20. E ai também Daquele que recusa a maldição do grau de um Magus, e o fardo da Consecução disto.

21. E que na palavra CHAOS o livro seja selado; sim, que o Livro seja selado.

Liber CCCXXV - A Operação de Bartzabel - Escrito por Aleister Crowley

1910 E.V.

Sigilo da Santa Fraternidade Astrum Argentum

A∴A∴
Publicação em Classe C
{Esta edição foi preparada cruzando-se a edição do Equinócio I(9) com a do Equinócio IV(2). Boa parte das conjurações rimavam no original. Notas de H.B. entre colchetes. Notas de S.R. entre chaves. O imprimatur é da linhagem http://outercol.org:}

V. Praemonstrator
V.V. Imperator
S.U.A. Cancellarius

 

Introdução1

Na primavera [de 1910 E.V.], no dia 9 de maio, uma evocação de Bartzabel, o espírito de Marte, foi feita, com tanto sucesso que uma descrição foi necessária. Meus assistentes foram Comandante Marston R. N., um dos mais altos oficiais do Almirantado, e Leila Waddell, uma violinista australiana que eu havia conhecido há pouco, e que apelou à minha imaginação2.
No Triângulo estava Frater Omnia Vincam3, para servir como uma base material através do qual o espírito pudesse se manifestar. Aqui havia uma inovação surpreendente na tradição4. Eu escrevi, além disso, um ritual sobre princípios inteiramente novos. Eu mantive os nomes e fórmulas cabalísticos, mas escrevi a maior parte da invocação em poesia. A ideia era estimular o entusiasmo mágico através da euforia induzida pela música.
Eu obtive uma grande quantidade de conhecimento valioso do espírito, mas o item mais interessante foi este: Marston, lembrando-se de seu dever oficial, perguntou: “Nação se erguerá contra nação?”, seguida de perguntas mais detalhadas ao receber uma resposta afirmativa. Soubemos assim que em cinco anos a partir daquela data haveriam duas guerras; o olho do furacão da primeira seria a Turquia, e da segunda seria a Alemanha, e o resultado seriam a destruição destas duas nações. Eu só me lembrei disso após chegar em Nova Iorque no final de 1914. Por sorte eu tinha o ritual com a questão e a resposta escritas na época, e um relato destas predições, representado precisamente, apareceu no New York World5




Liber CCCXXV - A Operação de Bartzabel
Uma Evocação de Bartzabel
O Espírito de Marte

AS FORMULÆ DA MAGIA DA LUZ,
que sejam poderosas na
EVOCAÇÃO
do
ESPÍRITO
ברצבאל


Prólogo

A Cerimônia consiste em Cinco Partes:
  • Os Banimentos e Consagrações.
  • A Preparação Especial da Base Material.
  • As Invocações Características das Forças de Marte.
  • As Interações com Bartzabel, esse poderoso Espírito.
  • O Encerramento.


Gloria Deo Altissimo
Ra Hoor Khuit
in nomine Abrahadabra et in hoc signo
6

O Círculo tem um Pentágono inscrito, e um Tau dentro deste.  De fora estão 5 pentagramas com 5 lâmpadas rubi.  Há um Altar com o Quadrado de Marte e o Selo de Marte.  O triângulo tem os nomes Primeumaton, Anaphaxeton, Anapheneton e Mi-ca-el dentro dele.  Além disso, o Sigilo de Bartzabel, e seu nome.  Ao redor do Círculo há o nome אלהים.


O Círculo e o Triângulo da Arte (reconstrução).
O Sigilo de Bartzabel aparece dentro do Triângulo. As proporções do Círculo ao Triângulo são Salomônicas (3:1).
O Magus Chefe veste o robe de um Adepto Maior, e a coroa Uraeus e o nêmes.  Ele carrega o Lámen de Hiereus e o 1º Talismã de Marte.  Ele tem como armas a Lança e a Espada, também o Sino.
O Magus Assistente veste o Robe de um Probacionista e um nêmes de branco e ouro.  Ele atende às Sufumigações da Arte.  Ele porta o 3º Talismã de Marte (a partir da Chave de Salomão), e a Tocha consagrada. 
O Magus Ajudante [3º M.] é vestido como sua irmã7, mas porta o 5º Talismã de Marte.  Ele atende às Lustrações da Arte.  Ele carrega o Livro e a Pena.
Diagrama do topo do altar 
O Altar da Operação de Bartzabel. Visão do topo, mostrando o Kamea de Marte e a disposição das armas mágicas. Sobre o altar estão:
  • A Imagem de Isis.
  • A Imagem de Ra Hoor Khuit.
  • A Imagem de Khem.
  • O Óleo Santo.
  • O Sino.
  • O Buril.
  • O Incensório.
  • A Taça.
  • O Lámen.
  • A Corda.
  • A Lança.
  • A Espada.
  • A Tocha [não no diagrama]
Sobre o Altar está a imagem de Ra Hoor Khuit, Isis é o Oriente sua Mãe, Khem é o Ocidente o confrontando.  No Sul está o Incensário, no Norte a Taça.
A Base Material [B.M.] é mascarada, e vestida de vermelho.
Sobre o Altar também estão a corda, o buril, o óleo, e o Lámen de Marte8 para a Base Material.
Todas as Lâmpadas estão acesas.


Parte I – Os Banimentos e as Consagrações

M.C. Ao altar, ajoelhado em humildade.
2º M. Com a espada do M.C.
3º M. Em outra câmara com a B.M.

M.C. ו
2º M. Executa os Rituais de Banimento do e do em torno de toda a sala9, e devolve a Espada ao Altar.
O 3º M. Purifica a B.M. com água pura, dizendo:
Asperge eum Domine hyssopo et mundabitur; lavabis eum et super nivem dealbabitur10.
Ela o mascara com a máscara e o robe de Marte, dizendo:

[3º M.] 
Pelo mistério figurativo destas vestes sagradas de ocultamento, o Senhor te veste com o Véu do Mistério na força do Altíssimo ANCOR AMACOR AMIDES THEODONIAS ANITOR a fim de que o nosso fim desejado possa ser realizado através de tua força, Adonai, a quem seja a Glória in Sæcula sæculorum11 A M E N12.
Ela o leva ao seu lugar no Triângulo.
O Mago Chefe agora se levanta, e pega a Lança do Altar.
O 3º M. vai para a estação.

M.C. 
Saudações a Ti, Ra Hoor Khuit, que és o Senhor do Æon!
Seja esta Lança consagrada
Uma coisa de prazer, uma coisa de medo!
Alegria a mim que a empunho! –
Meu coração, seu vigor a protege!
Medo àqueles que a enfrentam –
A força deles, que o medo a desgrace!
Seja um raio do Altíssimo,
Um relance de Seu olhar vigilante!
Me arme, me arme, no combate
Que deve ser combatido neste dia terrível!
Ele alcança a Lança para o 2º Magus segurar.
O Magus chefe pega a Espada.

M.C.
Saudações a Ti, Ra Hoor Khuit, que és o Senhor do Æon!
Seja esta Espada consagrada
Não abominável diante do Senhor!
Uma guarda de Aço, uma língua de fogo
Escrevendo em adamantino o Seu Nome!
Pujante contra as Hostes do Mal!
Uma cerca poderosa contra o Diabo!
Uma cobra de relâmpago para destruir
Aqueles que Injuriam e Perturbam!
Me arme, me arme, no combate
Que deve ser combatido neste dia terrível!
Ele alcança a Espada para o 3º Magus segurar.
O Magus Chefe levanta as mãos sobre o Altar.

M.C.
Saudações a Ti, Ra Hoor Khuit, que és o Senhor do Æon!
Seja este Altar consagrado
Um sinal de estabilidade segura!
A Vontade e a Coragem nunca vacilam,
O pensamento se dissolve na Divindade!
Que teu sorriso curvando divinamente,
Isis, abençoe nossa artimanha negra!
Santo Falcão, nosso feito inabalável
Seja teu sacrifício favorito!
Santo Khem, nosso vigor animador,
Nós pagamos o preço sacerdotal.
Salve, Ra Hoor, teu raio repercutindo avante
Consagra os instrumentos,
Teu poder Onipotente controlando
Ao Evento os eventos do dia!
Me arme, me arme, no combate
Que deve ser combatido neste dia terrível!
C. pega a Lança do 2º M. e lhe dá o Incensário e a Tocha; pega a Espada do 3º M. e lhe dá a Taça, o Livro e a Pena.


Parte II – A Prepração Especial da Base Material

C. vai para o ápice do triângulo.  Os outros o apoiam na base.  Ele pega a corda do altar.

M.C. 
Frater [Omnia Vincam]! Assim como tu estás vendado salvo apenas por aquela luz e visão que eu posso te dar, assim agora eu te amarro, para que tu possas estar por um momento sujeita à minha vontade e somente a minha. 
Amarra as mãos e os pés. Pega a Lança do altar.
E já que tu estás fora do círculo no lugar do triângulo, com esta Lança eu invoco sobre ti a proteção de Ra Hoor Khuit, de modo que nenhuma força nem do Céu e nem da Terra, nem debaixo da terra, possa agir sobre ti, salvo apenas aquela força que eu invocarei dentro de ti.
Bahlasti!  Ompehda!
Então, eu estando armado e exaltado ao Poder do Altíssimo, coloco sobre a tua cabeça esta gota de óleo consagrado, de modo que o raio da Divindade possa iluminar-te.
E eu coloco este santo beijo sobre teu pescoço, de modo que a tua mente possa ser favorável a nós, aberta às nossas palavras, sensível do poder de nossas conjurações.
E com este buril eu tiro de teu peito cinco gotas de sangue, de modo que teu corpo possa ser o Templo de Marte.
Por isso também eu te ordeno a repetir após mim: eu me submeto a ti e a esta operação; eu invoco os Poderes de Marte a manifestarem-se dentro de mim.
Feito. O M.C. coloca ao redor do pescoço dele o Lámen de Marte.
Os Magi voltam ao círculo, e se viram para o leste.

M.C.
Agora, Irmãos, já que estamos prestes a encetar uma Operação de tamanho perigo, é justo que façamos para nós mesmos uma fortaleza de defesa no nome do Altíssimo, Elohim.  Frater Magus Ajudante, eu te ordeno que purifique o local com Água.
O 3º M. asperge três vezes ao redor do círculo caminhando no sentido anti-horário.

M.C.
Assim, portanto, primeiramente o Sacerdote que governa os trabalhos do Fogo, deve aspergir com as águas do mar que ressoa alto. Frater Magus Assistente, eu te ordeno que consagre o local com o Fogo.
O 2º M. incenseia ao redor do círculo três vezes, caminhando no sentido anti-horário.

M.C.
Então quando todos os fantasmas estiverem desaparecidos, e através do Universo lança e relampeja aquele Fogo sem forma e santo – Ouça Tu a Voz do Fogo!
O M.C. pega a Espada.
O Senhor é a minha fortaleza e o meu salvador; meu Deus, em quem eu confio13.
Caminharei sobre o leão e a cobra; o jovem leão e o escorpião que eu piso sob meus pés14.
Porque ele pôs seu Amor sobre mim, portanto eu o entregarei: colocá-lo-ei no alto, porque ele sabe Meu Nome15.
O M.C. circumbula no sentido anti-horário três vezes com a espada.
Saudações a Ti, Ra Hoor Khuit, que és o Senhor do Æon!
Seja esta Torre consagrada
Um lugar de poder nesta hora terrível!
Que os nomes de Deus que nos circundam
Sejam o nosso sinal de que ele nos ouviu
Pelas cinco Estrelas vigilantes
Protege-nos da fúria de Marte!
Pela cruz do Deus ereto
Seja Ele perfeito para proteger!
Me arme, me arme, no combate
Que deve ser combatido neste dia terrível!
Agora ele conjura o Cão do Mal16.
Levanta-te, Cão do Mal, para que eu possa instruir-te em teus atuais deveres.
Em nome de Hórus, digo a ti, Levanta-te.
Tu estás preso.
Confesse tu que assim é.
Eu o fiz em nome e no poder de Hórus.
A menos que tu te mostres em minha defesa, tu estás cego, e mudo, e paralisado: mas tu ouvirás as maldições de teu Criador, e tu sentirás os tormentos de minha ira vingadora.
Portanto, sê tu obediente a mim, como um guarda contra os que me odeiam.
Que as tuas mandíbulas sejam terríveis como o céu partido pela tempestade.
Que o teu rosto seja como um redemoinho de ira e fúria contra o inimigo.
Levanta-te, eu digo, e me ajude e me guarde nesta Operação da Arte.
Ó tu! cuja cabeça é do fogo mais negro!
Tu, cujos olhos são como colunas de fumaça e chamas!
Tu, de cujas narinas sai o sopro de destruição!
Tu, cujo corpo é de ferro e de bronze, amarrado com força superior: cingido com o poder da força vingadora terrível e cega – sob meu controle, e somente meu!
Tu, cujas garras são como flechas de aço girando para rasgar as próprias entranhas de meus adversários.
A ti, a ti, eu invoco para meu auxílio!
Em nome de Hórus: erga-te: mova-te: apareça:
E me auxilie e me guarde nesta Operação da Arte!
Levanta-te, Cão do Mal, para guardar o Abismo da Altura!
Levanta-te, eu digo, para guardar os Quatro Quadrantes: o Abismo do Norte; o Abismo do Sul; o Abismo do Oriente; o Abismo do Ocidente.
Levanta-te, eu digo, para guardar o Abismo da Grande Profundeza.
Hórus é quem deu este comando.
Sê tu terrível contra todos aqueles que me odeiam!
Sê tu forte para me defender dos Malignos!
Nos confins da Matéria: no Limiar do Invisível: sê tu meu
Vigilante e meu Guardião!  Diante da face dos Habitantes das Moradas da Noite!
Como uma espada flamejante virando de todos os jeitos para guardar as portas de meu Universo: que tua força brilhe avante!
Nada pode parar-te enquanto te puserdes em minha defesa.
Em nome de Hórus: Erga-te, Mova-te e Apareça: Sê tu obediente a mim: porque eu sou o Mestre das Forças da Matéria: o Servo do teu
Mesmo Deus é meu Nome: o verdadeiro Adorador do Altíssimo.
Agora muito incenso é queimado, e há uma pausa.

Parte III – As Invocações Características das Forças e Marte

M.C. ו     ו ו ו ו
O M.C. primeiramente realiza o Ritual de Invocação de Marte. . Os Adeptos estão nas pontas do Tau.

M.C. Assim como antigamente vieram três Magi dos confins da terra para adorar a Estrela Quíntupla, assim viemos nós, ó Senhor, armados para a obra santa de uma Evocação de Bartzabel o espírito de Marte, que é obediente à Inteligência Graphiel, escolhido dos Serafins que seguem Kamael o Grande Arcanjo que serve a Deus sob seu nome de Elohim Gibor, uma faísca de Tua luz intolerável, Ra Hoor Khuit!
Portanto, ouve Tu o Juramento de Compromisso que assumimos diante de Ti. 

O Magus Chefe aponta a Espada para baixo sobre o ápice do Triângulo de R.H.K. e os outros Magi colocam suas mãos sobre o punho da espada.

Nós, Perdurabo, um Neófito da A∴A∴, All for Knowledge, um Probacionista da A∴A∴, e Αγαθα, uma Probacionista da A∴A∴, juramos a Ti, ó Senhor Deus, pela Tua própria onipotência, por Tua força e fogo, pelo Teu brilhante olho de Falcão e Tuas poderosas asas impetuosas: que todos nós aqui neste lugar e neste momento nos dedicamos totalmente, mente, corpo e bens, em todos os momentos e em todos os lugares sejam quais forem ao estabelecimento de Teu santo Reino.
E se falharmos nisto, que sejamos queimados e consumidos pelo Olho Vermelho de Marte!

Os Magi voltam às posições.

E este nosso propósito é quíntuplo:
Em primeiro lugar, que o reino de Ra Hoor Khuit possa ser estabelecido no Æon.
Em segundo lugar, que possamos ter sucesso nesse objetivo em particular do qual não se é permitido falar, até mesmo diante de Ti.
Em terceiro lugar, que tenhamos poder para ajudar os mais fracos.
Em quarto lugar, que possamos ser preenchidos pela Coragem e pela Energia de Marte para a Realização da Grande Obra.
E, por último, para que possamos obter o serviço de Bartzabel a fim de que ele seja obediente a nós teus servos, que entre ele e nós haja paz, e que ele possa estar sempre pronto para vir quando ele for invocado e chamado à tona.
Agora, porque em tal obra não é possível a nós fazer qualquer coisa que seja de nós mesmos, humildemente apelamos a Teu poder Onipotente, suplicando ajoelhados por Tua graça e Tua ajuda.

Os Magi se ajoelham aos três lados do altar, todos segurando a lança da maneira adequada17.


Diagrama mostrando como os Magi seguram a Lança. 

Eu Te adoro na Canção:
Eu sou o Senhor de Tebas, e eu
O vate inspirado de Mentu;
Para mim desvela o céu velado,
O sacrificado Ankh-f-n-Khonsu
Cujas palavras são lei.  Eu invoco, eu saúdo
Tua presença aqui, ó Ra-Hoor-Khuit!

Ultimal unidade demonstrada!
Adoro o poder de Teu sopro forte,
Supremo e terrível Deus,
Que fazes com que os deuses e que a morte
Tremam diante de Ti:
Eu, eu adoro a ti!
Aparece no trono de Rá!
Abre os caminhos do Khu!
Ilumina os caminhos do Ka!
Corra pelos caminhos do Khabs
Para mover-me ou parar-me!
Aum! que isso me complete!

Todos dizem, repetidamente:
A Ka dua
Tuf ur biu
Bi a’a chefu
Dudu ner af an nuteru!

Quando o Magus Chefe estiver satisfeito com a Descida de Deus, que todos se levantem e que o M.C. diga:

De modo que Tua luz está em mim; e sua flama rubra é como uma espada em minha mão para promover a tua ordem.  Há uma porta secreta que eu farei para estabelecer o teu caminho em todos os quadrantes . . . conforme é dito:
A Luz é minha; seus raios consomem
A mim: eu fiz uma porta secreta
Ao Lar de Ra e Tum,
De Khephra, e de Ahathoor.
Eu sou teu Tebano, ó Mentu,
O profeta Ankh-f-n-khonsu!
Por Bes-na-Maut meu peito bato;
Pela sábia Ta-Nech eu teço meu feitiço.
Mostra teu esplendor-estrelado, ó Nuith!
Oferece-me o interior de tua Casa para morar,
Ó cobra alada de luz, Hadith!
Mora comigo, Ra-Hoor-Kuit!

O Magus encara o Fogo, e os outros o suportam.

Salve! Salve! Salve! Salve! Salve!
Enviai uma centelha de Tua luz e força ilimitadas, nós Te suplicamos, que isso possa aparecer no Céu de Marte como o Deus Elohim Gibor.
Ó glória alada de ouro!  Ó plumas da justiça e sobrancelhas severas da majestade!
Ó guerreiro armado com lança e escudo!  Ó força virgem e esplendor como o da primavera!  Que corres em tua Carruagem de Ferro acima da Tempestade sobre o Mar!  Quem atirastes as Flechas da Lua!  Que empunhas as Quatro Armas Mágicas!  Que és o Mestre do Pentagrama e da fúria flamejante do Sol!
Vinde a mim, ó tu grande Deus Elohim Gibor, e envie teu Anjo Kamael, mesmo Kamael o poderoso, o Líder dos teus Exércitos as tuas Serpentes ardentes, os Serafins, a fim de que ele possa responder aos meus pedidos.
Ó chama púrpura que se assemelha à roda rodopiante da Vida!  Ó ombros fortes e seios virginais e pernas que dançam!
Kamael! Kamael! Kamael! Kamael!
Vejo-te diante de mim, ó tu grande Arcanjo!  Não és tu o Líder dos exércitos do Senhor?  Das serpentes cinzentas sobre cujas cabeças estão as triplas coroas de luz espiritual, e cujas línguas são triplamente bifurcadas com o julgamento?  Cujos corpos são como o Sol em sua força, cujas escamas são do adamantino de Vulcano, que são esguias e esplêndidas e virginais conforme correm flamejando sobre o mar fustigado?
Vinde a mim, Kamael, tu arcanjo poderoso, e envie a mim Graphiel aquela grande inteligência de ti, para que ele possa responder à minha ordem.
Ó lua, que navegastes sobre os ombros do Sol!  Cujo corpo guerreiro é como o aço em brasa!  Cujos membros virgens e asas douradas movem-se como o milho maduro à carícia da tempestade!
Ó tu que empunhas a Espada e a Balança de Poder!
Graphiel! Graphiel! Graphiel! Graphiel! Graphiel! Graphiel!
Vinde a nós, tu inteligência brilhante de Marte, e responda minha ordem.  Em nome de Kamael teu Senhor, eu digo: Mande o espírito Bartzabel que está sob o teu domínio se manifestar dentro deste triângulo da Arte, no Ruach da base material que está consagrada a este trabalho, dentro desta forma humana pura e bela que está preparada para a sua habitação.
E agora eu te vejo, ó cabeça sombria e enganosa, que preencherei com a sagacidade e a verdade; tu coração orgulhoso que eu humilharei e tornarei puro; tu corpo gelado que eu moldarei em uma chama viva de ametista.  Tu ser assexuado de quem farei o filho perfeito de Hermes e Afrodite que é Deus; tu boi sombrio que transformarei no Touro da Terra; tu casa do ócio onde estabelecerei o Trono da Justiça.
Bartzabel! Bartzabel! Bartzabel! Bartzabel! Bartzabel! Bartzabel!
Saí, e manifestai além das barreiras!
Adiante do palácio das estrelas seráficas!
Vinde, ó Bartzabel, espírito de Marte!
Vinde: Eu te liberto das correntes do Inferno,
Vinde: Eu te confino no invisível
Para ser meu escravo, ó espírito Bartzabel!
Pela lança, pela espada, pelo encanto,
Vinde a mim, Bartzabel!
Pela palavra que abriu o inferno!
Vinde a mim, Bartzabel!
Pelo poder do manto forrado da pantera,
Vinde a mim, Bartzabel!
Pela cidadela circulante,
Vinde a mim, Bartzabel!
Por esta mente de milagre
Vinde a mim, Bartzabel!
Por Ra Hoor Khuit, por Elohim Gibor,
Por Kamael e os Serafins; por Hoor,
Khem, e Mentu, e todos os Deuses da Guerra,
Ares e Marte, e Hachiman e Thor,
E por teu mestre, Graphiel,
Vinde a mim, Bartzabel!

E se ele não vier, que o Magus Chefe e seus assistentes se humilhem poderosamente, e repitam estas invocações sagradas, até mesmo três vezes.
E se ainda assim ele for obstinado e desobediente às Palavras de Poder, o Magus Chefe assumirá a dignidade de Khem, e o conjurará e o amaldiçoará da forma que achar adequado.  No entanto, se os ritos foram devidamente executados, ele certamente terá se manifestado antes disso.
E provavelmente estes serão os sinais da manifestação:
Uma luz vermelha18 brilhará levemente ao redor da forma da Base Material; ou até mesmo um brilho escuro castanho-besouro ou preto.  E o rosto dela será impregnado de sangue, e o Coração baterá violentamente, e suas palavras serão rápidas e abundantes e violentas.  A voz dela deve se alterar completamente; ela pode se tornar profunda e rouca, ou pelo menos tensa e espasmódica, e pode ser que ela sofra o tormento do fogo.
À aparição do Espírito, muito incenso é atirado no Incensário.

Parte IV – As Interações com Bartzabel, esse Poderoso Espírito

O Comando

 

M.C.

Salve, Bartzabel, e seja bem-vindo, tu poderoso espírito de Madim!
Bem-vindo para nós és tu que vens em nome de Graphiel e de Kamael e de Elohim Gibor e de Ra Hoor Khuit e do Senhor do Æon.
Conjuro-te a responder e obedecer.
  • Como o Reino do Æon deve ser estabelecidos?
  • O sucesso atenderá àquele objetivo em particular do qual não é permitido falar?
  • Obteremos o poder para ajudar os mais fracos; de que maneira?  Nos dê um sinal.
  • Dê-nos um sinal da Coragem e da Energia de Marte que flui e fluirá para sempre através de nós por virtude desta cerimônia.
  • Por fim, ó Espírito Bartzabel, coloque tuas mãos sobre esta espada, cuja ponta eu então colocarei sobre a tua cabeça, e jure fidelidade e obediência a mim por Ra Hoor Khuit, o Senhor do Æon, dizendo após mim:

Eu, Bartzabel, o Espírito de Marte, juro pela glória Dele que é o Senhor do Æon, e pelo Poder de Elohim Gibor, e pelo Temor de Kamael e das Hostes de Serpentes Ardentes, e por Graphiel cuja mão é pesada sobre mim – nomes diante dos quais eu tremo a cada dia – que eu pontualmente cumprirei esta presente ordem, não pervertendo o sentido da mesma, mas obediente ao mais íntimo pensamento do Magus Chefe; que eu serei sempre o servo disposto a ti e aos teus companheiros, um espírito da Verdade em Força e Fogo; que na partida não farei nenhum mal a qualquer pessoa ou coisa, e em particular que a Base Material não sofrerá através desta cerimônia, mas que será purificada e fortalecida através dela; que eu estarei em paz contigo e nunca procurarei te ferir, mas sim defendê-lo contra todos os teus inimigos, e trabalharei eternamente pelo teu bem-estar; enfim, que eu estarei pronto para vir a ti para te servir quando quer eu for invocado e convocado, seja por uma palavra, ou uma vontade, ou por esta grande e potente conjuração da Arte Mágica. A M E N.

 

O Registro da Operação19

[Em resposta à primeira questão, “Como o Reino do Æon será estabelecido?”]

B. Eu posso não dizer essa coisa a menos que tu dê o sinal da 3ª Cripta. Eu te direi o sinal que te foi dado secretamente na 3ª Cripta.

M.C. O que você tem a ver com a 3ª Cripta?

B. Eu te dei o sinal. O Æon será reestabelecido quando a criança assassinada for colocada sobre o Altar de Ra Hoor Khuit.

M.C. Diga mais em relação a esta criança. É aquela criança que foi levada à morte por Ouarda?

B. Não.

M.C. (Repetiu.)

B. Ele nascerá da 3ª lótus da 7ª estrela .

M.C. Fale. Tu não sofrestes os tormentos de Graphiel? Fale claramente.

B. Eu não quero ser aprisionado nesta forma. O que tu queres?

A Questão não foi registrada no momento, mas uma nota posterior pela mão de Crowley diz “tempo de sacrifício, provavelmente a segunda questão ‘O sucesso atenderá àquele objetivo em particular do qual não é permitido falar?’”.

B. 4º mês do 3º ano do Æon – tu não estarás lá.

M.C. Essa hora já passou. Não minta... (etc)

B. Porque eu deveria te dizer, quem és tu?

M.C. Eu sou... (etc) Fale novamente com respeito ao sacrifício a Ra Hoor Khuit.

B. Eu não sei.

M.C. A criança assassinada.

B. Eu menti.

M.C. Diga a verdade.

B. Não posso.

M.C. Eu te obrigo.

B. Pergunte novamente.

M.C. Quem é a criança?

B. Pergunte novamente.

M.C. (Repete a questão.)

B. Ela será a criança de e Saturno. Ele portará sobre sua nuca o sétuplo da meia-noite. Ele será assassinado conforme foi dito naquele lugar que só tu e outro sabem.

M.C. Vivit20?

B. Vivit21.

M.C. Quo22?

B. Ele habita naquele lugar – eu não tenho palavras.

M.C. Fale em figuras, etc. Cabala, etc.

B. Ele será visto próximo a uma corrente de água correndo entre duas montanhas. A criança ainda não está nascida. Ele será a criança daqueles que buscaram amor no vale dos s, habitaram temporariamente em uma caverna, e estiveram sobre o cume de Abiegnus.

M.C. Então este sacrifício está para vir?

B. Sim.

M.C. Qual é seu número?

B. 43.

M.C. Tu mentistes.

B. 77-91.

M.C. E o grande número?

B. Não direi.

M.C. (O comanda a responder.)

B. Não posso dizer.

M.C. (Intimidando.)

B. Não me pergunte isso.

M.C. (Repete.)

B. 8.

M.C. E quando o sacrifício será realizado? Tu mentistes dizem em breve.

B. Será realizado três vezes.

M.C. Quando será a segunda vez?

B. 2º ano, 3º mês, 22º dia, 9ª hora.

M.C. E o terceiro sacrifício?

B. 130º ano, 6ª , 2º dia, 4ª hora, 8ª hora, e 12ª hora – estas coisas serão cumpridas23. Deixe-me ir.

M.C. intimida e alerta que B. fale a verdade.

M.C. O objetivo privado sucederá, etc.?

B. Sim.

M.C. Como sabes tu que nossos pensamentos coincidem?

B. Pelos símbolos vejo.

M.C. Quais são eles?

B. Rosa e Cruz (Seguidos).

M.C. Me dê os símbolos específicos.

B. Serpente prateada, lua minguante e 12 triunfante e três submerso no mar da matéria. 7 s no horizonte por um sinal.

M.C. O coração perecerá?

B. Sim.

M.C. E por aquilo que é jurado destruí-lo?

B. Sim – isso e outra coisa.

M.C. Que coisa?

B. Uma maldição negra.

Terceira Questão. Re: ajudando o fraco. [“Obteremos poder para ajudar o fraco; de que maneira? Nos dê um sinal.”]

B. Tu tomarás aqueles que estão aptos – e eles ajudarão o fraco.

M.C. Que sinal será dado a nós? 

B. Uma espada e um anel. Anel = serpente prateada com olhos de rubi ao redor de uma opala. 

M.C. Tu mentistes acerca da serpente porque a serpente prateada é assunto de meus pensamentos. Em relação ao sinal da espada, explique. 

B. Uma espada de destruição e sacrifício. 

M.C. Como isso ajuda o fraco? 

B. Assinando-os. 

M.C. Quando o sinal da espada será dado? 

B. 17 dias, 303 dias, e então o 560º dia a partir de agora. 

M.C. Quando o sinal da espada será dado? 

B. Após 3s. 

Quarta Questão. [“Nos dê um sinal da Coragem e da Energia de Marte que flui e sempre fluirá através de nós por virtude desta cerimônia.”] 

B. Um Tau negro invertido (de cabeça para baixo). Posso partir? 

M.C. Não. 

A.F.K.24 As nações da Terra se erguerão umas contra as outras? 

B. Quando? 

A.F.K. Em breve. 

B. Sim. 

M.C. Quando? 

B. Dentro de 5 anos. Turquia e Alemanha. 

 

A Bênção

[M.C.] Que Ra Hoor Khuit te abençoe!
Que a Sua luz brilhe eternamente em tua escuridão!
Que a Sua força torne eternamente segura a tua fraqueza!
Que a Sua bênção esteja sobre ti para todo o sempre!
Sim, verdadeiramente e Amém, que a Sua bênção esteja sobre ti para todo o sempre!

 

A Licença para Partir

Agora, ó tu Espírito Bartzabel, uma vez que tu viestes ao meu pedido e jurastes fé e lealdade a mim pelo Senhor do Æon, eu te deixo partir em paz com a bênção do Senhor até o momento em que eu tiver a necessidade de ti.

 

Parte V – O Encerramento

Que o Magus Chefe realize o Ritual de Banimento de Marte, dê grandes Graças ao Senhor do Æon, e realize os Rituais Menores do Pentagrama e do Hexagrama.

 

Resumo, de Frater Perdurabo

1. [linha excluída] ... Bartzabel, não tendo aprendido que Um é melhor do que Dois.
2. A “criança assassinada”.
Existem três. Uma –data lida de minha aura por Bartzabel — é passada. A 3ª Lótus da 7ª Estrela, Criança da ☽ e ♄ que parece e referir a um assunto só conhecido por mim e um outro.
Mas este lugar é o lugar da C[idade] das P[irâmides]? Isso também só é conhecido por mim e um outro e satisfaz a descrição.
Os números 44—77—91—8 são obscuros. Tempo 2 anos 3 meses 22 dias 9 horas a partir de agora, isto é, de por volta do final de julho de 1912.
O terceiro sacrifício está distante e não importa para nós agora.
O “objetivo privado” pode ser idêntico a este 2º sacrifício; pois as 7 estrelas estão no (ou próximo do) horizonte naquele lugar secreto.
A maldição negra —
O sinal da Espada – 17 dias, isto é, 25 de maio, e data de 1911.
O sinal do Anel – antes de 3 semanas, isto é, domingo, 29 de maio.


1 [Adaptado do Confessions, datilografado; ver edição resumida, p. 629.]
2 [G. M. Marston (Frater All For Knowledge) era um Probacionista 0○=0□ da A∴A∴. Crowley dedicou o poema “Ave Adonai” no The Winged Beetle (1910) a ele. Leila Waddell (1880-1932), Soror ΄Αγαθα (grego agatha, “bom, bravo, virtuoso”), era um membro da A∴A∴ que atingiu o Philosophus 4○=7□, e o IX° O.T.O., se tornando sua Grande Secretária Geral; ver introdução editorial ao Book 4 (Parts I-IV), ed. Ver. (1994, 1997). Em uma nota de um manuscrito de “The Rites of Eleusis”, Equinócio I(6) (1911), Crowley escreve: “Martson e eu começamos com a evocação de Bartzabel, sugerida por conversa enquanto eu estava ficando com ele em sua casa, Rempstone, Dorset. A ideia de ‘ritos’ gerais se desenvolveu durante o verão a partir dos rituais casuais adotados durante o experimento de Anhalonium [mescalina]. Quando L[eila] W[addell] e eu brincamos e lemos poesia um contra o outro diante do Senhor, atingimos resultados espirituais tão maravilhosos que tentamos reduzir tudo a uma regra”.]
3 [Victor Benjamin Neuburg, um Neófito 1○=10□ da A∴A∴.]
4 [Uma técnica relacionada foi usada para o 10º Æthyr de Liber 418.]
5 [Consulte a série de artigos de Harry Kemp na The World Magazine, “Weird Rites of Devil Worshippers Revealed by na Eye Witness”, 2 de agosto de 1914, p. 9, e “Strange Folk in London’s Bohemia”, 16 de agosto de 1914, p. 8. Para Kemp e Crowley consulte William Brevda, Harry Kemp: The Last Bohemian (1986).]
6 [Lat. “glória ao mais altíssimo deus Ra Hoor Khuir no nome Abrahadabra e no sinal do pentagrama”.]
7 [Para dar um sentido preciso da narrativa, as referências a Leila Waddell como Magus Ajudante (3º M.) foram tornadas femininas, e as referências as Victor Neuburg como a Base Material foram tornadas masculinas.]
8 [O diagrama do manuscrito tem o Sigilo de Bartzabel sobre este Lámen, que o M.C. depois dá à Base Material.]
9 [Para os Rituais do Pentagrama e do Hexagrama consulte “Liber O sub figura VI”.]
10 [Lat., “Purgo-o com hissopo, ó Senhor, e ele será limpo. Tu o lavarás, e ele será mais branco do que a neve. Adaptado do Salmo 51:7. Ver Goetia, ed. Ver., p. 80.]
11 [Lat., “para as eras”.]
12 [Ibid.]
13 [Salmo 91:2, paráfrase.]
14 [Salmo 91:13, paráfrase. Este verso está inscrito ao redor do quinto Pentáculo e Marte na Chave de Salomão.]
15 [Salmo 91:14.]
16 [O manuscrito anota “Cão do Mal (de outro livro)”. Esse não aparece no manuscrito.]
17 [A versão do Equinócio erroneamente dá “lanças”.]
18 [O manuscrito excluiu uma adição “ou pode ser uma luz de azul escuro”.]
19 [Este cabeçalho é suprido para esta publicação, e o registro da própria operação é interpolado no ritual conforme é realizado.]
20 [Lat., “ele vive?”]
21 [Lat., “vive”.]
22 [Lat., “em que lugar?”]
23 [11 de novembro de 2040 E.V.]
24 [Frater All For Knowledge – Comandante Martson.]