segunda-feira, 4 de julho de 2011

Da Liberdade de Culto - por Jonatas Lacerda

Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

Mestre Therion (Aleister Crowley) frequentemente dizia que a Lei de Thelema portava a solução para os problemas da humanidade. Certamente, tal afirmação parece incoerente e muito frágil, todavia, quando paramos para estudar as possibilidades que a Lei de Thelema gera, encontramos a certeza de que, com a aplicação das fórmulas dadas no Livro da Lei, é possível encontrar soluções simples e práticas para os problemas que enfrentamos no cotidiano. Em alguns casos, parece utópico e sem sentido real, mas quando aplicamos a Lei de Thelema em nossas vidas, percebemos que o Æon de Hórus é uma realidade e que esta nova era, mesmo estando em seus primeiros passos, será capaz de mudar a forma que enxergamos a nós mesmos. Este texto pretende demonstrar a aplicação das chaves da Lei de Thelema em um assunto que gera muitos conflitos, a Religião, mais precisamente a Liberdade de Culto.
A primeira e mais coerente afirmação é que o Novo Æon provê uma completa liberdade de culto, libertando-nos da necessidade de um verdadeiro e único Deus, portador de uma verdade e felicidade infinitas. Para demonstrar com clareza o que isto quer dizer, quero compartilhar o que está escrito no Editorial do The Equinox, vol. III nº I (The Blue Equinox):
O MUNDO PRECISA DE RELIGIÃO. Religião deve representar a Verdade e, celebrá-la. Essa verdade é de duas ordens: a primeira, relativa à Natureza externa do Homem; a segunda, relativa à natureza interna do Homem. Existem religiões, especialmente o Cristianismo, que são baseadas na primitiva ignorância dos fatos, particularmente de natureza externa.
Celebrações devem ser conforme o costume e a natureza do povo. O Cristianismo destruiu as alegres festividades, caracterizadas pela música, dança, festas e o ato de fazer amor, e apenas manteve a melancolia.
A Lei de Thelema oferece uma religião que agrupa todas as condições necessárias. A filosofia e metafisica de Thelema é o som, e oferece solução para os mais profundos problemas da humanidade. A ciência de Thelema é ortodoxa; não existem falsas teorias da Natureza, não existem fábulas sobre a origem das coisas. A psicologia e ética de Thelema são perfeitas. Destroem a condenável ilusão do Pecado Original, fazendo com que cada um seja único, independente, supremo e suficiente.
A Lei de Thelema é dada no Livro da Lei.
Religião, de modo algum, deve estar ligada a um pensamento fechado que se apresente como verdade única e como solução primordial para a eternidade. Religião deve promover a ligação do indivíduo com sua natureza interna e externa e seu método deve se basear na alegria e deve sempre se expressar através do prazer. A religião deve manifestar o amor em sua forma mais sublime e a partir disso, prover ao seu seguidor uma base sólida de adoração e de conexão consigo e com o universo. A Religião não deve submeter o religioso a práticas que oprimem sua natureza e de forma alguma deve obrigá-lo a executar ações que anulem sua natureza interna ou externa, ou ainda, que de uma forma ou de outra, o obriguem a interferir na órbita de outra estrela. Enfim, Religião deve representar a Verdade e celebrá-la.
A principal diferença entre os conceitos do Velho e do Novo Æon é na que diz respeito ao Espírito e a Matéria, o Velho Æon, enfatiza o que o espírito deve estar sobre a matéria, quando, no Novo Æon de Hórus, espírito e matéria caminham juntos, já que nossa natureza é formada por espírito e matéria. Portanto, não é natural agir contra a matéria e nem ao plano material, nós somos o que somos e devemos dar o devido valor a tudo isso que nos forma. O equilíbrio entre espírito e matéria é o nosso principal trabalho, esse equilíbrio certamente nos garantirá crescimento em todas as vias.
A supervalorização do espírito cria uma desvalorização da matéria, matéria que nos forma e que forma o planeta que habitamos. Quando a matéria não é valorizada, criamos um desequilíbrio de forças e consequentemente não conseguimos entender completamente a necessidade de manutenção e de preservação do meio. Costuma-se pensar que se a vida é resultado do pecado original e se tudo isso será destruído e uma nova morada será conquistada, por que devemos preservar? Esse pensamento gera um completo desrespeito pela natureza e também pelos outros animais que habitam a terra, afinal, este planeta e tudo o que está nele existe para nosso consumo e para mera preparação a uma vida eterna e cheia de graça. Sendo assim, não é necessário preservar, não é necessário respeitar qualquer outro ser vivo, tudo que aqui está deixará em breve de existir. É necessário deixar de lado essa ideia de que a matéria é desnecessária, ela é tão necessária quanto importante e a preservação do meio é tão importante quanto à elevação do espírito. A evolução humana também está ligada à evolução do ambiente.
Indo à frente, chegamos ao conceito que diz que as celebrações religiosas devem estar amparadas nos costumes de cada povo, este conceito amplia a visão religiosa, exterminando a ideia de verdade única e incontestável. Todo homem e toda mulher tem o sagrado direito ao culto religioso, e esse culto deve estar intimamente ligado ao seu seguidor e esse, por sua vez, deve se identificar completamente com o objeto de seu culto e essa identificação é manifestada pela expressão natural de júbilo quando da execução do culto. O seguidor jamais deve ser forçado ou intimado a prestar culto, ele não deve ser atacado com mentiras de que um deus poderá castigá-lo ou enviá-lo a um inferno qualquer, ele não deve ser manipulado a prestar culto porque haverá uma gigantesca recompensa após sua vida, ele não deve ser comprado com a ideia de vida eterna. O culto deve estar livre da ânsia de resultado, deve ter como base a celebração da vida e deve expressar o amor e o prazer, não há mais porque celebrar o ciclo de morte e ressurreição, o sacrifício não deve ser mais a base da expressão divina. Vender-se a um deus, para conseguir migalhas na terra e um trono em um céu, não é cultuar, mas sim, deixar seu corpo e espírito a mercê da escravidão. Quando a religião for a expressão natural de amor e da vontade, as questões ligadas ao extremismo e intolerância religiosa serão extintas e a religião será palco de uma saudável prática que agirá como alicerce para o crescimento humano.
Agora quanto ao pecado: basta dizer que não há outro pecado senão aquele que força a pessoa a ir contra a sua própria natureza. Todo homem e toda mulher deve exercer seu direito à liberdade, não indo contra a sua própria natureza e procurando sempre exceder em tudo aquilo que lhe é natural. Todo homem e toda mulher tem o direito ao prazer, ao êxtase, à alegria e à completa satisfação pessoal. A religião, quando trabalhada longe de dogmas escravagistas, ajuda a elevar o ente, tanto no plano material, quanto no plano espiritual. Ao executar rituais, ao participar de celebrações, ao dançar, ao fazer amor, prestamos culto não só ao “Deus”, mas também a nós mesmos e com isto, elevamos nossas almas, podendo assim alcançar uma felicidade maior, no ato de se apaixonar dia-a-dia, no ato de amar cada segundo de nossas vidas. E essa magnânima celebração, além de elevar nossos sentidos, faz com que nossos corpos trabalhem mais naturalmente, liberando substâncias vitais para uma vida mais saudável e duradoura.
Por definição, religião é um conjunto de crenças relacionadas ao sobrenatural, divino, sagrado e ao transcendental. Religião comporta também um conjunto de rituais e códigos morais que derivam diretamente dessas crenças. A Lei de Thelema combate qualquer falsa teoria sobre a natureza e dispensa fábulas sobre a origem das coisas, ela dá um código ético extremamente rigoroso e coloca na mão de cada homem e de cada mulher a responsabilidade por seus atos. Uma corrente natural – que não é exatamente divina – se encarrega de manter o equilíbrio de todas as coisas. A conduta moral e ética é de responsabilidade do indivíduo e não deve ser colocada nas mãos de um deus ou mesmo abaixo de uma religião. A religião pode dar embasamento ético e moral, mas jamais deve interferir na natureza das coisas ou do indivíduo. A religião não deve ser uma muleta para fracos ou um escudo para inescrupulosos. A justiça deve ser um veículo do Estado e a religião jamais deve interferir nesse veículo. O poder legislativo deve legislar de acordo com as necessidades humanas e deve estar em constante revisão para tornar o poder judiciário cada vez mais rápido, justo e eficaz. Aspectos religiosos devem estar à parte de todo este contexto e a religião jamais deve se por à frente de qualquer um desses poderes, não é papel de instituições religiosas exercer influência ou ainda obstruir o trabalho da Justiça. A verdade é a apoteose da liberdade e através da verdade que o ente se torna livre, contudo, cada indivíduo responde pelos seus atos, e o Estado deve ser capaz de julgá-lo e de assegurar a liberdade de todos. Certamente, para que o estado seja capaz de julgar de forma justa, é necessário rever leis que estão abaixo de religiões, isto é, o Estado em si, deve ser livre para poder assim exercer o seu papel de forma plena.
Algo muito importante a ressaltar é que quando a falsa ideia de pecado é completamente dissipada, outra falsa ideia deixa de existir, a ideia de redenção, o falso senso de perdão. Não havendo o que perdoar, o perdão deixa de existir e quando não há perdão, a justiça pode ser aplicada em sua totalidade. Quando a responsabilidade cai sobre seus ombros e não existe um culpado ou um cordeiro à sacrificar, não há como livrar-se da culpa. Toda a responsabilidade e culpa acompanhará o culpado pelo resto de sua vida. Não existe um Deus que assuma a responsabilidade pelos seus atos e isto é completamente compreensível, haja visto que é difícil imaginar que um Deus seja capaz de perdoar um filho que matou o outro, já que diante de seus olhos somos iguais. Qual é a justiça para aquele que foi morto? Se o que o matou tem o perdão garantido? Não há sentido nisso, portanto, não há porque manter essa ideia que só faz crescer a irresponsabilidade e a leviandade.
O Novo Æon de Hórus é marcado pela capacidade de mudança, necessária para a evolução da humanidade. Hórus, a criança, demonstra a evolução através da experiência e conhecimento gerados pela união de Isis (era matriarcal) e de Osíres (era do deus sacrificado). Essa criança, por meio da união das características de seus pais, traz uma nova visão sobre a natureza das coisas. O ponto crucial é que essa criança renova o ciclo, trazendo novas verdades e unindo essas a verdades mais antigas. Ela marca a evolução, isto é, traz em si tudo de seu pai e de sua mãe, mas por meio de sua própria manifestação, ela une sua experiência individual com aquilo que lhe foi passado, tornando possível assim, uma nova experiência, uma experiência mais avançada e fundamentada. Este é o mesmo modelo evolutivo que experimentamos em nossas próprias vidas, o filho como produto evoluído de seus pais. Esses modelos arquétipos demonstram a evolução da humanidade e tomam para si a experiência da mesma forma que é para o ser humano.
Quando nos aproximamos das bases do Novo Æon, nos deparamos com uma série de deidades, que são cultuadas com uma série de rituais e muitas vezes, essas deidades são classificadas como sendo o “Panteão Thelêmico“, mas na verdade essas deidades são a expressão de uma ideia, a ideia do Novo Æon. Na verdade, ao se aproximar do material base do Novo Æon, nós encontramos deidades de diversos “panteões” e elas demonstram a aplicabilidade da Liberdade de Culto na sociedade. O Livro da Lei, ditado por Aiwass (uma entidade não humana), traz três princípios, Nuit, Hadit e Ra-hoor-khuit. Ra-hoor-khuit é a Criança Coroada e Conquistadora, que tomou seu assento no Equinócio dos Deuses, é essa energia que está regendo o Novo Æon. Um Æon onde as crianças estão despertando para uma nova verdade; onde as crianças, começam a conhecer a si mesmas, identificando assim o seu potencial diante do mundo externo a si. Essas crianças começam a entender o que é a moral e o que é a ética, e entendem que a responsabilidade de seus atos, agora está em suas mãos e não nas mãos de seus pais. Essas crianças estão crescendo e se preparando para uma outra era, uma era de Sabedoria e de Justiça. Essas deidades demonstram a nossa realidade e de certa forma são espelhos de nós mesmos. A existência ou não de uma força sobrenatural onipotente, onisciente e onipresente cabe apenas àqueles que desejam acreditar nelas, nós somos capazes de criar energias que nos ajudam na exploração do nosso princípio interno e externo.
Quando falo da liberdade de culto, quero dizer, que cada ser humano tem o sagrado direito de cultuar qualquer deus, e esse deus será a expressão de sua vontade e essa expressão será a expressão da verdade. Marcelo Ramos Motta, em um panfleto de divulgação da S.O.T.O. (Sociedade Ordo Templi Orientis), escreveu o seguinte sobre a Santa Igreja Católica Gnóstica, “Como religião, nós oferecemos uma fé verdadeiramente católica. A palavra “católica” significa o mesmo que universal ou o mesmo que integral - completa. Nossa Igreja aceita todas as formas de culto religioso como expressões da verdade divina, contando que esses cultos não contrariem nossa Carta Fundamental, Liber OZ. Isto quer dizer que você será pessoa bem-vinda em nossas Lojas (nossas sedes de clube são chamadas de “lojas”) não importa qual seja a sua religião, contanto que a sua religião não seja do tipo que ameaça os crentes com “inferno”, “danação” ou outra dessas vigarices. E, porque nós somos cristãos, se você decidir se juntar à Santa Igreja Católica Gnóstica você terá a vantagem do Milagre da Missa, através do qual o espírito que se torna carne, como acontece toda vez que uma criança nasce. Mas você não precisa entrar para a Santa Igreja Católica Gnóstica para ser um membro da S.O.T.O.. Nós não somos católicos romanos!…“. Em outro ponto, do mesmo panfleto, Marcelo aborda o tema novamente:
“Talvez você queira saber alguma coisa sobre a Santa Igreja Católica Gnóstica. Que é ela? Como é que ela funciona?
Novamente, este é um assunto complicado para a gente explicar intelectualmente, embora seja fácil de sentir. A maneira mais simples de explicar é mostrando a diferença entre a versão católica romana do Cristianismo e a nossa (nós chamamos a versão deles de “Cristianismo”, para assegurar que todos percebam a diferença).
O Cristianismo começou há muitos milhares de anos na Ásia, com um grande homem hindu chamado Krishna que foi assassinado por um rei malvado. Quando Krishna morreu, alguma coisa sobreviveu à sua morte. Agora, ninguém sabe ao certo o que sobreviveu e é mentira dizer que Krishna “ressuscitou”; mas os amigos e discípulos de Krishna sentiram, em seus corações e em suas mentes, que alguma coisa essencial da individualidade de Krishna ainda vivia dentro deles e tentava ser tão amiga deles (e tão crítica dos defeitos deles) quando Krishna tinha sido enquanto vivo. Esses amigos e discípulos de Krishna concluíram, dessa experiência, que a morte não é o fim da vida, mas uma mudança de forma de vida – pelo menos, para gente como Krishna. Portanto, eles tentaram explicar para todo mundo que esta verdade que eles tinham descoberto a respeito de Krishna talvez fosse verdade a respeito de todo mundo e que uma mulher ou homem que quisesse poderia cultivar em sua alma o tipo de qualidades que talvez sobrevivam à nossa morte e sejam úteis aos nossos amigos.
Você precisa compreender que isso não era apenas “filosofia” ou “teologia”: isso era um fato, experimentado pelos amigos de Krishna em seus próprios seres interiores. Eles saíram pelo mundo conhecido espalhando esta, que eles consideraram uma boa nova, a qualquer pessoa disposta a ouví-los; e se surpreenderam ao descobrir que muitas outras nações tinham tido a mesma experiência: algum grande homem ou mulher morrera e no entanto, alguma coisa da individualidade deles parecera sobreviver em algum lugar (uma quarta dimensão, se você quiser), e inspirar seus amigos quando necessário. Portanto a experiência não era incomum! Nesse caso, ela podia ser estudada cientificamente.
O pessoal conferiu e resolveu tentar achar um método geral através do qual se poderia cultivar em nós mesmos essas qualidades que sobreviviam à morte física e podiam ainda ser úteis aos amigos. Eles raciocinaram então que é mais fácil fazer alguma coisa com uma ajudazinha dos amigos, como diz uma velha canção (claro, você tem que prestar atenção no que os amigos lhe dizem, senão não adianta!). Eles também decidiram dar um nome genérico à qualidade, ou qualidades, que sobreviviam à morte física. Os egípcios chamavam essa qualidade de “Osíres” (Asar + Isis), os chineses a chamavam de “Dao-De”, os gregos a chamavam de “Chrestos” e os judeus a chamavam de “Jeheshuah” (que foi traduzido em latim como “Jesus”). E assim por diante. Se você quiser saber mais sobre os nomes que eram usados (alguns ainda são usados), você pode consultar os livros mencionados em Carta a um Maçom. O que você precisa manter em mente agora é que eles todos deram, ao método geral que eles estabeleceram para cultivar as qualidades cristãs em suas almas e para entrar em contato com essas eternas (se é que são eternas! – nós não sabemos realmente ainda) qualidades após a morte de grandes mulheres e grandes homens, o nome de Gnose, da palavra grega Gnôsis, que significa Conhecimento. Isto queria dizer que eles não tinham apenas “fé” no Cristo, você entende? Eles tinham experimentado o Cristo. E se bem que alguns deles tinham experimentado essa “Consciência do Cristo” sob o nome de “Jeheshuah”, e outros sob o nome de “Krishna”, e outros sob o nome de “Chrestos”, e outros sob o nome de “Meithras”, e outros sob o nome de “Asarisis” (Osíres), e outros sob o nome de “Dao-De”, e assim por diante (haviam – e ainda – muitos outros nomes!), eles concordavam que haviam todos tido a mesma experiência, e se chamavam mutuamente de Gnósticos, isto é, nós que sabemos. E eles eram sempre muito amigáveis uns com os outros, quando se encontravam.”
Em sua explicação, Marcelo Motta, exemplifica claramente este conceito como um todo, e fica claro que a religião é uma forma empírica de crescimento e que ela pode ser manifestada de qualquer modo e em qualquer lugar de forma diferente, daí parte o conceito de Liberdade de Culto. Desde que se respeite a liberdade e a natureza do ser humano, a religião contém também chaves verdadeiras que certamente ajudam o indivíduo a crescer e a ser cada vez mais livre. No entanto, a religião não deve ser uma obrigatoriedade, muito pelo contrário, ela deve ser a máxima expressão da vontade de cada um, a religião só pode ser completamente manifestada através da experiência do amor e para que isto aconteça, é necessário que o indivíduo caminhe naturalmente nesse sentido. Todo homem e toda mulher é livre para seguir ou não uma religião. Para aqueles que não se sentem a vontade com o ideal religioso, a Lei de Thelema provê um modelo científico ortodoxo, que também age em prol do crescimento humano. Exatamente por isto, os preceitos éticos e morais não estão atrelados à religião, mas sim à filosofia de Thelema e por este motivo, a Lei de Thelema é uma Lei adaptável, seus preceitos são imutáveis, mas também são implementáveis em qualquer situação e em qualquer necessidade humana. A Lei de Thelema promove assim, a liberdade de pensamento, centralizando a moral e a ética, e descentralizando os ideais religiosos dos ideais político-sociais.
Para finalizar, quero deixar uma mensagem, escrita pelo Mestre Therion, para todos os Thelemitas, em seu ensaio, O Método de Thelema:A Lei foi proclamada. É para nós interpretá-la e estabelecê-la.“.

Amor é a lei, amor sob vontade.

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