segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Chefes Secretos

Acredita-se que os Chefes Secretos são autoridades cósmicas transcendentes responsáveis pela operação e regulagem moral do cosmos ou pela supervisão das operações de uma organização esotérica que se manifesta exteriormente na forma de uma ordem mágica ou loja. Seus nomes e descrições variaram com o tempo, depende daqueles que refletem suas experiências de contato com eles.
Uma das primeiras e influentes fontes sobre essas augustas entidades é Karl Von Eckartshausen cujo livro "A Núvem Sobre o Santuário", publicado em 1795, explicou em algum detalhe seus caráteres e motivações. Vários ocultistas declararam pertencer ou ter tido contato esses Chefes Secretos e tornaram essa relato conhecido a outros, dentre eles está H.P. Blavatsky (que os chamou de "Mestres Tibetanos"), Dion Fortune (que os chamou de "ordem esotérica"), Max Heindel (que os chamou de "Irmãos Maiores") 

Na Golden Dawn

A Hermetic Order of the Golden Dawn foi fundada por aqueles que declaravam estar em comunicação com os Chefes Secretos. Um desses Chefes Secretos era Anna Sprengel. Seu nome e endereço foram decodificados dos Manuscritos Cifrados

S.L. MacGregor Mathers

Em 1892, Mathers estava convencido que tinha contatado esses Chefes Secretos e que isso confirmava sua posição como cabeça da Golden Dawn. Ele declarou isso em um manifesto, quatro anos depois, dizendo que eles eram humanos e viviam na Terra, ainda possuiam terríveis poderes superhumanos. Ele usou esse status para fundar a Segunda Ordem da Golden Dawn, bem como o ritual de Adeptus Minor.

Astrum Argentum

Chefes Secretos (ocasionalmente "Chefes Secretos da A.'.A.'.") é o termo que Aleister Crowley usou para denominar essas entidades sobrenaturais (praeter-humanas) que conduzem o progresso da humanidade para fins que geralmente estão além da compreensão do homem mortal.
Crowley obteve o primeiro conceito de Chefes Secretos vindo da Hermetic Order of the Golden Dawn, cuja operação era justificada por autoridades destes. No entanto, o ocultismo do século XIX era cheio desses tipos de "mestres secretos".
Os Chefes Secretos estão pelo menos no grau de Magus e Magister Templi, e podem estar, ou não, na forma humana dependendo de suas próprias necessidades no momento, e são completamente desconhecidos ao restante da humanidade exceto em raras ocasiões em que estes verificam que faz parte do seu plano se revelar a uma pessoa.
Crowley declarou acreditar que as entidades Aiwass, quem lhe ditou o Livro da Lei, Ab-ul-Diz e Amalantrah que se comunicou com ele em outros trabalhos, eram todos "Chefes Secretos". No Magick Without Tears também disse suspeitar que um homem de seu conhecimento (o qual ele não conta) também era um Chefe Secreto.
A discussão inicial dos Chefes Secretos está no Magick Without Tears, capítulo 9, embora o termo apareça em muitas escrituras de Crowley. Nas suas "Confissões", Crowley freqüentemente examinou acontecimentos de sua própria vida em termos dos quais ele supôs terem sido planos dos Chefes Secretos.
Os Chefes Secretos são dotados de imensos poderes, chamados "Vibrações Ofidianas" (Ophidian Vibrations) que os possibilitam "insinuarem [a si mesmos] em quaisquer circunstâncias desejadas." (Magick Without Tears, 9:92) Estes poderes permitem aos Chefes Secretos "induzir uma garota a bordar uma tapete, ou iniciar um movimento político para culminar em uma guerra mundial; tudo em busca de algum plano sagrado além da competência ou da compreensão dos pensadores mais profundos e sutis." (Magick Without Tears, 9:92-93)

Hermetic Brotherhood of Luxor

A Hermetic Brotherhood of Luxor refere-se a um "Círculo Interno" de mestres eruditos que podiam ser contatados através da clarividência.

Na Teosofia

Os Mahatmas (literalmente, "Grandes almas") da Sociedade Teosófica foram um outro caso importante. Os "Mestres Revelados" de Johnson explora a possibilidade de que, ao invés de guias do outro mundo ou fontes fictícias de legitimidade, os Mahatmas Teosóficos eram pessoas históricas com quem Blavatsky se associava.

Maçonaria e Rosacruz

Possivelmente o exemplo mais antigo do conceito de Chefes Secretos é encontrado nos "Superiores Desconhecidos" (Superiores Incognitii) do Rito da Estrita Observância, um corpo Maçônico Templário fundado pelo Baron von Hund no meio do século XVIII. Alguns escritores (Kenneth MacKenzie, por exemplo) acreditava que os "Superiores" de Hund eram os Jesuítas. Ao mesmo tempo, entretanto, a Ordem Alemã Gold-und Rosenkreuz também se referira ao seus próprios Chefes Secretos misteriosos (Unbekannte Oberen).

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