segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dion Fortune



Atrás das sombras de Gerald B. Gardner, brilha Dion Fortune. Uma mulher pouco apreciada em seu tempo, ela foi provavelmente a menos conhecida entre seus pares, trabalhando atrás dos panos, ela desenvolveu sua própria tradição sem se preocupar com os apelos da publicidade. Dion foi uma psiquiatra respeitada, ocultista e a autora que conseguiu abordar conceitos mágicos e herméticos pela perspectiva de Jung e Freud. Ela foi uma escritora prolifera de livros sobre ocultismo (tanto novelas como não-ficção), adepta da magia cerimonial e psiquiatra pioneira em analisar os aspectos religiosos do ocultismo.

Seu nome civil era “Violet Mary Firth” e nasceu em 6 de janeiro de 1890 em Wales. Desde cedo ela mostrou habilidades mediúnicas e sempre falava de sonhos e visões de Atlântida. Mas tarde ela reivindicou ter sido uma Sacerdotisa em outra vida que morou neste local. Ela foi uma criança brilhante e escreveu seu primeiro livro aos 13 anos – um livro de poesias intitulado Violetas (1904). Em 1906, depois da morte de seu avô, a família se mudou para Londres, e lá ela se afiliou a Sociedade Theosófica. No ano de 1908 seu poema Angels foi publicado.

Dion se aprofundava na psicologia, concentrando seus estudos nas teorias Freud e Jung. Em 1913 ela foi contratada pela Clinica Medico-Psychological de Londres, onde concluiu que nem Freud nem Jung tinham se aprofundado adequadamente nas nuances da mente. Existia algo que estava faltando, e ela acreditou que a resposta poderia estar no ocultismo.
Durante o período da Guerra entre 1914 e 1918 Dion se recrutou na força de apoio feminino, mas continuava a manter contato com a Sociedade Theosófica. Ao final da guerra ela conheceu e trabalhou com Theodore Moriarty, um ocultista e maçom. Moriarty encorajou o interesse dela pelo ocultismo e em 1919, depois da guerra, ela foi iniciada no ‘Templo Alpha e Omega de Stella Matutina’, uma ordem afiliada a famosa Golden Dawn localizada em Londres.

Ela estudou junto com J.W.Brodie-Innes, mas acabou entrando em conflito com Moina Mathers a esposa de MacGregor-Mathers, um dos fundadores da Golden Dawn. Sentindo ataques psíquicos, ela se desligou e formou sua Ordem ‘A Fraternidade da Luz Interior’ (“Fraternity of the Inner Light”).

Depois da morte de seu amigo e mentor, Theodore Moriarty, em 1923, Dion ficou responsável pela Sociedade Theosófica e lhe deu o nome de ‘Místico Templo Cristão (“Christian Mystic Lodge”). Em 1924 ela comprou uma propriedade em Glastonbury, onde ela podia se refugiar da pressão do trabalho e da intensidade da grande cidade. Enquanto visitava Glastonbury, Dion ficou muito interessada nas lendas Arturianas e o mágico folclore da região.

Em 1937 ela conheceu e se casou com um médico chamado Thomas Penry Evans. Em face de seus interesses ocultistas, e que diferenciavam dos de Dion, ele se tornou conhecido como Merlin ou Merle. Eles trabalharam juntos como Sacerdote e Sacerdotisa na Ordem criada por Dion, ‘A Fraternidade da Luz Interior’ (“Fraternity of the Inner Light”). Apesar do envolvimento de ambos no ocultismo, suas brigas eram constantes e em 1939 Evans a deixou pela amante e em seguida o casal se divorciou. Dion continuou a comandar a Ordem, a qual recebeu novo nome: ‘Sociedade da Luz Interior’ (“Society of the Inner Light”).

Neste mesmo ano ela alugou uma propriedade em Londres e a transformou em templo para os seus seguidores. Tal como a propriedade em Glastonbury, também era dedicada aos ‘Mistérios de Isis. Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Dion foi diagnosticada com câncer e em 8 de janeiro de 1946, partiu deste mundo para descansar em Summerland. Durante toda a sua vida e mesmo após sua morte, a sua sociedade sempre continuou crescendo e atraindo novos seguidores.

Ela derivou seu pseudônimo do dizer familiar, “Deo, non Fortuna”, que quer dizer “Por Deus, não por Sorte”, o qual ela abreviou para Dion Fortune. Nos seus livros ela imprimiu suas experiências tanto como ocultista como psiquiatra, muitos dos quais atingiram o status de obras clássicas.

Hoje em dia ‘Sociedade da Luz Interior’ (“Society of the Inner Light”) ainda é ativa e possui sua sede em Londres, no entanto enfatizam que Dion nunca foi uma bruxa e são categóricos ao afirmar que a Sociedade não possui nenhuma prática semelhante à Bruxaria. Uma triste constatação de seus membros que não conseguem ver o tamanho da influencia que o trabalho de Dion teve (e continua a ter) em relação ao movimento do renascimento da Bruxaria/Wicca.

Segue a lista dos mais famosos livros de Dion Fortune:

Aspects of Occultism
The Goat-foot God
Sea Priestess
Esoteric Philosophy of Love and Marriage
The Mystical Qabalah
Introduction to Ritual Magic, escrito em conjunto com Gareth Knight
The Magical Battle of Britain, escrito em conjunto com Gareth Knight
The Secrets of Dr. Taverner
Spiritualism and Occultism
Through the Gates of Death
Winged Bull
Cosmic Doctrine
Glastonbury
Psychic Self-defence
Applied Magic – to be published
The Circuit of Force
Esoteric Orders and Their Work
Mystical Meditations on the Collects
The Principles of Esoteric Healing
Principles of Hermetic Philosophy, escrito em conjunto com Gareth Knight
The Training and Work of an Initiate – 1940

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Krumm-Heller


Henrich Arnold Krumm-Heller foi um médico, ocultista e Rosacruz de origem alemã. Ele fundou a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), uma tradicional Ordem iniciática que atua em diversos países, inclusive no Brasil.
Presentemente, na Terra, há em torno de uma dezena de Irmandades Rosacruzes autênticas vinculadas à Ordem Rosacruz Eterna e Invisível trabalhando para que a Obra se cumpra. A Fraternitas Rosacruciana Antiqua (FRA) é uma dessas venerandas e augustas Fraternidades que, como tantas outras, visa a Servir à Grande Obra, a orientar os que aspiram a um abrigo de Paz e a irradiar Pensamentos de Luz, para dissipar as trevas, a fim de iluminar o Caminho Correto.
A sede original da FRA ficava em Marburg/Lahn, na Alemanha, enquanto seu fundador viveu. Depois da Segunda Grande Guerra, o Mestre Huiracocha mostrou desejo de transferir a Direção Suprema o Summum Supremum Sanctuarium para o Planalto Central do Brasil, tendo enviado seu discípulo o Dr. Albert Wolff para dar prosseguimento a essa transferência.
No Brasil, a FRA foi fundada em 27 de Fevereiro de 1933, em São Paulo, e, posteriormente, em 27 de Julho do mesmo ano, no Rio de Janeiro então capital do Paísfoi instalado um segundo Ramo da FRA. Foi a irmã Raquel Prado, ilustre escritora, Iniciada em São Paulo, que estando no Rio de Janeiro, procurou pelo seu amigo, o Dr. Domingos Magarinos, com quem firmou o compromisso de trazer o Mestre Giuseppe Cagliostro Cambareri discípulo e representante do Soberano Grão Mestre Dr. Krumm-Heller ao Rio para aqui fundar outro Ramo da FRA. Cambareri convidou e trouxe de São Paulo o irmão Joaquim Soares de Oliveira para secretariar a ata de fundação da Fraternitas Rosicruciama Antiqua.

Sede da FRA no Rio de Janeiro
— Aula Lucis Central —
A Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) é uma instituição espiritualista, mística, eclética e cristã. A FRA não tem fins lucrativos nem políticos. Vive financeiramente da contribuição de seus membros, mas é sustentada em todos os planos por mentes e corações altruístas e puros. Ela visa, com o seu trabalho e o seu serviço em prol da Grande Obra, orientar e iluminar os que buscam o Reino dos Céus. A FRA é uma Ordem Rosacruz secreta e Iniciática que prima pela qualidade e não pela quantidade.
O Dr. Arnold Krumm-Heller (Mestre Huiracocha) nasceu na Alemanha em 15 de Abril de 1876 e fez sua Grande Iniciação em 19 de Abril de 1949. Ainda moço, viajou ao México onde tinha familiares por parte de mãe. Estudou Ciências Naturais e Medicina na Alemanha, na França, na Suíça e no México, onde, mais tarde, como Coronel Médico, serviu no Exército do Presidente Madero. Posteriormente, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Mexicana. Casou-se no Chile, onde viveu por algum tempo. Além de Comendador Mundial da FRA, Krumm-Heller foi Arcebispo Supremo da Igreja Gnóstica e Mestre Maçom 3º-33º-97º. Também alcançou os últimos graus da OTO e da AA.
Quando sua genitora faleceu, buscou lenitivo no seio do Espiritismo, e tal foi seu entusiasmo que fundou uma revista para difundir a doutrina espírita. Essa revista lhe proporcionou diversos contatos com publicações esotéricas e com diversas pessoas no âmbito do espiritualismo e da Alta Iniciação, como foi o caso, por exemplo, de Aleister Crowley, de Theodor Reuss e de Harvey Spencer Lewis. Mas, acabou se afastando do espiritismo, suspendendo a publicação da revista e buscando novos conhecimentos com os Mestres do Velho Mundo. Pertenceu a várias Ordens, obteve, como visto acima, os mais altos graus da Maçonaria (inclusive a de Memphis-Misrain) e reorganizou a Fraternidade Rosa-Cruz na Espanha.
Por esta última grande realização, o Iluminado Mestre Rakoczi lhe conferiu o título de Soberano Grande Comendador de um Ramo da Fraternidade, que o Mestre Huiracocha registrou com o mundialmente conhecido nome de Fraternitas Rosicruciana Antiqua. A partir de seu interesse pelos ensinamentos Rosacruzes, smj e mais títulos que desconheço, produziu as seguintes obras:
1- Conferências Esotéricas (Forças Psíquicas. Forças Cósmicas. A Evolução do Planeta e das Raças Humanas. Cura das Enfermidades. Prolongamento da Vida por meio de Exercícios Respiratórios) .
2- Do Incenso à Omoterapia (História e Aportes para um Novo Sistema de Cura por meio das Essências e dos Odores).
3- O Tatwâmetro ou Vibrações do Éter
4- Logos, Mantram, Magia
5- A Igreja Gnóstica
6- Biorritmo
7- Rosa Esotérica
8- Plantas Sagradas
9- A Doutrina Secreta Dos Galegos
10- Quirologia Médica
11- Rosacruz (Novela Iniciática)
O próprio Mestre Huiracocha, pessoalmente, inaugurou em 1936, na Sede Central da FRA, a Ecclesia Gnóstica, então instalada na Rua Desembargador Isidro, 166 Tijuca, Rio de Janeiro. Nessa ocasião, após o Culto Gnóstico realizou três casamentos, sendo um deles o do Comendador Dr. Duval Ernâni de Paula com Aída Viana de Paula.
Finalmente, como informo sempre que produzo textos desta natureza, tive que fazer algumas edições nos excertos do pensamento do Mestre Huiracocha para adaptá-los à esta forma de trabalho. Contudo, por evidente, não adulterei nada, pois isto seria, simplesmente e no mínimo, uma desacreditada heresia. Informo, ainda, que tudo aquilo que estiver entre colchetes [ ] em cada fragmento são observações, explicações e acréscimos meus, como, por exemplo, quando é reproduzida e discutida a experiência com o Na2SO4 (Sal de Glauber). Também, os diagramas e as animações foram elaborados por mim (a partir dos ensinamentos do Mestre Huiracocha) como um mero auxílio didático de compreensão, segundo meu entendimento desses eninamentos; e, assim, o Autor está exonerado dos eventuais erros que eu possa ter involuntariamente cometido por incompreensão. Devo, finalmente, acrescentar que, obviamente, este estudo está absolutamente incompleto, pois, por um lado, não sou membro da FRA (sou Rosacruz, mas membro da AMORC) e, por outro, não consultei, pois seria impossível para mim, todas as obras escritas pelo Mestre Huiracocha. Oportunamente procurarei estudá-las. 


PENSAMENTOS
do
Mestre Huiracocha
(1876-1946)
A Fraternitas Rosicruciana Antiqua é uma Fraternidade Iniciática que busca a felicidade de todos os seres humanos sem nenhum tipo de discriminação. Todos temos direito a esta felicidade sempre que ela seja compatível com a felicidade dos demais e esteja de acordo com os princípios da Fraternidade Universal.
 A FRA entende e ensina que a felicidade do homem só é possível mediante um trabalho de regeneração que conduza o homem ao estado de autêntico despertar e libertação. Seus membros aceitam a dor e o sofrimento somente como um meio Iniciático de aprendizagem e de superação, porém não como um fim em si mesmo.
 Quando o homem conhece as Leis que regem seu Mundo e o Universo, e sabe trabalhar sem nenhum perigo com a Força, então, se encontra em posição de encontrar o Caminho que o conduzirá à Verdade.
 Os meios que a Fraternidade põe nas mãos de seus membros são puramente científicos.
 Aquele que seja um autêntico e sincero buscador e que deseje encontrar o Camino que o faça sair da obscuridade para a Luz, poderá se socorrer dos ensinamentos da FRA, porque está escrito: Pede e se te dará; invoca e se te abrirá; busca e encontrarás...
 A FRA considera que o homem tem direito a aspirar a todo bem-estar, e, para isso, propugna um desenvolvimento integral e completo para todas as partes do seu ser.
 A FRA não é partidária nem é contrária a nenhuna religião; limita-se a não aceitar nenhum dogma nem a agasalhar nenhuma forma de intolerância. Não discute nem trata de descrever a Deus de um ponto de vista exclusivista ou personalista. Deixa que o Eu Superior de cada um nasça em cada um, para o qual tem práticas especiais.
 A Sabedoria Rosa+Cruz abarca o espaço e se define no tempo. Do efeito à causa e da causa ao efeito tudo poderá ser compreendido, tudo poderá ser esclarecido. Pois, a Luz da Vida ilumina os fatos e deixa ver a justiça sempre operando, porque nada está fora e nada está dentro. Tudo é conseqüência da Lei da Causa e Efeito. 

Fixemos nossa mente no Sol como essência da sua Luz, que é, em si mesma, o Reino do Céu – a SUBSTÂNCIA CRISTÔNICA – esparsa por todo o Cosmos. Assim devemos compreender o Cristo na sua qualidade de Substância Íntima e Solar.
 Quando morremos e a alma deixa o corpo, continuamos a sentir, por um determinado tempo, o ambiente em que vivíamos...
 O Mistério do Gólgota reside em que a Alma do Nazareno, depois do sacrifício da cruz, difundiu-se por todo o Cosmos, sem perder, contudo, a sua Personalidade e a sua Missão de Guia do nosso Planeta.
 Um Sacerdote consciente pode invocar o Cristo e conseguir que a SUBSTÂNCIA CRISTÔNICA penetre realmente no pão e no vinho que, uma vez em nosso organismo, une-se ao CRISTO em nosso EU SUPERIOR.
 A Igreja Gnóstica não é uma Igreja. Antes, é um novo ideal Religioso pensado para esta época. É a Igreja do Cristo – a qual Jesus, o Divino Rabi da Galileia, estabeleceu – com todos os seus sagrados Mistérios Iniciáticos. É a Igreja da Redenção, a Primitiva Igreja Cristã, que sofreu todos os golpes do sectarismo católico.

 IGREJA GNÓSTICA = CIÊNCIA + RELIGIÃO

Foi Swante August Arrhenius (1859-1927), Rosa+Cruz e Prêmio Nobel de Química em 1903, quem difundiu modernamente o soberbo princípio da Panspermia em sua Cosmofísica, mediante o qual sustentou que o gérmen da vida em sua genuína manifestação sobre nosso Planeta veio de outros Mundos e de outros Astros como chuva cósmica [esporos impelidos por energia luminosa] que mansamente caiu sobre a Tierra expectante. [A Panspermia (do grego panspermia = pan, total + sperma, semente) é a teoria segundo a qual o Cosmos contém diminutos germes (ou microorganismos) capazes de se desenvolverem ao encontrar um meio favorável. Em outras palavras, é a teoria segundo a qual os microorganismos ou precursores químicos da vida (que se encontram presentes no espaço) são capazes de dar surgimento à vida quando atingem um planeta com condições adequadas para que a vida nele se manifeste. Estas idéias têm sua origem em algumas considerações metafísicas do filósofo grego Anaxágoras (500 a. C. – 428 a. C.), último grande representante da Escola Jônica. Segundo Anaxágoras, em cada coisa há uma porção de cada coisa; e há também o Espírito – ilimitado e autônomo – que ordena tudo o mais.]. 

A vegetação da Terra procede indubitavelmente de outros planetas e, em particular, de aqueles que se encontram mais próximos de nós. Se as sementes vindas de Marte touxeram ferro consigo, todas as plantas marcianas são ferruginosas; as de Vênus hão de estar, necesariamente, carregadas de silício, de forma que estimulem a vida; e as de Mercúrio hão de oferecer o metal de mesmo nome. E assim, temos como distinguir cada planta por seu Planeta. Com isso, fica provada a base científica que têm em Medicina os preparados alquímicos. A Alquimia e a Astrologia são irmãs gêmeas que andam de mãos dadas.
 Nossa vida, nossa natureza, pugna constantemente por harmonia em justo equilíbrio, de tal sorte que todas as forças em nós possam cumprir sua sagrada missão. Como a enfermidade é um produto da desarmonia (ou discordância) provocada por essas mesmas forças quando lhes falta seu necesário ajuste ou sincronismo, há que ser encontrado [alcançado] de novo o perdido equilíbrio utilizando simplesmente os meios mais inofensivos [ou invasivos], porém, sempre que possível, os mais efetivos e proveitosos para o organismo.
 O Homem não é um ser isolado. Está em conexão com o Cosmos infinito.
 Todos os planetas, principalmente os sete que mais próximos, exercem uma ação marcante sobre todas as substâncias minerais fisiológicas de que dispomos. Porém, está comprovado que os planetas não exercem grande influência sobre os metais sólidos, pois nesse estado estão sujeitos às leis terrestres. Só quando estão diluídos [passados ao estado líquido em forma de uma solução aquosa ou de outro dissolvente] é que recebem a ação planetária correspondente, sobretudo do Sol – que é genuinamente a Vida e de onde exclusivamente a vida radica.
  O Similia Similibus Curantur [ou curentur] dos homeopatas só pode ser possível no âmbito dos sete metais animados pelos planetas. [O Similia Similibus Curantur (ou curentur) é o Princípio que admite que uma substância que seja capaz de produzir determinada alteração (ou sintoma) em um indivíduo saudável, tem a capacidade de curar esta mesma alteração em uma condição de doença, quando ministrada em pequenas doses (doses homeopáticas). Em resumo, Similia Similibus Curantur (ou curentur) significa: o semelhante cura o semelhante].
 As plantas não podem curar um mal que requeira uma cirurgia.
 Há plantas das quais se usa a raíz; de outras são usados o caule, as folhas ou as flores. Porém, é nos azeites etéreos onde encontramos resumidos todos os poderes medicamentosos, ou seja, no perfume exalado pelas flores.
 Influência dos Astros sobre Metais e Plantas [Na síntese abaixo apresentada e elaborada a partir do capítulo III da obra Plantas Sagradas de Krumm-Heller, as cores (aproximadas) dos astros são de minha responsabilidade e têm caráter esotérico conhecido. Elas não constam da obra do Autor.].

Astro
Metal
Planta
Sol
Ouro
Freixo
Lua
Prata
Cerejeira
Marte
Ferro
Carvalho
Mercúrio
Mercúrio
Olmo
Saturno
Chumbo
Pinheiro
Júpiter
Estanho
Bordo
Vênus
Cobre
Bétula


Uma experiência sugerida pelo Mestre Huiracocha: Tomemos, primeiramente, um vidro plano e limpo (uma placa de Petri, por exemplo), vertendo sobre ele uma solução previamente preparada de sulfato de sódio deca-hidratado (Sal de Glauber). Isto é: ponhamos 115 gramas de Sal de Glauber [Na2SO4 .10H20] em 100 gramas [ou 100 ml] de água destilada [quente] [a água, obrigatoriamente, deve ser destilada; melhor se for bidestilada] sobre uma placa de Petri. Depois de haver preparado esta solução à quente [para melhor dissolver o sal], ela deverá ser deixada esfriar [sem qualquer agitação] para que se verifique a [suave e lenta] cristalização [isto poderá demorar um pouco], em cujo fenômeno hão de ser observadas curiosidades verdadeiramente notáveis. Isto feito, pode-se repetir a experiência – em horas distintas e sob diversas constelações – fotografando os desenhos [cristalizações] que resultam, e, então, poderemos apreciar e confirmar com toda exatidão as influências planetárias, pois, sempre se apresentarão figuras [cristalizações] distintas [ainda que o sistema de cristalização seja sempre o mesmo]. Porém, se a esta mesma experiência é agregado sumo de plantas em pequena quantidade juntamente com o sangue do experimentador, se observará que a solução tende e procura efetuar determinadas cristalizações que respondem ao que se poderia chamar de o Horóscopo do experimentador. [Eu sugiro que esta experiência seja feita em duplicata – isto é, em paralelo – para comparação: uma experiência com sumo de plantas e sangue e outra sem sumo de plantas e sem sangue. Uma ou duas gotas são suficientes. Se houver dificuldade para se encontrar placas de Petri, a experiência pode ser executada sem prejuízo em dois pires limpos. O sulfato de sódio e a água destilada são fáceis de ser encontrados, e de nenhuma forma são perigosos. Os cristais do Sal de Glauber cristalizam em grandes prismas monoclínicos que eflorescem ao ar. Estes cristais podem aparecer como deca-hidratos em temperaturas inferiores a 32,4 ºC, e como sal anidro a temperaturas superiores, pois o hidrato perde natural e lentamente sua água de hidratação quando exposto ao ar atmosférico.].





Alma e Espírito são os fatores-base do organismo, e não se pode curar e nem se pode ser [um bom] médico se não se conhecem as relações e a recíproca conexão que existe entre Corpo, Alma e Espírito. A maioria das doenças são enfermidades da Alma. Corpo, Alma e Espírito representam uma unidade e reciprocamente puedem servir de veículo no processo curativo; mas, para isso, o médico necessita ser um Sacerdote e precisa conhecer as relações recíprocas entre estes três fatores... Há, em verdade, enfermidades anímicas que gravam o corpo físico, como há enfermidades fisiológicas que transtornam totalmente nossa parte anímica.
 É indubitável o poder do Mago Negro e de suma eficácia suas infames influências contra quem ele as projeta.
 Há enfermidades, mal-estares e desgraças em certas habitações que só cedem com a queima de plantas especiais, e nunca com exorcismos de frades – que também é Magia Negra.
 Deus – o Cristo – dorme na Pedra; desperta na Planta; move-se no Animal; pensa no Homem; e ama no Anjo. Disto se deduz que cada Pedra deverá ser tratada como uma Planta. Cada Planta deverá ser tratada como um Animal. Cada Animal deverá ser tratado como um Ser Humano. E todos os Seres Humanos deverão ser tratados como Anjos ou Deuses... [Tudo é UM.].
 A Espagíria Gnóstica Rosa+Cruz é infalível. Um dia chegará a se impor como a Medicina mais Santa e mais Sagrada do porvir...
 Falta de equilíbrio —› doença. É uma ilusão, muitas vezes, pretender curar uma enfermidade sem conhecer (ou pelo menos suspeitar) quais são os antecedentes cármicos do doente.
 A PALAVRA dorme silenciosamente em nosso interior...
 Calor é Vida e é Luz, ainda que manifestado em outro nível vibratório...
 Os exercícios respiratórios são tão poderosos que, em muitos casos, chegam a exercer uma ação verdadeiramente grandiosa e eficaz sobre o sistema nervoso, onde radica a base de toda a cura das doenças.
 A abstinência absoluta de carne não é conveniente. Pode-se ser oitenta ou noventa por cento vegetariano, segundo cada natureza, porém a carne e o pescado, em pouca quantidade, se fazem sempre necessários. [Respeito esta posição do Mestre Huiracocha, mas discordo em parte. Tenho a mais plena convicção de que o Mestre Huiracocha sabia que em determinado ponto da Peregrinação qualquer alimento de origem animal, além de dispensável, precisa ser abolido. Mas, como norma geral, concordo que ninguém deve se tornar um vegetariano apenas por motivos emocionais, até porque se, eventualmente, necessitar de uma transfusão de sangue, se receber um sangue de alguém que não seja também vegetariano, poderá entrar em choque e morrer por causa do sangue transfundido. Há muitos vegetarianos que desconhecem esse perigo. De qualquer sorte, a transfusão de sangue deve ser evitada ao limite, dando-se preferência, se for o caso e couber, à autotransfusão (transfusão de sangue realizada com o sangue do próprio indivíduo coletado antes ou durante uma intervenção cirúrgica).].
 Da mesma forma que existe uma Patologia Fisiológica existe una Patologia Astral, fundamentada nas distintas camadas que recobrem e interpenetram o Homem Invisível, e que tanta ação exercem sobre os hormônios — que são as substâncias verdadeiramente animadoras e mantenedoras do nosso organismo.
 Toda enfermidade é conseqüência da falta de liberdade interna. Ninguém pode ensinar o caminho da liberdade a quem não esteja livre, isto é, a quem esteja preso nas cadeias do dogmatismo.
 A oração é um dos meios mais poderosos para se atrair as vibrações e as forças excelsas. A Oração a seguir deve ser proferida com os braços para cima como quem espera receber, por esse meio, uma Santa Influência:


O que desejamos é que a Humanidade volte a ser religiosa e piedosa, e que não se repitam esses espetáculos espantosos de perseguições cruéis de seres humanos apenas por suas idéias.
  Pistis =>=> Força Mágica que basta existir como um grão de mostarda para levantar uma montanha e lançá-la ao mar.
 Sofia [SOPhYa, em hebraico e em grego, significa a Sabedoria Divina] => Ciência.
 Pistis Sofia => Poder + Ciência + Teurgia + Magia Branca.
 A única salvação só pode ser encontrada no Cristianismo Esotérico que trata precisamente de salvar o EU.
 Tu, Ego Solar, que és a base de todo Amor, penetra em mim, ilumina-me e faz-me progredir, porque, sem Ti, Logos Solar, nada pode ter existência... (Oração que Os Sete Rishis Sagrados ensinavam aos seus discípulos, apud Mestre Huiracocha.).
 A Igreja Romana se manteve sempre mediante seus interesses criados e sua forma intolerante começou quando começaram seus negócios materiais. Os interesses comerciais da Igreja atual brotaram genuinamente do espírito judaico.
  Mundo Espiritual => nossa Verdadeira Morada.
 O carvão, o óleo e o petróleo não são mais do que plantas do passado que se saturaram plenamente de SOL, e que, agora, extraímos de sua prisão para nos oferecer essa energia condensada e oculta.
 E vi uma mulher sentada sobre uma besta de cor escarlate, cheia de nomes de blasfêmia, que tinha sete cabeças e dez chifres. (Apocalipse de São João, XVII, 3). Ensina o Mestre Huiracocha: Vemos nesta passagem a duplicidade – os dois aspectos do mundo material (com suas paixões) e do mundo espiritual com suas virtudes – enquanto as sete cabeças simbolizam os Sete Corpos ou estados do ser.
 É um absurdo, como crêem os fanáticos, pensar em uma nova vinda material do Cristo. [O Segundo Advento é interior e Iniciático. In corde.].
  EU–SOU quando SOU CRISTIANIZADO, isto é, banhado no LOGOS SOLAR — na SUBSTÂNCIA CRÍSTICA.
  Orígenes afirmava que a Magia Bíblica é uma Arte Real – uma Arte Santa – e repete freqüentemente que as Sagradas Escrituras – como os Evangelhos – são letra morta, se não se tem a Chave para lê-Las. Se os Papas da época de Orígenes o tivessem escutado, com segurança o Cristianismo atual seria Gnóstico.
 Mestre Rakoczi.... Nós que O conhecemos pessoalmente...
 A Verdade é UNA, e ela haverá de se mostrar, custe o que custar.
 Na Era de Aquarius, que chegará, haverá uma apropriada disciplina e se cultivarão os estudos de maneira que possamos alcançar a Verdade sem sugestões... [Esta obra do Mestre Huiracocha – Igreja Gnóstica – foi escrita antes de 5 de Fevereiro de 1962, data em que, smj, ocorreu a transição da Era de Piscis para a Era de Aquarius, porque nessa data cinco planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno e Júpiter) – e também incluídos o Sol e a Lua – estavam em conjunção no Signo de Aquário. Esta conjunção tem ocorrência repetitiva apenas a cada 2.160 anos. E 2160 x 12 = 25.920 anos. Enfim, deixou escrito Raymond Bernard: Jamais houve com o passado uma ruptura aparente tão considerável... Essa situação se deve à mudança de Era que se operou em 5 de Fevereiro de 1962.].
 Uma das qualidades mais inimigas da Verdade é o Egoísmo imperante em todas as coisas; é por isso que os sistemas iogues oferecem tão escasso resultado.
 Devemos rechaçar as palavras de autoridade: o que é necessário a todos nós é o Verbo da Vida.
 O Gnosticismo emprega a razão, a ciência e todos os meios necessários para descobrir a Verdade.
 Citando Marcos, Mestre Huiracocha ensina: O Nome de CRISTO se compõe 24 vogais para ser LOGOS, cujo valor é a cifra 888, ou seja, três vezes oito ou três vezes infinito. [888 também pode ser entendido como 8 x 111, que é o Valor Pleno da letra ALePh (1 + 30 + 80).].
 As Coisas Santas não morrem, ainda que possam ficar adormecidas durante uma época determinada.
 Gnose é um Conhecimento mais profundo de todas as Verdades reveladas (dentro do campo religioso) vista à luz da Escritura e da Tradição. Segundo um Iniciado da Idade Média, a Gnose é uma espécie de visão imediata da Verdade, em oposição à Sabedoria adquirida pelo estudo.
 Em toda parte reina o Santo Número... Aonde quer que a nossa vista alcance lá estão o Número e a mão geometrizante cristalizados na forma. [22 ÷ 7 = 3,142857... A divisão de 22 por 7 dá uma dízima periódica na qual a soma dos algarismos do período é igual a 27 (1 + 4 + 2 + 8 + 5 + 7). Platão ensina no Timeu (e eu apresentarei resumidamente) que Deus combinou Três Substâncias em Uma, e dividiu esse Todo – composto pelo Mesmo, pelo Outro e por uma Terceira Essência – em tantas porções de acordo com SETE etapas, das quais a PRIMEIRA é uma parte do Todo e a última (a SÉTIMA) é 27 vezes a PRIMEIRA.].
 Precisamente o número 5 haveria de estar na mão do Homem! Terra, Água, Ar, Fogo e Éter ou Espírito. Por isso, se o Homem é o todo, dentro da ordem da Natureza seu número representativo deverá ser o 5, e a figura geométrica que o caracteriza é a Estrela Pentagonal.


Deus reside dentro de nós. Deus é a única realidade, o único positivo. Tudo o que não seja Deus não pode ser real, não pode ser de Deus, e como as enfermidades, as dores, a pobreza e o diabo são coisas negativas, não são mais do que produtos dos seres humanos.
 Os Rosacruzes sustentam o seguinte Princípio: Igne Natura Renovatur Integra. [Pelo Fogo a Natureza é inteiramente renovada. Numericamente, a Palavra INRI vale 270 (10 + 50 + 200 + 10), que se reduz, sucessivamente a 27 e a 9. Como ensinou Platão no Timeu, a SÉTIMA PARTE é 27 vezes a PRIMEIRA... E a nona Lâmina do Tarô é O Eremita. Mas, por que O Eremita caminha para a esquerda? Para, com sua Luz, iluminar aqueles que ainda se encontram nas trevas e vivem em ignorância. No Evangelho de Mateus VII, 14 está escrito: Estreita é a Porta e apertado é o Caminho que conduz à Vida...]. 



 O Karma se extingue quando o Homem se sente redimido pelo Logos Solar. Para aquele que vive essa Força Crística dentro de si não há Karma para pagar [compensar].
 A Alma é o Mediador – o veículo de Matéria Sutil, o Corpo Fluídico – enquanto o Espírito é a parte essencial e divina. Uma Alma se tem; um Espírito se é...
 IAO (o Nome de Deus entre os Gnósticos, a encarnação suprema do Logos) => O –› Deus, o círculo envolvente; I –› simboliza o EU; A –› o ponto de apoio.

Iiiiiiiiiiiiii... Aaaaaaaaaaaaaa... Oooooooooooooo...

Nosso organismo [Microcosmo] é uma repetição do Grande Cosmos [Macrocosmo]. Estudando em pormenores a Concepção e a Criação pelo ato sexual compreenderemos a Criação do Mundo. A Redenção reside exclusivamente no ato sexual. O Eterno Femenino – que tende para cima e o Eterno Masculino que marcha para baixo precisam se encontrar na metade do Caminho, no reino do meio, a fim de que possam obter, nessse plano, a Redenção. Por isso, em todas as idades foi assegurado que no Mistério do Sexo reside a raíz da salvação da Espécie Humana.
 A Polaridade exige a existência de dois pontos em oposição, isto é, frente ao Sol há de haver obscuridade; frente ao reino da Luz, un reino de Trevas; frente a Deus, por conseqüência, um princípio também impessoal como força do mal.
 O Homem pode seguir caindo e submergindo na culpa se este for o seu alvedrio; porém, pode aproveitar o concurso da mulher, androginamente, como santo complemento [e vice-versa], para ascender, para regressar, para ser redimido... (Grifo meu).
 Nada pode existir, nem mesmo Deus, sem o auxílio e sem o concurso da Matéria. Há, pois, um momento intermediário no qual Matéria e Espírito interagem, e, então... formam a Cruz.


O Sol depende do Sol Central. Ele, por si mesmo, não é mais do que um Mediador que nos cria, que nos faz evolucionar constantemente e que nos redime pela ação imperativa do Crestos Cósmico. O Crestos Cósmico não é Mâyâ, não é uma ilusão e nem é um símbolo; tem uma positividade efetiva e é uma Substância, uma Força, uma Consciência atuante.
 Na vocalização, no uso dos mantras e na oração – mediante o despertar das secreções sexuais – reside o único Caminho para se alcançar a Meta; tudo o mais, que não seja por esse Caminho, é lamentavelmente perda de tempo... Ao invés do coito – que chega ao orgasmo – devem ser prodigalizadas reflexivamente doces carícias, frases amorosas e delicados toques, mantendo a mente constantemente isenta da sexualidade animal e sustentando a mais pura espiritualidade, como se o ato fora [como é] uma verdadeira cerimônia religiosa... Contudo, o homem pode e deve introduzir o pênis e mantê-lo no sexo femenino para que sobrevenha ao casal uma sensação divina, plena de gozo, que pode durar horas inteiras, retirando-o no momento em que se aproxima o espasmo para evitar a ejaculação do sêmen. Desta maneira, o casal terá cada vez mais desejo de se acariciar. Isto pode ser repetido tantas vezes quantas se quiser sem jamais sobrevir o cansaço, pois, ao contrário, esta prática é a Chave Mágica para se ser diariamente rejuvenescido – mantendo o corpo são e prolongando a vida – uma vez que esta constante magnetização é uma fonte de saúde... Sabemos que no magnetismo comum, o magnetizador comunica fluidos ao sujeito, e, se o primeiro possui essas forças desenvolvidas, pode sarar o segundo... A transmissão do fluido magnético se faz normalmente pelas mãos ou pelos olhos, mas, torna-se necessário dizer que não há condutores mais poderosos – mil vezes superiores a quaisquer outros – do que o membro viril e a vulva, como órgãos de recepção [e de transmissão]... No ato de magnetização divina e sublime, o homem e a mulher magnetizam-se reciprocamente, sendo um para o outro como um instrumento musical, que, ao ser tocado, emite ou tira sons prodigiosos de misteriosas e doces harmonias. As cordas desse instrumento estão espalhadas por todo o corpo – sendo os lábios e os dedos os principais pulsadores – sob a condição de que esse ato seja presidido pela mais absoluta Pureza — Pureza que nos faz Magos nesse instante supremo...
 sem morte não há vida possível.
 É um absurdo fazer crer aos demais que seus pecados serão [ou poderão ser] perdoados, já que ninguém pode se arrogar esse poder nem prestar sequer a menor ajuda nestes problemas, para os quais é responsável tão-só a personalidade de cada um.
 EPIFANIA = Revelação, Ascensão ou Manifestação do Cristo em nós. Somos UM com o LOGOS SOLAR, porém conservando nossa Identidade Pessoal. Cristo é a Luz do Mundo, a influência energética que tudo anima, é o LOGOS SOLAR que em tudo opera e sem o qual nada teria existência. Por isso, disse o Cristo: Antes de Abraão EU FUI.
 Teremos que passar pela Revelação do EU CRISTO (o EU da SUBSTÂNCIA SOLAR), para conquistarmos nosso próprio EU.
 SEDE PERFEITOS deve ser entendido por SEDE INICIADOS.
 SANTIFICADO SEJA O TEU NOME = O Santo Nome de Deus, o Verbo, a Palavra Produtora. VENHA O TEU REINO = Com a verbalização [mental] do Verbo, da Palavra, dos Mantras, vem o Pleroma, a Plenitude, o Reino de Deus. SEJA FEITA A TUA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU = Nisto consiste a União, ficando tudo resolvido. Um dia, quando FORMOS, não teremos mais necessidade de rogar. 
 LIBERTAI VOSSO EU.
 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MAX HEINDEL : Em Busca do Templo Ignoto

[Carl Louis Frederick Von Grasshoff]
(1865-1919)


Max Heindel (1865-1919), um investigador e místico dinamarquês emigrado para a Escócia e mais tarde para os Estados Unidos da América, tinha perfeita consciência desse sério escolho. Filho de pai alemão e mãe dinamarquesa, nasceu em Aarhus,  Dinamarca, em 23 de Julho de 1865 e o seu nome de baptismo era Carl Louis Fredrik von Grasshoff. Aos 16 anos partiu para Glasgow, na Escócia, onde estudou engenharia; viajou pelo mundo na qualidade de engenheiro chefe dum vapor comercial e entre os anos de 1895 e 1901 foi engenheiro consultivo na cidade de Nova York. Em 1903 mudou-se para Los Angeles e pôde dar largas aos estudos e investigações que o fascinavam, de metafísica e gnose espiritual. Adoptou o pseudónimo de Max Heindel e quando decidiu viajar de regresso à Europa, em 1907, para tentar descobrir os misteriosos Irmãos da Rosacruz, já tinha concluído que não servia de nada ler dezenas ou mesmo centenas de livros e estudar todos os rituais iniciáticos se quisesse atingir a iluminação.
                Começara por se deixar cativar pelos ensinamentos de Helena Petrovna Blavarsky (1831-1891), e durante dois anos - 1904 e 1905 -, chegou a ser vice-presidente da Loja de Los Angeles da Sociedade Teosófica. Depressa porém se deu conta do confuso sincretismo das doutrinas «teosófica»(1) e da inextricável mistura de tradições que propugnam, como se Judaísmo, Cristianismo, Budismo e Hinduísmo se pudessem harmonizar rasteiramente na «base da Montanha». Insatisfeito com esta amálgama, Max Heindel pressentiu que o caminho do ocidente (a Via, a Verdade e a Vida») estaria traçado a partir do Alto da Montanha Sagrada na linhagem da Sabedoria Cristã, quer mística quer iniciática, e não numa mescla de tradições; abandonou a Sociedade Teosófica e empenhou-se numa nova busca.
                Teve conhecimento que na Alemanha se evidenciava então um instrutor cujas conferências e cujos ensinamentos pareciam coincidir com a senda que aspirava percorrer: tratava-se de Rudolf Steiner (1861-1925), cientista, escritor e mais tarde fundador do movimento espiritual e filosófico conhecido por Antroposofia (2). Também Rudolf Steiner fora atraído pelas doutrinas de Madame Blavatsky, que ao contrário do que propalam os seus muitos detractores, e apesar da notória falta de sistematização dos seus escritos - de que sobressaem Isis Unveiled (1877) e The Secret Doctrine (1888) -, vislumbrou verdades e conotações tradicionais com assinalável argúcia e desenvolveu pontos de vista audaciosos - comprováveis em muitos casos pelo seu copioso conhecimento das fontes - que justificam a considerável influência que exerceu na sua época e bastante depois.
                Muito erros espalhou, sem dúvida, e as verdades que enuncia apresentam-se, por vezes, «disformes pelas turvações duma alma agitada de paixões diversas, de tal sorte que essas verdades assim reflectidas criam o efeito duma paisagem maravilhosa num espelho convexo», conforme observou Édouard Schuré na sua introdução à edição francesa de Das Christenthum als mystische Thatsache de Rudolf Steiner(3), mas não é totalmente correcto dizer-se, como faz Umberto Eco pela boca duma personagem de O Pêndulo de Foucault, que Madame Blavatsky se limitou a repetir, sob a falaz roupagem de coisa oculta, conhecimentos e pseudoconhecimentos que andavam por aí ao alcance de qualquer um (4).
                Steiner contactou em 1897 uma filial da Sociedade teosófica, mas tal como Max Heindel, não prosseguiu essa via ao reconhecer que a senda da Sabedoria Ocidental não estaria em doutrinas budistas ou hinduístas, mas sim na tradição Cristã. Entretanto conseguira chegar ao alcance dos Mestres da Rosacruz, cujos ensinamentos absorveu preparando-se para empreender a magna tarefa de constituir uma Escola de Ocultismo a fim de ser transmitida, aos eleitos, a Iniciação Rosacruciana.
                E é em Berlim que Max Heindel o encontra, no Outono de 1907, na sequência da viagem que empreendera, desde a América, arrastado pela sua ânsia de conhecimento místico e pela fama internacional de que já desfrutavam nessa época os cursos de Rudolf Steiner. Max heindel frequentou esses cursos e teve várias entrevista com Steiner mas logo se deu conta de que os ensinamentos deste não acrescentavam nada ao que já sabia. Entre a desilusão e uma inequívoca admiração pela personalidade e pelos conhecimentos daquele instrutor, Max Heindel decidiu-se pelo regresso à América, e foi então que, ainda em Berlim e quando se aprestava a partir, recebeu inesperadamente a visita de um dos Irmãos (Fratres Seniores) da Ordem Rosacruz, um dos Hierofantes dos Mistérios, que se prontificou a transmitir-lhe os ensinamentos desde que se comprometesse e mantê-los em segredo.
                "Durante anos Max Heindel buscara incansavelmente e suplicara aos céus que lhe fosse concedido algo que lhe permitisse mitigar a sede de luz espiritual que o mundo tanto anseia. Sabendo por experiência própria o que é sofrer devido à ânsia de conhecimento, foi incapaz de satisfazer o pedido do Irmão Maior, e recusou aceitar o que quer que fosse que não pudesse partilhar com os seus irmãos no mundo, que sabia tão animicamente famintos como ele.
                O Mestre abandonou-o.
                Podeis imaginar o que sente um homem que durante tanto tempo esteve privado de alimento, e repentinamente aparece alguém a oferecer-lhe uma côdea de pão, e logo se retira sem lhe permitir que a prove?  [...]
                No meio do seu desespero e da frustração de ter perdido tempo e dinheiro numa viagem inútil, apareceu-lhe o Mestre de novo ao fim de cerca de um mês, e disse-lhe que tinha passado a prova do egoísmo: se tivesse aceite a oferta de guardar os conhecimentos sem os partilhar, ele, o Mestre, não teria regressado.
                Disse-lhe também que houvera um primeiro candidato escolhido pelos Irmãos Maiores que recebera instruções durante vários anos mas que falhara a prova em 1905, e que sendo ele, Max Heindel, o segundo candidato em vista, os Mestres se haviam servido do primeiro - que não era outro senão o próprio Steiner - como isco para o atrair à Alemanha." (5)
                Após várias entrevistas, o Frater Senior deu-lhe as instruções necessárias para encontrar o Templo da Rosacruz nas imediações duma aldeia chamada Kirchberg, que nesse tempo se situava em território alemão, perto da fronteira com a Boémia. Max Heindel esteve durante mais de um mês, no Templo, em comunicação directa com os Mestres por quem foi iniciado, ficando encarregado de disseminar no Ocidente os respectivos Ensinamentos da Nova Era Cristã.
                Quando entrou pela primeira vez no Templo da Irmandade Rosacruz, Max Heindel surpreendeu-se: na sua imaginação havia figurado esse centro como uma imponente e magnífica estrutura, e o que viu era exactamente o oposto. Foi convidado a entrar no que parecia ser a casa rural, modesta embora espaçosa, de um cavalheiro da província, residência que ninguém associaria à sede mundial de um tão antigo quão poderoso grémio de místicos. Centenas de homens e mulheres, levados pela curiosidade, têm percorrido a Alemanha na esperança de encontrar esse edifício e passam por ele sem o ver, porque, tal como Max Heindel, imaginam-no como um Templo grandioso de pedra e materiais nobres. E Heindel só o descobriu quando os seus olhos se abriram para vislumbrar o Templo espiritual a interpenetrar e a envolver a estrutura física (6).
                Ao regressar aos Estados Unidos Max Heindel redigiu e publicou em 1909, em Chicago, um volumoso tratado sob inspiração directa dos Irmãos Maiores, The Rosicrucian Cosmo-Conception (7), e mais tarde fundou em Oceanside, na Califórnia, uma Escola preparatória, The Rosicrucian Fellowship a qual, convém deixar bem explícito desde já, não é a Escola de Mistérios Rosacruzes, é apenas uma escola no mundo visível que prepara todo aquele que aceite percorrer os progressivos e ordenados passos que o hão-de conduzir àquela elevada Escola de Mistérios. E interessante notar que Rudolf Steiner publicou em Leipzig, em 1910, um dos seus livros mais importantes, Die Geheimwissenschaft im Umriss («A Ciência Secreta em Esboço»), com desenvolvimentos doutrinários e passagens inteiras que parecem extraídos para não dizer copiados de The Rosicrucian Cosmo-Conception, publicado como vimos no ano anterior. Pessoalmente não creio que tenha havido plágio, incluso de Max Heindel que poderia ter aproveitado os apontamentos dos cursos e das conferências de Steiner a que assistira em Berlim: e não creio que isso tenha acontecido não só atendendo à estatura moral, espiritual e intelectual dos dois homens, como também ao que sobressai do conjunto das respectivas obras. Por muito estranho que pareça esta é também a opinião, ainda que relutante, do avinagrado René Guénon (8) que tinha um ódio vesgo contra tudo o que lhe cheirasse a "teosofismo" - termo que utiliza para o distinguir da autêntica teosofia tradicional e lhe serve de rótulo a um estendal de concepções e doutrinas de que discorda e vão de Madame Blavatsky a Alice Bailey, passando pelos ditos de Heindel e Steiner. Se Guénon reconhece que nenhum deles plagiou, podemos estar seguros de que assim foi. A única explicação plausível, portanto, e que só pode ser a verdadeira, é que tendo tido ambos os mesmos Mestres Rosacrucianos, as suas obras e respectivos ensinamentos hão de apresentar determinadas semelhanças, mas ao passo que Max Heindel se manteve fiel à tradição Cristã e Rosacruz, Steiner a breve trecho se desviou introduzindo no seu sistema elementos espúrios.
                Lendo e estudando The Rosicrucian Cosmo-Conception e outros livros que Max Heindel escreveu, como Letters to Students, The Rosicrucian Mysteries, Gleanings of a Mystic, Web of Destiny, Mysteries of the Great Operas, Teachings of an Initiate, etc,  dei-me conta duma sensação nova, muito forte e muito real, depois de tanto tempo andar errante à procura da Fonte ou de quem quer que dela directamente tivesse haurido: eis-me pela primeira vez em contacto - admirável, ardente e afectuoso contacto! - com alguém que «tinha lá estado».(9)
                O que Max Heindel descrevia possuía o incontestável cunho da sinceridade, era a expressão apaixonada e genuína de quem fora admitido aos Mistérios e subira os luminosos degraus, as observações eram autênticas, plenas, nada de palavreado vazio e inane, era a voz revelada e reveladora dum surpreendente rol de «reportagens» vividas e cheias de emoção mística... - não à maneira do filósofo-visionário Emanuel Swedenborg (1688-1772), que descreve miudamente as suas explorações pelas inúmeras moradas invisíveis e pelos graduais planos dos céus e dos infernos por onde o seu espírito andou (teria andado?), com a clínica frieza do médico legista a dissecar corpos peça a peça -, mas à maneira quase duma criança a relatar em tom cândido e fácil, sem surpresas e com aceitação, uma deslumbrante, diáfana, experiência nova. Não deixa de ser elucidativo o primeiro parágrafo, na primeira página, com que abre The Rosicrucian Cosmo-Conception:
                O fundador da Religião Cristã proferiu uma máxima oculta quando disse: «Em verdade vos digo, quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha nele não entrará» (Mc 10, 15). Todos os ocultistas reconhecem a imensa importância deste ensinamento de Cristo e esforçam-se por vivê-lo dia a dia.
                Sobretudo é quase comovente senti-lo ansioso, a ele Max Heindel, por partilhar, com quem esteja disposto ao esforço ascensional, o segredo dos caminhos que se hão-de sofrer e seguir e que se revelam afinal tão claramente traçados nas Escrituras cristas. Aceitei o convite, embora - ai de mim! - a lonjura do horizonte e a vastidão da esfera sejam tão de mais para a minha pequenez.
                Mas toda a jornada começa sempre por um primeiro dia, infante, de escola.
                E por falar em escola, volto um pouco atrás para frisar que aquela Escola preparatória - The Rosicrucian Fellowship, conforme citei -, fundada por Max Heindel por inspiração dos Irmãos Maiores, representa um arranque inteiramente novo na obra da Ordem Rosacruz (10) , e é dirigida invisivelmente pelos mesmos Irmãos Maiores da Ordem sob a direcção de Christian Rosenkreuz, ou do Grão-Mestre incógnito que adoptou este nome simbólico, sendo assim a referida Escola como que uma «reencarnação», no mundo visível, da antiga Ordem Rosacruz instituída por Rosenkreuz. Trata-se portanto duma ressurgência decidida a partir dos Planos Superiores: por outras palavras, apareceu mediante renascimento num local inteiramente novo, a fim de transmitir os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental às populações do Ocidente. Não pretende descender em linha recta ou oblíqua - tal como outras sociedades se arrogam - de quaisquer lojas rosacrucianas anteriores, existentes na América, na Inglaterra, em França, no Egipto ou em outros locais, por muitos antigas que sejam . The Rosicrucian Fellowship está em permanente ligação directa com o Templo etérico da Ordem Rosacruz em virtude de ser o canal ou instrumento autorizado da Ordem para a Era actual (11).

                    Tanto Helena P. Blavatsky como Max Heindel ofereceram as suas vidas em serviço às  necessidade espirituais da raça. 

Cada um deixou como legado às gerações vindouras uma  literatura  metafísica que sobreviverá ás vicissidades dos tempos.
 -  Manly P. Hall (33.º Rito Escocês)

Notas:
(1) Os termos «teosofia» e «teosófico» devem com legitimidade aplicar-se a uma corrente espiritual que abrange século de existência e conta com nomes tão diferentes e tão profundos como Meister Eckehart, Nicolau de Cusa, Paracelso, Giordano Bruno, Jacob Bohme, Johann Georg Gichtel, Swedenborg, Eckartsusen, Friedrich Schelling, entre outros, além dos mais conceituados autores do Iluminismo Rosacruz a que me referi mais atrás. A expressão «teosofia» (sabedoria de Deus) foi usada pela primeira vez no século II por Ammonio Saccas de Alexandria, mestre de Orígenes, que a foi buscar a Paulo: «Nós prègamos um crucificado; para os judeus, escândalo; para os gentios, escultícia; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, fortaleza de Deus e sabedoria de Deus [gr. Theou sophian]» (1Cor 1, 24), e também: «Sabedoria, sim, falamos entre os perfeitos; não sabedoria deste mundo nem dos chefes deste mundo, condenado a perecer, mas sabedoria de Deus [gr. theou sophian] em mistério, a oculta, que Deus predestinou dos séculos para glória nossa»(1Cor. 2, 7). - A sociedade que Helena P. Blavatsky fundou em Nova York em 1875 começou por ser uma sociedade espírita, e o nome The Theosophical Society foi-lhe dado pelo seu tesoureiro, Henry J. Newton, que na verdade ignorava o real significado daquela palavra. Registe-se, como curiosidade, que a Igreja católica condenou a Sociedade Teosófica em 1919.

(2) É possível que Steiner se tenha inspirado no título duma obra do Rosacruciano Eugenius Philalethes, pseudónimo de Thomas Vaughan: Anthroposophia Magia, Oxford 1650.

(3) Édouard Schuré, «Introduction» apud Rudolf Steiner, Le Mystère chrétien et les Mystères antiques (Das Christenthum als mystische Thatsache, Berlim 1902), trad. e introd. de E. Schuré, Paris 1908, pp. 28-29. 

(4) O  lâma Kazi Dawa Samdup   (1868-1923), mestre tibetano que atingira um elevado grau de conhecimentos e que em 1919 traduziu para inglês com colaboração com Prof. W.Y.Evans-Wentz o Bardo Thodol («Livro dos Mortos Tibetano»), considerava que a despeito das críticas que lhe eram dirigidas, H.P.Blavatsky teria incontestavelmente recebido um ensino lamaico superior, tal como ela prendia (cf. a introdução de Evans-Wentz a The Tibetan Book of the Dead, nota de rodapé na p. vi). - Fernando Pessoa já suspeito o mesmo escreveu: «Os caminhos do simbolismo, sobretudo desde que se entra na estrada mística ou interpretativa, são cheios de ilusões, de devaneios e de fraudes.     […] É fora de dúvida que Madame Blatsky era um espírito confuso e fraudoso; mas também é fora de dúvida que recebera uma mensagem e uma missão de Superiores Incógnitos» (Yvette K. Centeno, Fernando Pessoa e a Filosofia Hermética - Fragmentos do espólio, Lisboa 1985. pp. 51-52).

(5) Augusta Foss Heindel, Memoirs about Max Heindel and The Rosicrucian Fellowship, Oceanside, 1997.

(6) Augusta Foss Heindel, op.cit., p.7. - Gostaria de salientar que a Autora utiliza a expressão Templo espiritual no sentido anagógico ou transcedental, referindo-se ao conteúdo; quando à matéria, o Templo é etérico. Sabe-se que esse templo, invisível aos olhares profanos, se situa a 50º de Lat-Norte e 13º de Long-Este, ou seja, na actual república Checa, alguns a Nordeste de Marianske Lazne (antiga Marienbad) e a Sueste de Karlovy Vary.

(7) Existe em português com o título: Conceito Rosacruz do Cosmo.

(8) René Guénon, Le Théosophisme: Histoire d'une Pseudo-Religion (1921), nova ed. aumentada Paris 1986, p. 221. 

(9) Além do Conceito Rosacruz do Cosmo, os livros mencionados estão traduzidos em português com os títulos: Cartas aos Estudantes, Os Mistérios Rosacruzes, Colectâneas de um Místico, A Teia do Destino, Mistérios das Grandes Óperas, Ensinamentos de um Iniciado, etc.

(10) Cf. «Rosicrucian Societies in America», in Rays from the Rose Cross, vol. 88, n.º 4, July/August 1996. 

(11) Max Heindel, The Rosicrucian Cosmo-Conception or Mystic Christianity (1909), reed. Oceanside 1977, pp. 530-532.

Alguns Textos de Max Heindel