domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mote Mágico

O Mote Mágico é uma espécie de "nome de guerra", com grande força mágica, assumido por um magista para representar sua intenção. Pode ser uma letra, número, palavra ou frase.

Motes Mágicos de Algumas Personalidades

Aleister Crowley

  • Perdurabo - 1° = 10° até 4° = 7° Golden Dawn
  • Parzival - 5° = 6° Golden Dawn
  • O.S.V. (Ol Sonuf Vaoresagi / Eu reino Sobre Ti ) - 6° = 5° Golden Dawn
  • Satan-Jeheshua, Aum- Ha - 5° = 6° A.·. A.·.
  • OU MH - 7° = 4° A.·. A.·.
  • V.V.V.V.V. , Nemo - 8° = 3° A.·. A.·.
  • To Mega Therion ( A Grande Besta ) - 9° = 2° A.·. A.·.
  • Baphomet, Phoenix - X° e XI° O.·.T.·.O.·.

C.G.Jones

  • Frater Volo Noscere - G.·.D.·.
  • Frater D.D.S. - A.·. A.·.

C.S.Jones

  • Frater Parzival - O.·.T.·.O.·.
  • Frater V.I.O.O.I.V. (Vnus in Omnibus, Omnia in Vno) - A.·. A.·.
  • Frater O.I.V.V.I.O.( Omnibus in Vnus Vnus in Omnibus) - A.·. A.·.
  • Frater Achad - A.·. A.·.
  • Frater 777 - A.·. A.·.

Marcelo Motta

  • Frater Adjuvo - A.·. A.·.
  • Frater Ever - A.·. A.·.
  • Frater Parzival -O.·.T.·.O.·.

Outros

  • Frater Saturnus - Karl Germer - A.·. A.·. , O.·.T.·.O.·.
  • Frater Aossic Aiwass - Kenneth Grant - O.·.T.·.O.·.
  • Frater Belarion, o Anticristo - Jack Parsons - A.·. A.·.
  • Frater Semper Paratus - Thomas Windram - A.·. A.·.
  • Frater Aud - Raoul Loveday - A.·. A.·.
  • Frater Per Ardua - J.F.C. Fuller - A.·. A.·.
  • Frater Yihoveaum - A. O. Spare - A.·. A.·.
  • Frater Lampada Tradam - Victor Neuburg - A.·. A.·.
  • Frater Ominia Vincam - Victor Neuburg - A.·. A.·.
  • Frater Ominia Pro Veritate - Norman Mudd - A.·. A.·.
  • Frater Progradior - Frank Bennett - A.·. A.·.
  • Frater Deo Duce Comite Ferro - Matthers - G.·.D.·.
  • Frater S´Rhiogail mo Dhream - Matthers - G.·.D.·.
  • Frater Ψ (Grego:Psi) - Gerald Rae Fraser
  • Frater Causa Scientiae - Julian Baker - G.·.D.·.
  • Frater Aequo Animo - Charles Rosher - G.·.D.·.
  • Frater Eritis Similis Deo - Sir Gerald Kelley - G.·.D.·.
  • Frater Genesthai - Cecil Frederick Russel - G.·.D.·.
  • Frater Iehi Aour - Allan Bennett - G.·.D.·.
  • Frater Nom Omnis Moriar (“Não morrerei totalmente”) - W.W. Westcott
  • Frater Sapere Aude - W.W. Westcott
  • Frater Vincit Omnia Veritas - Woodman - G.·.D.·.
  • Frater Himenaeus Alfa - Louis Grady McMurty - O.·.T.·.O.·.
  • Frater Velle Ominia Velle Nihil, 132 - Wilfred Smith - O.·.T.·.O.·.
  • Frater Merlin Peregrinus - Theodore Reuss - O.·.T.·.O.·.
  • Soror Anu o Monstro - Ann Catherine Miller
  • Soror Ouarda - Rose Kelly (a Vidente)
  • Soror Laylah - Leila Waddell - A.·. A.·.
  • Soror Sapiens Donabitur Astris - Anna Sprengel
  • Soror Virakam - Mary d'Esté Sturges - A.·. A.·.
  • Soror Alostræl, Macaco de Toth, Cynocephalus- Leah Hirsing - A.·. A.·.
  • Soror Ahitha, O Camelo, - Roddie Minor - A.·. A.·.
  • Soror Hilarion, A Gata - Jane Foster - A.·. A.·.
  • Soror Estai - Jane Wolf - A.·. A.·.
  • Soror Vestigia Nulla Retrorsum - Mina Mathers - G.·.D.·.
  • Soror Fidelis - Elaine Simpsom - G.·.D.·.

O Sistema Mágico de Aleister Crowley

Aleister Crowley, mago e poeta inglês que viveu a transição do séc. XIX ao séc. XX, foi considerado pelo meio social de inspiração vitoriana em que residia como "o pior homem do mundo". Angariou este título devido a seus hábitos libertários e a sua apologia da livre expressão da vontade humana.

O sistema mágico de A. Crowley segue os passos de seu mentor. A sua filosofia prega o livre pensar, o livre agir com vias ao auto-conhecimento, possibilitando ao neófito a descoberta de sua Verdadeira Vontade, fito de sua existência, através de um evento que foi reconhecido por Crowley como o "Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião".

Primou para que seu sistema não fosse confundido com a atmosfera de charlatanismo e ilusões milagrosas que povoavam o mundo da magia em geral. Para tal, convencionou chamar o seu sistema mágico de Magick, forma arcaica e inglesa da palavra magic.

Durante o texto o leitor poderá observar que respeitamos esta convenção, mencionando o referido termo várias vezes ao longo de nossa explanação.

A extensa obra escrita deixada por A. Crowley é uma tentativa do mago em expressar e explicar o conjunto de eventos mágico-místicos que permearam a sua própria história, buscando a perpetuação de um caminho que foi para ele a jóia mais preciosa de toda a face da terra.

O presente texto é uma pequena demonstração dos princípios mágico-místicos de seu sistema, na tentativa de levar ao conhecimento do público brasileiro um pouco da obra daquele que foi um dos mais fascinantes personagens de sua época. Bem-vindos, portanto, ao fascinante pensamento de Aleister Crowley!

Crowley define Magia como sendo "a Ciência e a Arte de causar Mudanças de acordo com a nossa Vontade".

Uma das expectativas de Crowley, expectativa esta implícita em seu sistema, era a de uma conciliação entre a magia e a ciência. Estava convicto de que os fenômenos observados na magia tinham como causa primeira determinadas energias passíveis de serem estudadas e compreendidas pelo método científico. Tal qual a energia elétrica que, apesar de invisível, pode ser observada pelas conseqüências de seu uso na produção de luz elétrica, movimentação de máquinas, etc.

A importância que Crowley dava ao método de investigação científica no campo das ciências herméticas era tal que, em sua grande obra "The Equinox", a frase que inicia cada um de seus 12 volumes é: " O Método da ciência- o objetivo da religião".

A sua definição de magia é a corroboração de seu pensamento ideológico, não só no ênfase que dá à importância da Vontade do magista, como também na associação da magia com a Ciência e a Arte.

Nos dicionários da nossa língua, o termo ciência é definido como o conjunto organizado de conhecimentos relativos a certa categoria de fatos ou fenômenos.

O principal fato ou fenômeno que a magia se propõe a estudar é o homem espiritual e as suas relações com o Universo que o cercam.

Nos mesmos dicionários, a Arte é definida como um conjunto de preceitos e regras que levam à perfeita execução de alguma coisa. Este conjunto de preceitos e regras nada mais é do que um método de trabalho, portanto, Arte e Método se eqüivalem.

A definição da magia como uma Arte deixa implícita a existência de um método que leva à perfeita execução desta ciência.

O método da magia é empírico, ou seja, baseado exclusivamente na experiência e na observação. Isto, por si só, já nos adverte da impossibilidade de estudar magia sem praticá-la, pois que os fenômenos são eminentemente práticos.

Magick é, portanto, o conhecimento organizado do homem e de suas relações com o Universo, através de determinado princípio prático que leva a mudanças conforme as nossas vontades.

Mas que princípio seria este?

Crowley afirma em seu postulado que "qualquer mudança requerida deve ser efetuada através da aplicação do tipo e grau de Força apropriados, da Maneira apropriada, através do Meio apropriado, para o Objeto apropriado".

Um princípio é uma lei de caráter geral que rege um conjunto de fenômenos verificados pela exatidão de suas conseqüências. O que Crowley afirma é que existe uma lei que rege os fenômenos mágicos e que esta lei possui 4 elementos essências, a saber, Força, Técnica, Meio e Objetivo, que devem ser empregados de maneira a se coordenarem com o objeto a ser alcançado, pois de outro modo não constituem uma unidade, um princípio. Sem o preenchimento destes requisitos qualquer empreendimento mágico tende a falhar. E é preciso deixarmos claro que em Magick qualquer ato intencional é um empreendimento mágico, seja ele dependente ou não de cerimônias reconhecidamente mágico-místicas.

Desta forma, segundo o sistema thelêmico, o sucesso de qualquer ação humana depende da análise criteriosa destes princípios.

O primeiro requisito do postulado é a Força.

A Força de um homem está na sua capacidade de agir e produzir um efeito e aquilo que faz com que o homem haja e produza um efeito nada mais é do que a sua Vontade.

Concluímos, portanto, que a Força de um homem é a sua própria Vontade.

O que se diz de um homem que sobrevive a uma grave doença? Se diz que ele teve vontade de viver; o que eqüivale a dizer que ele utilizou toda a sua força para sobreviver a uma situação.

Mas o sistema de Magia Thelêmica afirma que não basta ter força, ela deve ser também do tipo e grau apropriados para o objeto a ser conquistado. Por exemplo, não é conveniente usar a força física para obter um conhecimento intelectual. Neste exemplo, a Força não está adequada ao Objeto e com toda a certeza eu falharei em meu intento.

Mas como obter a força do tipo e grau apropriados?

Crowley afirma que a Força apropriada, o primeiro requisito do postulado acima, é obtida através do entendimento tanto qualitativo, quanto quantitativo das nossas condições.

Pois bem, o entendimento de uma condição envolve necessariamente a análise e identificação criteriosa de todas as partes em questão. Assim, num ato de Magick, as partes envolvidas são aquilo que possuo e aquilo que desejo possuir. Esta análise permite que se identifique a validade da proposta que se pretende empreender. A condição é, portanto, uma convenção da qual depende a validade de um ato. Esta é a razão pela qual Crowley afirma que para a obtenção deste primeiro requisito é necessário o entendimento qualitativo e quantitativo das condições.

Aquilo que possuo é a minha vontade e aquilo que desejo pode ser qualquer objeto em questão.

A análise qualitativa implica na identificação da minha vontade em empreender a ação, desde que, qualidade é tudo aquilo que identifica o objeto; a análise quantitativa implica em quantidade, ou seja, na identificação da intensidade de minha vontade em alcançar aquele objeto.

Assim, na análise qualitativa eu avalio todos os parâmetros que possam identificar os meus propósitos: de onde se origina a minha vontade?, o que significa?, qual o seu objetivo?, que necessidade minha ela tenta preencher? etc.; enquanto que na quantitativa eu avalio tanto a intensidade de minha vontade, quanto a quantidade de esforço que devo despender para alcançar o objeto de meu desejo, procurando avaliar se disponho da força suficiente para alcançá-lo.

A identificação destes parâmetros me permite trazer ao plano consciente a realidade de meus propósitos, afastando-me da ação instintiva e casual. A análise criteriosa das condições me permite saber se esta minha vontade se identifica com o propósito de minha existência, aquilo que Crowley chamava de Verdadeira Vontade, ou se é apenas um desejo de minha alma animal. E aqui, Crowley nos dá mais uma dica advinda de sua própria experiência prática, "todo ato que está em concordância com as nossas Verdadeiras Vontades tende ao sucesso".

Da mesma forma que sofro uma avaliação pessoal também submeto a esta mesma avaliação o objeto que desejo adquirir. Isto me permite compreender se o objeto está adequado à minha Verdadeira Vontade, bem como, perceber os requisitos necessários à sua obtenção.

O segundo requisito do princípio que rege os fenômenos diz respeito à Maneira apropriada, ou, melhor dizendo, à habilidade prática para direcionar corretamente as forças apropriadas à consecução.

Esta habilidade prática depende da compreensão e assimilação de um conjunto de regras, ou seja, depende da assimilação e compreensão da Arte Mágicka em si.
Crowley nos dá uma série de teoremas necessários para o desenvolvimento de nossa habilidade prática.

O primeiro diz que "...todo ser humano é um indivíduo independente com seu papel e direção próprios". Portanto, o reconhecimento do papel individual do magista, bem como, de sua direção no Universo são essenciais ao desenvolvimento da habilidade prática, à escolha do método de trabalho.

O segundo diz que "...qualquer pessoa que seja forçada para fora de seu próprio curso, quer através do não entendimento de si própria ou por meio de oposição externa, entra em conflito com a ordem do Universo e assim, sofre".

Se o método empreendido está criando obstáculos e trazendo sofrimentos ao magista é sinal de que ele está sendo jogado para fora de seu próprio curso, está em conflito com a ordem universal. É hora de repensar o método adotado.

Crowley afirma também que "um homem cujo desejo consciente está em choque com a Verdadeira Vontade está desperdiçando suas forças, não podendo influenciar seu ambiente eficientemente". Se não existe harmonia entre aquele meu desejo consciente e aquele outro inconsciente é impossível ao magista direcionar de maneira correta as forças necessárias para a sua consecução.

Uma vez instalado um conflito interno as nossas forças se dispersam, somos incapazes de focá-las num único ponto, além do que, podemos passar a sofrer a ação de outras forças ou vontades. O conflito interno nos torna vulneráveis.

Em Magick é essencial conhecer e assumir sua verdadeira natureza, pois é só quando a assumimos por inteiro que podemos realmente exercer nosso papel no universo, estabelecer nossa própria rota e, trabalhando em harmonia, evitar os obstáculos do caminho.

Existem ainda aquelas regras necessárias à habilidade prática que dizem respeito aquilo que nos rodeia, o próprio Universo. O método de trabalho depende da observação das condições que a natureza nos oferece.

No pensamento de Crowley a natureza é um fenômeno contínuo, apesar de nossa ignorância a respeito de como as coisas são conectadas.
Sendo o homem um elemento da própria natureza, isto significa que ele e a natureza são uma continuidade; não existe divisão. Somos um prolongamento do Universo e vice-versa.

Desta forma, podemos produzir modificações no ambiente à nossa volta através de modificações na nossa própria consciência; posso propagar as forças necessárias à consecução de um objetivo através da solução de continuidade que me une ao Universo.
Aqui vale lembrar do 30º caminho da Árvore da Vida que conecta o mundo mental com o plano astral, influenciando a partir daí a própria matéria.

Segundo Crowley, a ciência nos capacita a tirar vantagem da continuidade da natureza, pela aplicação empírica de certos princípios, cuja interação envolve diferentes ordens de idéias, conectadas entre si de uma maneira além de nossa atual compreensão.

A continuidade implica em que as diversas partes ou componentes do Todo se influenciem reciprocamente, ou seja, que haja uma interação entre todas as partes que constituem o Todo. Por exemplo: Um lápis é uma solução de continuidade. Suponhamos que a cabeça do lápis seja o ponto A e a outra extremidade o ponto B. Toda a vez que aplico uma força sobre A, influencio diretamente B, deslocando-o de sua posição. Se a força que apliquei em A é direcionada para baixo eu estarei alterando a posição de B para cima, caso contrário para baixo. Um outro exemplo seria o da pedra no lago: Toda a vez que jogo uma pedra em determinado ponto do lago, que é contínuo, o ato se repercute por toda a água do referido lago através da vibração de ondas, cujo tamanho será proporcional ao tamanho da pedra que utilizei.

Sendo homem e a natureza um fenômeno contínuo isto significa que qualquer força aplicada pelo homem ou sobre ele, modifica, proporcionalmente, uma parte do Universo.
Magick possibilita que tiremos vantagem desta continuidade pela aplicação empírica, ou seja, através da aplicação prática e experimental de determinados princípios (Força, Técnica, Meio, Objeto)que produzem fenômenos observáveis pela exatidão de suas conseqüências. É a lei de Causa e Efeito, conhece-se a causa pelo efeito que ela produz.

A interação destes efeitos com suas causas envolve diferentes ordens de idéias, todas conectadas entre si, que na nossa atual condição escapam de nossa compreensão. O que ocorre nesta interação de idéias é que a nossa consciência se amplia; o que eqüivale a dizer que Magick nos possibilita a tirar vantagem da continuidade do universo através da ampliação de nossas consciências.

Procuremos uma ilustração matemática que nos dê uma melhor compreensão desta interação dos efeitos com suas causas: Crowley cita que "a ciência nos capacita pela aplicação empírica de certos princípios...". O sentido matemático da palavra Aplicação se refere a uma operação que consiste em fazer corresponder a cada elemento a de um conjunto E, um elemento b de um conjunto F.

Em tal operação, b é a imagem de a, que é antecedente de b. Onde b é a conseqüência e a o fenômeno. Se b (a conseqüência) é a imagem de a (fenômeno), então eu posso conhecer a pela observação de b.

Deste modo, em Magick, podemos observar e conhecer o fenômeno mágico, a causa, através de sua conseqüência, o efeito por ela produzido que é passível de ser observado por nossos sentidos. Do mesmo modo que podemos conhecer as características individuais de uma pessoa pela observação de seus atos.

Crowley acredita que a intercessão entre o homem e o Universo é de tal forma que, qualquer idéia de limitação cria imediatamente obstáculos reais que impedem o livre prosseguir do indivíduo pensante. Se limitar, portanto, é obstruir o fluxo contínuo entre nós e a natureza. É impedir que um novo horizonte surja a cada manhã.

Crowley afirma que o homem pode, a qualquer momento, aprender a perceber e a utilizar vibrações de todos os tipos, concebíveis e inconcebíveis. Ele prossegue, dizendo que a questão da Magick é a questão de descobrir e empregar forças até agora desconhecidas na natureza. Sabemos que elas existem, continua ele, e não podemos duvidar de instrumentos mentais ou físicos capazes de nos colocar em contato com elas. A dúvida é, por si mesma, um obstáculo quase intransponível.

O homem, segundo a filosofia thelêmica, tem em sua composição diversas ordens de existência, ou seja, diversas categorias de energia que vão do mais sutil ao veículo mais grosseiro que é o próprio corpo físico. Estas diversas ordens de energia interagem entre si, de modo a que, qualquer alteração que venha a ocorrer nos veículos mais sutis altera significativamente os mais grosseiros. Cada nível de energia do homem tem a correspondência de um mesmo nível de energia na natureza. A conscientização e posterior compreensão a respeito destas energias nos capacita a lidar com elas com finalidades mágicas, produzindo, inclusive, mudanças a nível físico. Seria esta a chave da Medicina Universal?

Tudo o que o homem percebe é, de uma certa forma, parte dele mesmo, ou seja, é a essência de uma mesma energia que se manifesta em formas diferentes. Sendo assim, o homem pode e deve utilizar todas as energias no Universo para concretizar a sua Verdadeira Vontade. Porém, só podemos fazer uso daquilo que sabemos existir, daquilo que somos conscientes. Quanto mais a minha consciência se amplia, mais ele percebe e mais fatores podem ser utilizados para a realização desta Verdadeira Vontade.

Analisando o terceiro requisito do postulado, Crowley nos diz que "Toda a força no Universo é capaz de ser transformada em qualquer outro tipo de força, através do uso dos Meios Adequados."

Já vimos que o Universo é um fenômeno contínuo, uma única essência assumindo diversas formas. É, portanto, uma substância maleável. Sendo maleável, qualquer tipo de força que nele se encontre é passível de ser transformada em qualquer outra que nos seja necessária. O Universo é um suprimento inesgotável de qualquer tipo particular de força de que venhamos a precisar, informa Crowley.

Mas transformar algo que está fora de nosso universo individual é sem dúvida uma tarefa muito mais difícil do que alterar aquilo que se encontra dentro dos limites de minha própria existência. Portanto, a lei do menor esforço, inteligentemente, nos faz perceber que se tudo o que há em mim está lá fora, o que devo fazer é procurar alterar minha própria força para que ela se transforme em algo que, estando externo a mim, percebo ser necessário ao êxito do trabalho a que me proponho.

Neste exato momento entra em ação a famosa Lei de Newton: "Matéria atrai matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado da distância". Em outras palavras, se me igualo a determinada força eu a atraio e me torno um receptáculo para ela, o que, conseqüentemente, diminui a distância entre nós, provocando ainda um maior fluxo de atração.

Vejamos um exemplo para facilitar o nosso entendimento: Suponhamos que eu seja uma pessoa doce, sensual, voltada para o amor, ou seja, uma típica nativa de Vênus e, de repente, me veja às voltas com a necessidade de utilizar uma energia Marcial, guerreira, que não possuo por não ser de minha característica individual. Minha conduta será, portanto, a de transformar minha energia para atrair aquela de que preciso. Posso fazer isto por vários métodos: fórmulas ritualísticas, leituras de romances de guerra, lembranças de fatos que me deixaram com raiva, mudança de minha postura diante de obstáculos do dia-a-dia, etc. Enfim, começo a criar uma atmosfera que me permita modificar a energia que faz parte de minha constituição natural. Isto me permitirá a identificação com o tipo de força que preciso, abrindo as portas de seu arsenal no Universo, fazendo com que ela flua para mim. Obtenho então a força do tipo necessário para a consecução de meu trabalho.

Este tipo de transformação tem íntima relação com o processo de alteração dos níveis de consciência e modificações do estado de ser a que Crowley faz referência. No entanto, para sabermos aquilo que precisamos transformar em nós, bem como, o meio pelo qual a transformação deve ocorrer é necessário conhecer aquilo de que dispomos; ou seja, é necessário um conhecimento profundo da nossa própria natureza.

A magia thelêmica é muito mais do que uma série de fórmulas e feitiços; é antes de tudo um profundo processo de auto-conhecimento onde nada deve ser desprezado, onde se compreende que cada parte de nosso ser é um dispositivo necessário ao progresso.

O hipócrita rejeita fenômenos de sua própria natureza, tentando adaptá-los a condutas e ideais impostos por sociedade, religiões, etc. Rejeitando sua própria natureza inicia um conflito interno que, gerando confusão, o impede de obter uma imagem real de si mesmo e, conseqüentemente, do Universo que o rodeia.

Crowley afirma que "Todo indivíduo é essencialmente suficiente para si mesmo. Mas ele é insatisfatório para si mesmo até que estabeleça a sua relação direta com o Universo".

O indivíduo é suficiente para si mesmo porque contém em si todas a as energias do Universo, embora em estado de latência. O que faz com que estas energias possam sair do inconsciente para um estado consciente, passível de ser utilizado, é a relação direta que o homem estabelece com o Universo.

Usemos o estudo da Lógica para nos auxiliar nesta compreensão. O termo Relação, em Lógica, é definido como uma condição que liga dois ou mais objetos lógicos. Estas condições são a igualdade, diferença e equivalência.

Se sou incapaz de identificar entre mim e o Universo as condições acima, ou seja, se não consigo identificar o que está diferente, aquilo que é igual ou equivalente, estou impossibilitado de estabelecer aquilo que é conhecido na Lógica como Cálculo de Relações. Este Cálculo de Relações tem como função estabelecer as leis que regem as operações que permitem construir novas relações a partir de relações dadas. Ou seja, este Cálculo de Relações, no campo da magia, permite que eu estabeleça o método que irá fazer com que eu altere uma relação existente que não me é favorável, construindo uma nova relação, agora sim, a meu favor. Por esta razão Crowley ensina que o homem só se torna auto-suficiente quando estabelece sua relação com o Universo que o cerca; uma vez isto feito o indivíduo se capacita a produzir alterações que possam suprir suas próprias necessidades.

Aquele incapaz de estabelecer esta relação se assemelha ao homem que, ignorando as características de seu organismo físico, é incapaz de relacionar a queimação gástrica, no horário das refeições, com o estado de fome. Impotente diante de sua própria ignorância é incapaz de deduzir que a solução de seu problema está em apenas ingerir alimento. Inábil para estabelecer esta relação sofre em agonia até ver seu corpo físico sucumbir à inanição.

Do mesmo modo, o espírito que não adquire a sabedoria para estabelecer suas relações com aquilo que o cerca morre em tormenta, amaldiçoando o mundo que o viu nascer.

Compreendo a mim mesmo, conheço as minhas condições e, a partir daí, sou capaz de estabelecer regras que me levem à perfeita execução de qualquer coisa.

Praticar a magia thelêmica é agir com consciência e, desde que todo ato intencional é um ato de Magick, esta consciência deve estar presente em cada segundo de nossas existências. Ser telemita, portanto, é assumir a responsabilidade pela elaboração de sua própria órbita.

Magick nos traz a oportunidade de estabelecer relações saudáveis com o Universo e, a partir destas relações, suprir as necessidades individuais. No momento em que eu supro as minhas necessidades deixo de projetar estas mesmas necessidades no outro; projetar uma necessidade que é minha nas costas do outro além de injusto pode ser extremamente frustrante desde que o outro também deve satisfazer suas próprias necessidades.

A partir do momento em que estou capacitado a me suprir, crio relações sociais mais saudáveis, mais harmoniosas, surge uma sociedade mais justa, surge a sociedade que povoava os sonhos de Crowley, aquela que ele ousou chamar de Sociedade Thelêmica.

Desperta criança coroada!

Sistemas Mágicos

Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)
É uma fusão rígida da Cabala prática com a Magia Greco-Egípcia. Seu sistema complexo de Magia Ritual é firmemente baseado na tradição medieval Européia. Há uma grande ênfase na Magia dos Números. Os paramentos rituais são de uma impressionante riqueza simbólica, bem como os rituais são bastante variados de acordo com a finalidade e o grau mágico dos participantes. Suas iniciações são por graus, começando pelo Neófito (0=0), indo até os graus secretos (6=5 e 7=4), alcançados, e conhecidos, por poucos. Até há bem pouco tempo, fora da Ordem pensava-se ser o 5=6 o grau máximo da Aurora Dourada. Curioso que na Golden Dawn não se praticava (nem se aceitava) a Magia Sexual.
Deste Sistema propagou-se o uso de Sigilos e Pantáculos, bem como ressurgiu o interesse pela Cabala, Numerologia, Astrologia e Geomancia. Além disso, sua interpretação e simplificação do Sistema-dos-Tattwas do livro As Forças Sutis da Natureza de autoria de Rama Prasad, permitiu uma grande abertura. Uma das mais importantes adições ao ocultismo ocidental, dada pela Golden Dawn, foi através de seu método de Criação de Imagens Telesmáticas.
 
Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)
Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que Aleister Crowley tomou o direcionamento que o faria criar este sistema), este Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados e pouco conhecidos. Tendo como ponto de partida o Liber al vel Legis (O Livro da Lei), ditado por uma Entidade não-humana (o Deus Egípcio Hórus - Deus da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas fronteiras, fazendo uma revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso, a Corrente 93, das Correntes Draconianas, Ofidioniana e Tifoniana.
Thelema, em grego, significa vontade.
Os Thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico o número 93. Os Thelemitas chamam aos ensinamentos contidos no Livro da Lei de Corrente 93. As duas frases mágicas dos Thelemitas são "Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei e Amor é a Lei", "Amor sob Vontade". Que dizem respeito aos mais sublimes segredos do Livro da Lei. As músicas A Lei e Sociedade Alternativa, de autoria de Raul Seixas, definem bem a filosofia Thelemita, que não tem nada a ver com as bobagens que andam dizendo por aí. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois equinócios, o que demonstra uma influência da Bruxaria.
Aleister Crowley foi iniciado na Golden Dawn; associou-se, após abandonar a mesma, com a A.:A.: (Argentum Astrum - Estrela de Prata), também chamada de Grande Fraternidade Branca, e com a O.T.O. (Ordo Templi Orientis - Ordem dos Templos do Oriente), as quais ele moldou de acordo com suas crenças e convicções pessoais. Muitos confundiram Thelema com Satanismo, o que é um imenso engano. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae Misticae), por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames próprios - como utilizar uma Árvore da Vida com doze esferas (exclui-se Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.
Há, porém, uma cisão da O.T.O, a O.T.O.A. (Ordo Templi Orientis Antigua - Ordem dos Templos do Oriente Antiga), ocorrida quando Aleister Crowley assumiu a direção da O.T.O. mundial; a O.T.O.A. mantém-se fiel à tradição pré-crowleyana, contendo em seu cabedal muitos ensinamentos do Vodu Haitiano. A O.T.O.A. é dirigida por Michael Bertiaux, cuja formação mágica é Franco-Haitiana. Foi ele, aliás, quem introduziu os ensinamentos de Crowley na O.T.O.A., tornando-a, assim, uma das Ordens Mágicas com maior quantidade de ensinamentos a dar. A O.T.O.A., além das Correntes citadas acima (Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana), também faz uso da Corrente Aracnidoniana. O sistema da O.T.O. também funciona por graus, indo desde o grau Iº até o VIIº, com muita teoria; daí, vem os graus realmente operativos, o VIIIº (Auto-Magia Sexual), o IXº (Magia Heteroerótica) e o XIº (Magia Homoerótica); existe ainda o grau Xº, que não é porém um grau mágico, mas político-administrativo, sendo seu portador eleito pelos outros portadores dos graus IXº e XIº (o candidato a grau X deverá ser um deles), tornando-se o líder nacional da Ordem. Aleister Crowley era portador do grau-mágico XIº da O.T.O..

Sistema Aurum Solis
Uma variação do Sistema da Golden Dawn, tendo como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia Sexual - muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser muito potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden Dawn, exceto ter realizado uma simplificação na simbologia dos paramentos. Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Denning e Osborne Phillips.

Sistema Salomônico (de Salomão)
Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências Planetárias, que serão Evocadas, ou Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos. É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as Ordens Ocultas hoje em atividade.

Sistema da Magia Planetária
Criado pelo grupo Aurum Solis, baseia-se em rituais destinados a Evocar ou Invocar os Espíritos Olímpicos, Entidades Planetárias (Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo, eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.

Sistema Sangreal
Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca fundir a Tradição Ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um Sistema racional, que tem fascinado os mais experientes e competentes ocultistas da atualidade. A obra de Gray é extensa mas não excessiva, o que contribui para facilitar o estudo deste Sistema.
Sua principal característica é a de criar (dentro de cada praticante) um sistema solar em miniatura. A partir daí, cada iniciado trabalha em seu Microcosmo e no Macrocosmo de forma idêntica.

Sistema dos Tattwas
É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais representantes dos cinco elementos (Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar e Terra). Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão da mente - transformando-se, mentalmente, o desenho em um portal, daí penetrando indo mentalmente, em outras dimensões. É um eficiente método de auto-iniciação.

Sistema de Pathworking
Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos relativos às Esferas e Caminhos (Path em inglês significa Caminho) da Árvore-de-Vida, que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de Sigilos de diversas Entidades (visando viajar para as paragens habitadas por aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade - a auto-iniciação.

Sistema Satânico (Satanismo)
É um fenômeno cristão; só existe por causa do Cristianismo. Baseia-se no dualismo Deus-Diabo, presente em tantas culturas; no dualismo Bem-Mal, presente no inconsciente coletivo.
Historicamente, o Satanismo como culto organizado nunca existiu, até a criação da Igreja de Satã, fundada em 30 de Abril de 1966, por Anton Szandor LaVey, na Califórnia, Estados Unidos. A partir de então, o Satanismo passou a contar com rituais específicos, buscando criar versões próprias da Magia Ritual e da Magia Sexual, além de ter sua própria versão da Missa Católica, chamada Missa Negra. Basicamente, tudo como convencionou-se chamar de Magia Negra (submeter os outros à nossa vontade, causar enfermidades, provocar acidentes ou desgraças e até a mesmo a morte dos outros, obter vantagens em questões legais, em assuntos ilegais ou imorais, corromper a mente alheia, etc.), tem lugar entre os Satanistas. Na corrente da Igreja de Satã, não se prega o sacrifício animal, substituído pelo orgasmo sexual; o sacrifício humano inexiste, ao menos com a pretensa vítima presente - é aceitável realizar um ritual visando a morte de outrem, que, então, será uma vítima sacrifical, embora não seja imolada num altar, há alguns Satanistas que praticam a imolação de pessoas. Portanto, os Satanistas modernos podem vir a realizar sacrifícios humanos, desde que sejam apenas na forma de rituais representados de forma teatral. Isto é, o sacrifício é de forma simbólica apenas.
Os ensinamentos de LaVey baseiam-se nos de Aleister Crowley, Austin Osman Spare, O.T.O. e F.S. (Fraternitas Saturni), além de fazer extenso uso das Chamadas Enoquianas. O Satanismo de LaVey é um culto organizado, sem relação com os Satanistas que, volta e meia, são manchete dos noticiários.
Basicamente, a crença do Satanista dividi-se em três pontos:
1) O Diabo é mais poderoso que Deus;
2) Aqueles que praticam o mal pelo mal, estão realizando o trabalho de Satã, sendo, portanto, seus servidores;
3) Satã recompensa seus servidores com poderes pessoais e facilita-lhes satisfazer e realizar seus desejos.
Satanistas verdadeiros são raros, a grande maioria dos que se dizem tal são simplesmente pessoas possuídas por forças desconhecidas que invocaram - e seu destino será a cadeia, o manicômio ou a tumba, depois do suicídio. Satanismo não é Luciferianismo.

Sistema da Magia Sagrada de Abramelim (Os Quadrados Mágicos)
Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso, no qual muitos experimentadores não foram bem sucedidos. Aliás, muito mal.
As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem ser levadas a cabo literalmente, de forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática. Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada ou velada. Deste poderoso Sistema surgiram inúmeras práticas com quadrados mágicos que nada têm relação com o Sistema ensinado nesta obra.

Sistema Enoquiano (Magia Enoquiana - Enochian Magic)
É um sistema simbolicamente complexo, que consiste na Evocação de Energias ou Entidades de 30 esferas de poder em torno da Terra. É um sistema poderoso e perigoso, mas já existem diversos guias práticos no mercado, que permitem uma condução relativamente segura. Este Sistema foi descoberto por John Dee e Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos seguidores, entre eles vale destacar Gerald Schueler. Os nomes bárbaros a que se referem muitos textos de ocultismo são os nomes de poder utilizados neste Sistema Mágico. Aqui, trabalha-se num universo próprio, distinto daquele conhecido no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos, Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a famosa Arca da União é o Tablete da União, peça fundamental deste Sistema. Esse Tablete da União encontra-se à disposição de qualquer Mago que cruze o Grande Abismo Exterior, após a passagem pelo sub-plano de Zax, no Plano Akashico, Etéreo Espiritual, local aonde estão situados os sub-planos Lil, Arn, Zom, Paz, Lit, Maz, Deo, Zid e Zip, os últimos entre os 30 Aethyrs ou sub-planos. Essa região é logo anterior ao último anel pelo qual nada passa, tudo isso dentro do conceito do Universo pela física enoquiana.
Para encerrar nossa abordagem sobre a Magia Enoquiana, um aviso: muito cuidado ao pronunciar qualquer palavra no idioma enoquiano, pois as mesmas têm muita força, podendo provocar manifestações nos planos sutis mesmo que as chamadas tenham sido feitas de forma inconsciente ou inconseqüente.

Sistema da Bruxaria (Witchcraft)
Até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e Scott Cuningham, não se podia considerar a Bruxaria um sistema mágico. As bruxas e os bruxos se reúnem nos covens, que por sua vez encontram-se nos sabbats, as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos equinócios, e pelos dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são considerados mais importantes.
A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual, etc.), com práticas de Magia Natural (uso de velas, incensos, ervas, banhos, poções, etc.), cultuando Entidades Pagãs em geral. Não tem relação com o Satanismo. Bons exemplos do que podemos chamar de Bruxaria, em língua portuguesa, estão no livro Brida, de autoria de Paulo Coelho. Aquilo lá descrito mostra bem o Sistema da Bruxaria, menos nítido, mas também presente nas suas outras obras. Pena a insistência de algumas pessoas em condenar a bruxaria a um lugar inferior entre os Sistemas Mágicos.

Sistema Druida (Druidismo)
Há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wicca (nome dado nos países de língua inglesa à Bruxaria). As principais diferenças residem na mitologia utilizada nos seus rituais (a Celta), além dos locais de culto (entre árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser resumido como um culto à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.

Sistema Shamânico (Shamanismo)
O Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo todo, nas mais diversas formas, dando origem a diversos cultos e religiões. Sua origem remonta a Idade da Pedra, com inúmeras evidências disso em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda embrionário, embora suas raízes sejam profundas e fortes. O Shaman é uma espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos sutis. O Shamanismo caracteriza-se pela habilidade do Shaman entrar em transe com grande facilidade, e sempre que desejado.

Sistema Demoníaco (Goetia - Goécia)
Consiste na Evocação das Entidades Demoníacas, Demônios, de habitantes da Zona Mauva ou das Qliphás. É uma variação unilateral da Magia Evocativa do Sistema Hermético. Obviamente é um Sistema muito perigoso.

Sistema Bon-Po (Bon-Pa)
É um Sistema de Magia originário do Tibet. É uma seita de Magia Negra, com estreitas ligações com as Lojas da F.O.G.C (Ordem Franco-Maçônica da Centúria Dourada), sediadas em Munich, Alemanha, desde 1825, com outras 98 Lojas espalhadas por todo o mundo. Na O.T.O.A. faz-se uso de práticas mágicas Bon-Pa. Membros da seita Bon-Pa estiveram envolvidos com organizações sinistras, como a Mão Negra, responsável para Arquiduque Ferdinando da Áustria, o que precipitou o mundo na Primeira Guerra Mundial. Durante a era Nazista na Alemanha, membros da seita Bon-pa eram vistos freqüentando a cúpula do poder. Outro nome pelo qual a seita Bon-Pa é conhecida é A Fraternidade Negra. Muitos chefes de Estado, artistas famosos e pessoas de destaque na sociedade, foram ou são vinculados à Bon-Pa ou à F.O.G.C - através de pactos feitos com as Forças das Trevas. Vale notar que, na Alemanha Nazista, todas as Ordens Herméticas foram perseguidas e proscritas - exceto a FOGC. Na China, após a tomada do poder por Mao Tse Tung, todas as seitas foram perseguidas e proscritas - exceto a Bon-Pa. Seriam Hitler e Mao Tse Tung membros das mesmas, assim como seus principais asseclas? Vale a pena ler a obra Frabato, de autoria de Franz Bardon, e a edição do mês de Agosto de 1993 da revista Planeta (Editora Três). Em ambas, muita coisa é revelada sobre a história dessas seitas - inclusive sobre suas práticas nefastas.

Sistema Zos-Kia-Cultus
Criado por Austin Osman Spare, o redescobridor do Culto de Priapo. É a primeira manifestação organizada de Magia Pragmática. Baseia-se na fusão da Magia Sexual com a Sigilização Mágica. A obra Practical Sigil Magic, de Frater U.: D.: revela seus segredos. É um Sistema eficiente, mas não serve para qualquer pessoa, somente para aquelas de mente aberta e sem preconceitos. O motivo é simples: seu método de Magia Sexual é o conhecido como Grau VIIIº na O.T.O., ou seja, a Auto-Magia Sexual.

Sistema Rúnico (Magia de Runas - Rune Magick - Runes)
Runas são letras-símbolos, cada qual com significados variados e distintos. Tem uso em Divinação, em Magia Pentacular e em Meditação. Infelizmente, a Cabala das Runas perdeu-se para sempre na noite dos tempos. As Runas tem origem totalmente Teutônica. As Runas tem se tornado um dos mais importantes alfabetos mágicos, talvez devido a seu poder como elementos emissores de ondas-de-forma, talvez devido à facilidade de sua escrita.

Sistema Icônico ou Iconográfico (antigo Sistema Hebraísta)
Desenvolvido por Jean Gaston Bardet, com a colaboração de Jean de La Fye, é um sistema tecnicamente complexo, que consiste em utilizar as letras de fôrma hebraicas como fonte de emissões-de-ondas-de-forma. Hoje, com o Sistema aprimorado por Antônio Rodrigues, utiliza-se dessas letras, além de outros símbolos ou ícones, para a detecção e criação de estados esotéricos, bem como para neutralizar ou alterar energias sutis diversas. É um dos mais potentes que existe, dentro da visão de emissores e detectores de ondas-de-forma. Rodrigues introduziu muitas palavras de conteúdo mágico nesse Sistema, muitas das quais oriundas da obra 777, de Aleister Crowley. Se for utilizado como forma de meditação, ou conjuntamente à Cabala Simbólica (a que faz uso do hieróglifo da Árvore-da-Vida), é eficiente para a prática do Pathworking.

Sistema do Vodu (Voudoun - Voodoo)
Apesar de ser visto como uma religião primitiva, o Vodu é na realidade, um sistema de Magia bastante completo. Nele encontramos Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e Iluminação. Práticas não encontradas nos outros Cultos Afro (Candomblé, Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual, presente no Vodu, embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do Vodu Gnóstico e do Hoodoo.
As possessões que ocorrem no Vodu (como no Candomblé, Lucumí e Santeria), são reais, fruto da Invocação Mágica dos Deuses, Deusas e demais Entidades. Não se trata de uma exteriorização de algum tipo de dupla personalidade, nem de uma possessão por Elementares ou por Cascarões Avivados (como normalmente ocorre em religiões que fazem uso das mesmas práticas). A possessão no Vodu é um fenômeno completo e real. O Deus "monta" o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num cavalo. As Entidades "emergem" do solo para o corpo do indivíduo, penetrando inicialmente pelos seus pés. É uma sensação única, que só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada Loa (Deus ou Deusa) do Vodu tem sua personalidade distinta, poderes específicos, regiões de autoridade, além de insígnias ou emblemas - vevés e ferramentas. Uma fusão dos Cultos Afros só trará benefícios a todos os praticantes da Ciência Sagrada.
Os avanços do Vodu foram tantos, especialmente do Vodú Gnóstico, do Vodu Esotérico e do Vodu do Novo Aeon, que entre suas práticas encontra-se até mesmo um Sistema Radiônico-Psicotrônico, que faz uso de Máquinas Radiônicas com as finalidades convencionais (Magia de saúde, de prosperidade, de sucesso, de harmonia, combate às Forças das trevas e às Forças Psíquicas Assassinas, combate aos Implantes Mágicos, etc.), além de favorecer as viagens mentais e astrais. Esse Sistema foi batizado, por seus praticantes, de Vodutrônica.
O Vodu é, guardadas as devidas proporções, uma Religião Thelêmica, posto que a verdade individual que se busca no Sistema Thelêmico, culmina aqui com a descoberta do Deus individual, o que resulta numa Religião Individual, isto é, a Divindade e toda a religião de um indivíduo é totalmente distinta do que seja para qualquer outra pessoa. E isso é Thelêmico, ao menos em seu sentido mais amplo. As Entidades do Vudu são fixadas em receptáculos diversos, que vão desde vasos contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até garrafas com tampa, passando pelas Atuas (caixinhas de madeira pintadas com os Sigilos) dos Loas, com tampa, altamente atrativas para os Espíritos. Mas as práticas utilizando elementos da Magia Natural, como ervas, banhos, defumações, comidas oferecidas às Entidades, são todas práticas adicionadas posteriormente ao Vodu, não parte integrante desde seu início. No Vodu se faz uso, além da Egrégora do próprio culto, das Correntes Aracdoniana, Insectoniana e Ofidiana.

Sistema de Magia do Caos (Círculo do Caos - Iluminados de Thanateros)
A Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare, redescobridor do Culto de Priapo. A Magia do Caos é atualmente bastante divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian Savage.
Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de Aleister Crowley (e da O.T.O.) e de Austin Osman Spare (e da Zos-Kia Cultus). Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático em Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário. Caracteriza-se por não ter preconceitos contra nenhuma forma de Magia, desde que funcione.
Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais da modernidade. Entre suas práticas mais importantes vale ressaltar o uso da Magia Sexual, em especial dos métodos de mão esquerda. Seus graus mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4º, 3º, 2º, 1º e 0º.

Sistema de Magia Natural
Consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de Magia Mumíaca (éfiges de pessoas, representando-as, tornando-se receptáculos dos atos mágicos destinados àquelas), bem como no uso de banhos energéticos, defumações, pós, ungüentos, etc., visando obter resultados mágicos pela via do menor esforço.

Sistema Necronomicônico (do Necronomicon)
Uma variação da Magia Ritual, que baseia-se na mitologia presente nos contos de horror do autor H. P. Lovecraft em especial no Deus Cthulhu, e no livro mágico Necronomicon (citado com freqüência pelo autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso deste Sistema na prática, entre eles valendo destacar a I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satã. Frank G. Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser considerado o mais importante divulgador deste Sistema de Magia, além de ser o renovador do Sistema Thelêmico. Mas o grupo I.O.T. tem sido o responsável pela modernização (e explicação racional) deste poderoso Sistema. Aliás, poderoso e perigoso, por isso mesmo atraente. Tão atraente que foi criada uma coleção de RPG's versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e outras idéias de H.P. Lovecraft.

Sistema Luciferiano (Luciferianismo - Fraternitas Saturni)
Muito parecido com o sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico), centralizando suas práticas na Magia Sexual (em especial nas práticas de Mão Esquerda), na Magia Ritual e na Magia Eletrônica, conta, porém, com uma distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto na O.T.O busca-se a fusão com a Energia Criadora, através da dissolução do ego, na Fraternitas Saturni (FS) busca-se elevar o espírito humano a uma condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade cultuada: Lúcifer, a oitava superior de Saturno, cuja região central é o Demiurgo, e cuja oitava inferior é Satã, Satan, Shatan ou Satanás (e sua contra-parte feminina, Satana). Portanto, Lúcifer e Satã são entidades distintas. Na F.S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.

Sistema Hermético (Hermetismo - Franz Bardon)
Sistema amplamente explicado (na teoria e na prática) nas obras de Franz Bardon, reencarnação de Hermes Trismegistos (conforme sua autobiografia intitulada Frabato, The Magician. O sistema Hermético prega um desenvolvimento gradativo das Energias no ser humano, partindo de simples exercícios de respiração e concentração mental, até o domínio dos elementos, daí à Evocação Mágica, e até à Cabala, aonde aprende-se o misticismo das letras e o uso mágico de palavras e sentenças, algumas das quais foram utilizadas para realizar todos os milagres descritos na Bíblia e em outros textos sagrados. É o único Sistema totalmente racional e científico.

Sistema Cabalístico (Quabbalah - Tantra - Kabalah - Fórmulas Mágicas)
Conforme dito acima, é a prática do misticismo das letras (isto é, do conhecimento das cores, notas musicais, elementos naturais e suas respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.), daí das palavras e de sentenças; o uso de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o nome de Fórmula Cabalística. Tantra no Oriente, Cabala no Ocidente. Há muitas escolas de Tantra, outras tantas de Cabala.
Muitas Escolas de Ocultismo, que utilizam a Cabala como parte de seus ensinamentos, o fazem utilizando a chamada Cabala Teórica, que baseia-se no hieróglifo da Árvore da Vida e suas atribuições. Poucas Escolas utilizam a Cabala Prática, como ensinada por Franz Bardon. As diferenças entre a Cabala Prática e a Teórica são muitas, mas, como principal distinção, na Cabala Teórica o enriquecimento pessoal é apenas a nível teórico, isto é, intelectual, enquanto que na Prática se aprende, se compreende, se vive a realidade do Misticismo das Letras. O mesmo conhecimento que foi utilizado para criar tudo quanto existe no Universo. É simultaneamente Dogmático e Pragmático.

Magia Eletrônica
É um acessório da Magia Ritual, utilizando-se de paramentos do tipo Bobina Tesla ou Gerador Van De Graff para gerar poderosas energias visando potencializar os rituais.

Sistema Psicotrônico (Psicotrônica)
É uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza o simbolismo próprio do Mago (uma vez que será este a determinar quais os números a serem utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento utilizado, ou ainda uma série enorme de fatores passíveis de emissão psicotrônica, detectadas ou determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à eletricidade e à eletrônica, para produzir seus efeitos. Apesar de utilizar-se de aparato muitas das vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras variedades de Magia Ritual, isto é, depende inteiramente (ou quase) das qualidades mágicas do operador.

Sistema de Emissões de Ondas-devidas-às-formas (Sistema de Ondas-de-Formas)
É uma forma de Magia Dogmática, posto que faz uso de paramentos e símbolos sem paralelo no sub-consciente do Mago; exceção se aplica aos gráficos que dependem de uma seleção radiestésica de seu design, como, por exemplo, no sistema Alpha-Omega (aonde se seleciona os algarismos numéricos e a quantidade de círculos em torno daqueles, para se construir o gráfico) neste sistema Pragmático. Para exemplificar o uso prático, se utiliza equipamentos bidimensionais ou tridimensionais; os primeiros são os gráficos emissores, compensadores e moduladores de Ondas-de-Forma, enquanto os outros são os aparelhos tipo pirâmides, esferas ocas, meias-esferas, arranjos espaciais que parecem móbiles, etc. Neste Sistema, na sua parte tridimensional, é que se utiliza os pêndulos, as forquilhas e demais instrumentos radiestésicos, rabdomânticos e geobiológicos.

Sistema Radiônico (Radiônica)
É a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no sistema de Magia Ritual, e herdeira única do sistema Psicotrônico, reúne em si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e Pragmatismo.
Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente Pragmáticos, uma vez que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das Sincronicidades, de Carl Gustav Jung).
O coração do sistema Radiônico, porém, não é seu método de detecção (uma vez que há aparelhos sem nenhum sistema de detecção, como a Peggotty Board, ou Tábua de Cravilhas), mas seu sistema de índices.
Esses índices são em geral descobertos ou criados pelos pesquisadores do sistema em questão, e passados adiante para os outros usuários do sistema, que não são necessariamente pesquisadores. Assim, quando se utiliza índices desenvolvidos por outras pessoas, se está operando no sistema Dogmático, apesar de que os números presentes nos índices são sempre comuns à mente de qualquer operador - mas as seqüências em que eles aparecem, que formam os índices, o fazem de forma desconhecida ao sub-consciente do operador, portanto de forma Dogmática.
Quando, porém, fazemos uso de índices que sejam fruto de nossas próprias pesquisas ou experiências, trabalhamos, então, de forma Pragmática. Portanto, em se tratando de Radiônica, somente nossas próprias pesquisas permitem um trabalho totalmente Pragmático.

Sistema do Candomblé
Muito parecido com o Sistema do Vodu, mas simplificado. Na verdade, o Candomblé é um culto aos Deuses e Deusas do panteão Nagô, aonde predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios animais, na criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas mágicas - como os banhos de ervas, o uso de pós mágicos, etc. Além de Evocações e Invocações das Divindades cultuadas. É um Sistema de grande potencial, infelizmente tornado, ao longo dos anos, inferior ao Vodu, do ponto de vista iniciático.

Sistema da Umbanda
Consiste na Invocação de Entidades de um panteão próprio e extremamente complexo, visando obter os favores das Entidades incorporadas. Também existe a Evocação quando se faz oferendas de itens diversos para as Entidades. É basicamente um culto de Magia Branca.

Sistema da Quimbanda
Muito parecido com o Sistema da Umbanda, com exceção de que não se atua com Entidades demoníacas; é basicamente um culto de Magia Negra.

Sistema da Wicca
Um aprimoramento do Sistema de Feitiçaria, a Wicca é uma religião muito bem organizada e sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de sacrifícios animais, que era freqüente na Feitiçaria. Há um ramo mais sofisticado da Wicca, a Seax-Wicca, dos seguidores de Gerald Gardner, que busca aprimorar a Wicca, transformando-a num culto menos dogmatizado que o tradicional.

Sistema de Magia Sexual
Temos aqui uma abertura para oito sub-sistemas:

- Sistema da O.T.O.:
Basicamente um método de Magia Sexual que busca a elevação espiritual através do sexo. Tem três graus de aptidão mágica sexual - o VIII, o IX e o XI. Pode ser considerado o Tantra ocidental.

- Sistema da O.T.O.A.:
É muito parecido com o da O.T.O., porém faz uso não apenas da Magia Sexual praticada fisicamente, mas também de práticas astrais desse tipo de Magia.

- Sistema Maatiano
Criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da Magia Sexual. Sua visão sobre o grau XIº é particularmente distinta.

- Sistema da Fraternitas Saturni (F.S.)
É derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano.

- Sistema Ansariético
Criado pelos Ansariehs ou Aluítas da Síria, é o primeiro dos modernos métodos de Magia Sexual.

- Sistema de Eulis
Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um método científico de Magia Sexual ocidental, muito poderoso e perigoso. Seu criador era médico, e cometeu suicídio após muitos problemas na vida. Era mulato, político liberal, libertino, residente nos Estados Unidos no século XIX.

- Sistema Zos-Kia
Criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da Auto-Magia Sexual ou Auto-Amor. É também um Sistema muito potente e perigoso. Seu criador, talentoso artista plástico, morreu esquecido e quase na miséria.

- Sistema Palladium
Criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P.B.Randolph, Aleister Crowley, além de outros mestres do ocultismo. Tem sua doutrina, os Palladianos, no conceito do ser humano pré-adâmico, isto é, no ser humano bissexuado, para o qual o relacionamento sexual era desnecessário para a procriação. Esses seres eram os Elohim, Filhos de Deus, que criaram o pecado relacionando-se sexualmente uns com os outros - o que era desnecessário - provocando a queda da humanidade. Com o pecado, veio a punição: Deus dividiu o sexo dos seres humanos, o que provocou a expulsão deles do Éden. Baseando-se nessa crença, além de buscar decifrar os ensinamentos ocultos de todos os Mestres, e interpretar o significado oculto da literatura, os Palladianos buscam trazer luz aos conceitos tão mal compreendidos da Magia Sexual.