sexta-feira, 22 de julho de 2011

Liber B vel Magi

Liber B vel Magi
Sigillvm Sanctvm Fraternitatis A∴A∴
A∴A∴
Publicação em Classe A. 

Liber B vel Magi
por V.V.V.V.V.


00. Um é o Magus: duas são Suas forças: quatro são suas armas. Estes são os Sete Espíritos de Iniquidade; sete abutres do mal. Então a arte e a habilidade do Magus são nada mais que deslumbramento. Como Ele destruirá a Si mesmo?
0. Contudo o Magus tem poder sobre a Mãe tanto diretamente quanto através do Amor. E o Magus é Amor, e une Aquilo e Isto na Sua Conjuração.
1. No início o Magus falou realmente a Verdade, e projetou a Ilusão e a Falsidade para escravizar a alma. Porém ali está o Mistério da Redenção.
2. Pela sua Sabedoria Ele criou os Mundos; a Palavra que é Deus é nenhum outro além d’Ele.
3. Então como Ele terminará a Sua fala com Silêncio? Pois Ele é Fala.
4. Ele é o Primeiro e o Último. Como Ele cessará de numerar a Si mesmo?
5. Por meio de um Magus este escrito se torna conhecido através da mente de um Mestre. O primeiro pronuncia claramente e o outro compreende; ainda assim a Palavra é falsidade e o Entendimento é obscuridade. E isso que é dito é De Tudo Verdade.
6. Não obstante está escrito; pois há tempos de escuridão e ali isto é como uma lâmpada.
7. Com a Baqueta Ele criou.
8. Com o Cálice Ele preservou.
9. Com o Punhal Ele destruiu.
10. Com o Pantáculo Ele redimiu.
11. Suas armas completam a roda; e Ele não sabe sobre Qual Eixo ela gira.
12. Ele deve cessar todas estas ações antes que a maldição do Seu Grau se manifeste d’Ele. Antes que Ele alcance Aquilo que existe sem Forma.
13. E se nesta ocasião Ele for manifestado sobre a terra como um Homem, e assim é este presente escrito, que este seja o Seu método, que a maldição do Seu grau, e o fardo da Sua realização, se manifestem d’Ele.
14. Que Ele cuide de se abster da ação. Pois a maldição do Seu grau é que Ele deve falar a Verdade, que a Falsidade ali pode escravizar as almas dos homens. Então que Ele pronuncie aquilo sem Medo, que a Lei possa ser cumprida. E aquela lei será moldada conforme a Sua Natureza Original, de modo que se possa declarar suavidade e serenidade, sendo um Hindu; e outro ferocidade e subserviência, sendo um Judeu; e ainda outro ardor e virilidade, sendo um Árabe. Ainda assim este assunto toca o mistério da Encarnação, e não está aqui para ser declarado.
15. Sendo assim o grau de Mestre ensina o Mistério do Sofrimento, e o grau de Magus o Mistério da Mudança, e o grau de Ipsissimus o Mistério da Abnegação, que também é chamado de Mistério de Pan.
16. Que então o Magus contemple cada um por sua vez, elevando-o até o derradeiro poder do Infinito. Em que Tristeza é Alegria, e Mudança é Estabilidade, e Abnegação é Ser. Pois a interação das partes não age sobre o todo. E esta contemplação deverá ser realizada não por meio de simples meditação – e muito menos pela razão! Mas pelo método que será concedido a Ele na Sua iniciação ao Grau.
17. Seguindo tal método, será fácil para Ele combinar aquela trindade dos seus elementos, e mais ainda combinar Sat-Chit-Ananda, e Luz, Amor, Vida, três vezes três em nove que são um, em cuja meditação o sucesso será Aquilo que primeiro foi parcialmente revelado a Ele no grau de Practicus (que reflete Mercúrio no mundo mais inferior) no Liber XXVII, “Aqui Nada existe sob suas três Formas”.
18. E esta é a Abertura do Grau de Ipsissimus, e segundo os Budistas isto é chamado o transe Nerodha-Samapatti.
19. E aflição, aflição, aflição, sim aflição, e de novo aflição, aflição, aflição, sete vezes seja Seu aquilo que é pregado e não Sua lei para os homens!
20. E que aflição também esteja sobre Aquele que recusa a maldição do grau de Magus, e dali o fardo da Realização.
21. E que o livro seja selado na palavra CHAOS; sim, que o Livro seja selado.  


Nota:
Os Livros listados em Classe A da A∴A∴ (com exceção d’O Livro da Lei) foram recebidos a partir de outubro de 1907 e.v. (era vulgaris ou era comum), ano em que Crowley tomou o juramento do grau de Magister Templi (Mestre do Templo) 8º=3, assumindo o mote V.V.V.V.V. (Vi Veri Vniversum Vivus Vici, Pela força da Verdade Eu Conquistei o Universo Ainda Vivo). Sob este mote Crowley assumiu o ofício de entregar os “Livros Oficiais da A∴A∴” para o mundo através d’O Equinócio. Nas importantes palavras do próprio Crowley: “Eu clamo a autoria mesmo de todos os outros Livros de Classe A da AA, embora eu os tenha escrito quando inspirado além de qualquer coisa que eu conheça como sendo eu. Mesmo nesses Livros, Aleister Crowley, o mestre em Inglês, tanto da prosa quanto do verso, participa na medida em que ele era Aquele. Comparem-se esses Livros com o Livro da Lei! O estilo é simples e sublime; as imagens são esplêndidas e perfeitas; o ritmo é sutil e intoxicante; o tema é interpretado em perfeita sinfonia. Não existem erros de gramática e nem frases infelizes. Cada Livro é perfeito em seu gênero. Eu, ousando arrebatar o crédito quanto a esses, não ouso, entretanto clamar ter tocado O Livro da Lei, sequer com minha menor unha.”.

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