quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Notas do Caibalion



Os princípios da verdade são sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a chave mágica com a qual todas as portas do templo podem ser abertas completamente. 

CAIBALION

Os sete princípios em que se baseia toda a filosofia hermética são os seguintes:

1. O Princípio de Mentalismo "O TODO é MENTE; o Universo é Mental."

2. O Princípio de Correspondência "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."

3. O Princípio de Vibração "Nada está parado; tudo se move; tudo vibra." 

4. O Princípio de Polaridade "Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meia verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

5. O Princípio de Ritmo "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."

6. O Princípio de Causa e Efeito "Toda a causa tem seu efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."
  
7. O Princípio de Gênero "O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos."


A Transmutação Mental

 

"A Mente pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de pólo em pólo, de vibração em vibração. A verdadeira transmutação hermética é uma Arte Mental." - CAIBALION

A palavra Transmutar significa mudar de natureza, forma ou substância, em outra; transformar.

Transmutação Mental significa a arte de transformar e de mudar os estados, as formas e as condições mentais em outras. A Transmutação Mental pode ser considerada como arte de mudar as condições do Universo.

O TODO

 

"Sob as aparência do Universo, do Tempo e do Espaço e da Mobilidade, está sempre encoberta a Realidade Substancial: a Verdade fundamental." - CAIBALION

A Substância é aquilo que se oculta debaixo de todas as manifestações exteriores, a essência, a realidade essencial, a coisa em si mesma.

Substancial é aquilo que existe atualmente, que é elemento essencial, que é real.

A Realidade é o estado real verdadeiro, permanente, duradouro, atual de um ente.

Debaixo e dentro de todas as aparência ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade Substancial. Esta é a Lei.

Todos os pensadores compreenderam a necessidade de ser admitida a existência desta Realidades Substancial. Os homens deram a esta Realidade Substancial muitas denominações.

A exemplo dos Mestres Hermetistas designaremos esta Força Oculta, esta Realidade Substancial sob o nome de O TODO. Termo mais compreensível para designar AQUELE que excede todos os nomes e todos os termos.

É natureza íntima do TODO ser Incognoscível, isto é, ninguém pode compreender pelo próprio TODO por a natureza e a existência dele. Os Hermetistas pensam e ensinam que o TODO, em Si mesmo, é e será sempre Incognoscível.

"AQUELE que é a Verdade Fundamental, a Realidade substancial, está fora de uma verdadeira denominação, mas o sábio chama-o O TODO." - CAIBALION

"Na sua essência, O TODO é INCOGNOSCÍVEL." - CAIBALION


A razão humana, cujos testemunhos devemos aceitar ao raciocinar sobre alguma coisa, nos diz o seguinte a respeito do TODO:

1.O TODO é Tudo o que é Real. Nada pode existir fora do TODO, porque do contrário o TODO não seria mais o TODO.

2.O TODO é Infinito, poque não há quem defina, restrinja e limite o TODO. É Infinito no Tempo, ou Eterno; existiu sempre, sem cessar; porque nada há que o pudesse criar, e se ele não tivesse existido, não podia existir agora; existirá perpetuamente, porque não há quem o destrua, e ele não pode deixar de existir, porque aquilo que é alguma coisa não pode ficar sendo nada.

3. O TODO é Imutável, ou não está sujeito a ser mudado na sua natureza real, nada há que possa operar mudanças nele, nada há em que possa ser mudado nem nada que tenha sido mudado. Não pode ser aumentado nem diminuído, nem ficar maior ou menor, seja qual for o motivo. Ele sempre foi e sempre será tal como é agora.

O TODO sendo Infinito, Absoluto, Eterno e Imutável, segue-se que tudo que é finito, passageiro, condicional e mutável não é o TODO. E como não há nada Real fora do TODO, todas as coisas finitas não são Reais.

O TODO é a Infinita Mente Vivente; o Iluminado chama-a ESPÍRITO!

O Universo mental

 

"O Universo  é Mental: ele está dentro da mente d'O TODO." - O CAIBALION

O TODO é Espírito! Mas o que é Espírito? Espírito é um simples nome que os homens dão ás suas mais elevadas concepções da Infinita Mente Vivente; esta palavra significa a Essência Real; significa a Mente Vivente, tão superior à Energia mecânica e à Matéria. O Espírito é superior ao nosso entendimento, e só empregamos este termo para podermos falar do TODO.

Conforme o Princípio de Correspondência, temos razão de considerar que O TODO cria mentalmente o Universo, de um modo semelhante ao processo pelo qual o Homem cria as Imagens mentais. O TODO não pode criar de outro modo senão mentalmente. O Universo, e tudo o que ele contém, é uma criação mental do TODO. O TODO é um, e o Universo é gerado, criado e existe na sua Mente Infinita. 

Enquanto que para o TODO Infinito, o Universo, as sua Leis, as suas forças, a sua Vida e os seus fenômenos, são como pensamentos presentes no estado de Meditação ou Sonho; para tudo que é finito, O Universo deve ser considerado como Real, e a vida, a ação e o pensamento devem ser baseados nele, de modo a concordar com um preceito de Verdade superior; cada qual concordando com seu próprio Plano e suas leis. Ao mesmo tempo que o Universo não existe,  Ele existe. 

Ao passo que para o TODO o Universo é irreal e ilusório, um simples sonho ou resultado de meditação; para as mentes finitas que fazem parte deste mesmo Universo e o observam através das suas faculdades, ele é verdadeiramente real.

Helena Blavatsky


Helena Patrovna Hahn Fadéef nasceu em Ekaterinoslav, Russia; em 30 de julho de 1831. Era filha de Pedro Hahn da família Macklenburg e de Helena Fadéef, família nobre que lhe concedeu uma educação completa: pianista e conhecimento profundo em idiomas e literatura.
Em sua infância, alguns presságios atribuíam a Helena um aspecto misterioso e catastrófico. Em seu batizado, acidentalmente a túnica do sacerdote foi incendiada, ferindo e assustando alguns que estavam presentes na cerimônia. Anos mais tarde, Helena brigou com um colega e ameaçou enviar-lhe um diabo que lhe faria cócegas até a morte. O garoto aterrorizado correu, escorregou e caiu num rio morrendo afogado.
Após a morte de sua mãe, foi enviada para a companhia de seu avó, o governador de Saratov, que vivia num castelo que diziam ser encantado. Aos cinco anos era capaz de hipnotizar; e aos quinze utilizava-se da clarividência.
Esteve na França e Inglaterra em 1845 e em 1848. Contra sua vontade, casou-se aos 17 anos com o general Nicephore V. Blavatsky, 51 anos, governador de Etivan. Porém, seu matrimônio durou apenas três meses. Helena fugiu de casa e foi para Constantinopla, onde permaneceu o tempo necessário para legalizar o processo de separação.
No Egito conviveu com um mestre Copta que a iniciou em ciências ocultas. Através desse mestre, tomou conhecimento das Estâncias de Dzyan; um livro guardado num mosteiro tibetano que continha ensinamentos ocultos da sabedoria Oriental antiga. No ano de 1851 em Londres, recebeu a missão de um mestre hindu de fundar uma sociedade espiritualista transcendental.
A partir deste momento, deu início a sua peregrinação pelo mundo, passando por Canadá, Estados Unidos, México, Peru, Índia, Ceilão e Nepal. Conheceu as colônias holandesas e Cingapura em 1853, sempre bancada por seu pai e a herança de uma tia. Sua volta ao mundo se estendeu até 1867, chegando a residir em Cáucaso e Ucrânia. Helena ainda permaneceu alguns meses no Tibet, onde recebeu a Iniciação. Seguiu para o Cairo, Palestina e Grécia, onde foi ferida na Batalha de Mentana. De volta a Londres, conhece Kout Houmi Lal Singh, um misterioso personagem com quem passou a se corresponder. Helena recebeu As Estâncias de Dzyan de um grupo ocultista indiano. Porém, em uma viagem a Calcutá, passou a ser pressionada para devolvê-lo; caso contrário, sua vida seria abalada por diversas infelicidades. Helena adoeceu mas ainda perambulou pela Europa. No decorrer dos anos, fatos estranhos a atormentaram: o navio que viajava explodiu em 1871 e ainda foi vítima de uma tentativa de assassinato. Assustada com essas ocorrências, decide ceder as pressões e entregar o livro.
No ano de 1872 em Paris, Madame Blavatsky, como também era conhecida, tentou pela primeira vez fundar uma sociedade ocultista. Nessa longa peregrinação, Helena desenvolveu suas habilidades psíquicas através de treinamentos e experiências ritualísticas. No mesmo ano foi residir em Nova York, entrando em contato com o movimento espírita Irmão Eddy, com os Mórmons e estudou Voodoo.


Depois de breves viagens pela Europa Oriental em 1873, retornou para Nova York. No ano seguinte, conheceu o norte americano Cel. Henry Steel Olcott, com quem fundou a Sociedade Teosófica em 1875. Dois anos mais tarde, lançou Isis sem Véu, que contêm mais de 1.300 páginas e esgotou-se no primeiro dia de lançamento; deu continuidade aos primeiros conceitos sólidos da Sociedade. Helena também lançou a revista The Theosophist; e a sede da Sociedade foi transferida para Madras, Índia. Por todo este período, sofreu pressão de grupos indianos para que nada fosse revelado sobre As Estâncias de Dzyan.
No ano seguinte, viajou para a Europa mas se estabeleceu na Índia. Em 1885, adoeceu e foi para a Alemanha, onde deu início ao trabalho de A Doutrina Secreta. Em maio de 1887, foi morar em Londres, e lançou a segunda revista Lúcifer (Lúcifer significa literalmente Portador da Luz). Publicou A Doutrina Secreta e fundou a Escola Esotérica em 1888. Em 1889 publicou A Chave para a Teosofia e A Voz do Silêncio. Finalmente em 1890, estabeleceu definitivamente a sede da Sociedade Teosófica em Londres; aonde veio a falecer em 8 de maio de 1891, sendo cremada no Working Crematorium.
Helena Blavatsky foi um dos principais ícones da ciência e ocultismo do século XIX. Seus Mestres a chamavam de Upasika. Na Rússia era conhecida pelo seu pseudônimo literário, Radha Bai, e considerada a reencarnação de Paracelso.
Blavatsky é a responsável pela introdução do conhecimento oriental do Ocidente, incluindo os conceitos de Karma e Reencarnação; além de expor ao mundo a idéia de que todas as religiões partem de uma única base primitiva.
Suas obras A Doutrina Secreta, Isis sem Véu, A Voz do Silêncio e O Simbolismo Arcaico das Religiões, teriam sido inspiradas através da leitura por clarividência de As Estâncias de Dzyan. O crítico inglês William Emmett Coleman, calculou que para escrever Isis sem Véu, Blavatsky precisaria ter estudado 1400 livros por ela desconhecidos. Mas sua grande contribuição é, sem dúvida alguma, a Sociedade Teosófica. Após mais de cem de sua fundação, possui adeptos em toda parte do mundo e permanece estabelecida como uma das principais bases de conhecimento da atualidade.

Teosofia

A palavra Teosofia vem do grego Theosophia e significa literalmente Sabedoria Divina. Seus primeiros registros históricos se encontram no Egito do século III, cunhados por Amônio Saccas e seu discípulo Plotino, filósofos neoplatônicos fundadores da Escola Teosófica Eclética. A Sociedade Teosófica contemporânea é a sucessora desta Escola.
O termo Teosofia também adquiriu um significado secundário de verdade relativa. Na Filosofia Oriental é conhecida como Filosofia Esotérica ou Oculta, ou ainda Pensamento Teosófico. Esses termos foram criados para distingui-la do significado primitivo.


Sociedade Teosófica

"As doutrinas fundamentais de todas as religiões se comprovarão idênticas em seu significado esotérico, uma vez que sejam desagrilhoadas e libertadas do peso morto das interpretações dogmáticas, dos nomes pessoais, das concepções antropomórficas e dos sacerdotes assalariados".


Fundada em Nova York, no dia 8 de setembro de 1875 por um pequeno grupo onde se destacavam Helena Blavatsky e o Cel. Henry Steel Olcott, a Sociedade Teosófica teve sua sede internacional legalmente estabelecida em 3 de abril de 1905, na cidade de Chennai, sul da Índia.
A Sociedade Teosófica não pode ser definida como uma religião, e sim um credo. Seu lema é "Não Há Religião Superior à Verdade, do sânscrito Satyan nasti para Dharmah". Sendo que a palavra Dharmah significa entre outros Doutrina, Dever, Justiça ou Lei.
Os adeptos de diversas religiões aderiram a Sociedade Teosófica no decorrer de seu desenvolvimento; pois não é necessário abandonar crença ou dogmas, basta aceitar seus objetivos primários. Os objetivos da Sociedade Teosófica estão baseados na Fraternidade Humana e na Busca da Verdade

1º - Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor. 

2º - Encorajar o estudo de Religião Comparada, Filosofia e Ciência. 

3º - Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.

Embora não atue diretamente nas causas religiosas, sociais, políticas e econômicas, a Sociedade Teosófica tem seu poder transformador agindo em seus membros. Através de seus objetivos promove a superação da ignorância e dogmatismo individual, por conseqüência, há uma mudança no coletivo humano.